CEO da Anthropic pede desaceleração no ritmo de desenvolvimento da inteligência artificial
O diretor executivo e cofundador da Anthropic, Dario Amodei, pediu neste sábado, 12, que as empresas avancem de forma mais lenta e cautelosa no desenvolvimento da inteligência artificial. Segundo ele, a prevenção dos riscos associados à tecnologia deve ser tratada como prioridade.
“Devemos reduzir o ritmo com o qual melhoramos as capacidades dos modelos de IA. O progresso continuará parecendo rápido, e devemos fazer um uso inteligente do tempo que ganharemos”, escreveu Amodei em uma publicação em um blog.
O apelo ocorre após uma semana marcada por novos alertas sobre os riscos da inteligência artificial. Jacob Coxon, pesquisador da Anthropic (empresa dona do Claude), pediu demissão e afirmou que a companhia “aposta com nossas vidas” na corrida pela superinteligência.
Coxon defendeu uma desaceleração coordenada entre as empresas e a realização de auditorias sobre a segurança dos sistemas. Segundo ele, as ferramentas disponíveis atualmente não representam um risco existencial, mas modelos mais avançados poderiam fugir do controle humano caso adquirissem autonomia.
Outro pesquisador da Anthropic, Evan Hubinger, afirmou publicamente acreditar em uma probabilidade superior a 10% de a inteligência artificial matar toda a humanidade dentro de uma década.
O debate também alcançou outras empresas do setor. Segundo a Bloomberg, Sam Altman, CEO da OpenAI, disse a funcionários que a companhia está aberta a desacelerar o desenvolvimento de sistemas de fronteira.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua vez, descartou publicamente preocupações com o tema ao ser questionado nesta semana.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.