Açores. Chega questiona Governo sobre cabos submarinos

O Chega Açores questionou o Governo açoriano sobre a operacionalidade do novo sistema de cabos submarinos interilhas, alertando que a infraestrutura atual, instalada em 1998, “já ultrapassou os 25 anos de vida útil estimada”, foi anunciado esta segunda-feira.
Segundo o requerimento apresentado pelo Chega, o partido pretende conhecer as diligências desenvolvidas pelo Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) junto do Governo da República para garantir a substituição do atual sistema de cabos submarinos interilhas, considerado essencial para o funcionamento da economia regional.
Segundo um comunicado do Chega Açores, trata-se de “um assunto de extrema importância, até porque o Conselho de Ministros, em 2025, já reconheceu que o envelhecimento da infraestrutura representa um risco acrescido de falha mecânica, considerando prioritária a sua substituição”, mas que “ainda não avançou”.
O líder parlamentar do partido na Assembleia Legislativa dos Açores, José Pacheco, defende que “os açorianos precisam de respostas concretas” sobre o futuro desta infraestrutura, em vez de “novos estudos ou anúncios”.
“Estamos a falar de uma infraestrutura crítica para as comunicações, para as empresas, para os hospitais, para as escolas, para os bancos e para toda a economia regional. Não podemos esperar que aconteça uma falha grave para depois percebermos que era preciso agir mais cedo”, sublinha José Pacheco, citado na nota.
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No requerimento, o Chega pretende conhecer as diligências desenvolvidas pelo Governo Regional desde 2020, bem como as reuniões e os contactos mantidos com o Governo da República e os compromissos concretos assumidos para a substituição do Anel Interilhas.
Em concreto, os deputados do Chega Açores pretendem saber “se já existe financiamento garantido para a construção e instalação do novo sistema, qual o calendário para a conclusão dos estudos, lançamento do concurso, adjudicação, instalação e entrada em funcionamento, e que garantias existem de que não ocorrerão novos adiamentos”, refere o comunicado.
O Chega Açores pretende também saber que planos de contingência e redundância estão preparados para assegurar as comunicações entre as ilhas em caso de falha dos cabos atuais e se já foi realizado algum levantamento técnico sobre o estado real das infraestruturas existentes.
José Pacheco sublinha que “os Açores não podem continuar dependentes de infraestruturas que já ultrapassaram a sua vida útil sem saber quando chegará a solução definitiva”.
“Queremos datas, compromissos e financiamento. Os açorianos têm o direito de saber quando terão um novo sistema de cabos submarinos seguro, moderno e capaz de garantir as comunicações entre todas as ilhas”, defende ainda.
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