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Monday, August 17, 2026

Banco russo demite dirigente. Criticou impacto da guerra

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Andrei Klepach, até agora economista-chefe do banco de desenvolvimento russo VEB.RF — o segundo maior banco do país —, foi demitido no domingo após um discurso feito na apresentação de um relatório em maio a alertar para as consequências económicas de uma guerra prolongada com a Ucrânia. A notícia é avançada por fontes próximas do assunto ao jornal económico russo independente The Bell.

Klepach foi demitido após uma reportagem do Moscow Times ter noticiado na sexta-feira um discurso feito em maio em que afirmava que a Rússia não vai vencer a “guerra de desgaste” e que os custos do conflito estão a aumentar.

De acordo com uma das fontes citadas, Klepach foi demitido no domingo após a direção do banco ter recebido uma chamada “de cima.

“O conflito na Ucrânia, que envolve a NATO, já dura mais tempo que a Grande Guerra Patriótica e não há fim à vista. Ambos os lados estão a intensificar os seus ataques, inclusive contra as economias um do outro.

Os prejuízos decorrentes dos ataques militares ucranianos à nossa infraestrutura — portos, petróleo e gás, fábricas de produtos químicos e logística — estão a aumentar e já se tornaram uma barreira macroeconómica significativa para o crescimento económico russo“, disse Klepach.

O ex-economista-chefe avisou também que a Rússia está a perder a “competição tecnológica e económica” com a Ucrânia.

Estamos a ficar para trás. Estamos a perder a competição tecnológica e económica globalmente. E, como já disse, estamos a perder não só para a China e os Estados Unidos, mas, de certa forma, também para a Ucrânia”, afirmou.

No entanto, sublinha que, apesar de a economia ucraniana estar “parcialmente destruída”, tem conseguido sobreviver através da ajuda financeira ocidental. Apesar de ter dito que a Rússia não entraria em colapso económico, anteviu uma “crise social”.

Apesar de ter mantido a estabilidade económica durante o início da guerra da Ucrânia, o crescimento económico não deverá ir além dos 1,3% em 2026, abaixo dos 2% anuais registados durante a década de 2010, de acordo com dados do Banco Mundial. Além da guerra, as sanções são outra das causas da desaceleração da economia.

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