Após exorcismos, britânico pede ao Parlamento proibição de conversão gay

A sessão durou mais de duas horas, segundo seu relato. Nos meses seguintes, ele acordava gritando durante a noite.
Smith afirmou que procurou as práticas por acreditar que elas poderiam ajudá-lo a mudar. "Minha disposição para participar não as tornava inofensivas", disse à comissão parlamentar que analisa um projeto de lei sobre o tema.
Na Inglaterra e no País de Gales, não há uma lei que proíba especificamente as práticas de conversão. Nathan Stilwell, da organização Humanists UK, afirma que a maior parte do que Smith sofreu ainda não seria claramente ilegal. Para ele, a liberdade religiosa e de crença deve ser preservada, inclusive para orar e buscar apoio aberto para explorar questões pessoais, mas isso não significa liberdade para causar danos.
Da internação ao reconhecimento como vítima
Na unidade psiquiátrica, Smith ouviu de um médico que não havia nada de errado em ser gay. Ele disse à comissão que provavelmente não estaria vivo se não tivesse ouvido aquelas palavras.
Smith deixou o cristianismo e, com o tempo, reconstruiu a vida. Ele disse que só se reconheceu como vítima cinco anos atrás, ao assistir ao documentário "Pray Away".
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