Trump aprova fuzilar ex-major autor de massacre em base militar dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou a execução por pelotão de fuzilamento de Nidal Malik Hasan, ex-major do Exército condenado à morte pelo ataque que deixou 13 mortos e 32 feridos em uma base militar no Texas em 2009. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (5).
Segundo o porta-voz-chefe do Pentágono, Sean Parnell, o presidente aprovou a execução após uma recomendação do secretário de Guerra, Pete Hegseth.
O secretário do Exército ficará responsável por definir a data, o horário e o local da execução, segundo Parnell. Até a publicação desta reportagem, essas informações não haviam sido divulgadas.
Na época, Hasan era major do Exército e trabalhava como psiquiatra. Ele abriu fogo dentro de uma instalação onde militares passavam por procedimentos antes e depois de missões no exterior. Doze dos 13 mortos e 30 dos 32 feridos eram militares.
Segundo as investigações, o homem queria defender "irmãos muçulmanos" de uma guerra ilegal conduzida pelos Estados Unidos no Afeganistão.
Hasan ficou paraplégico após ser baleado durante o ataque e está preso na penitenciária militar de segurança máxima de Fort Leavenworth, no Kansas.
O caso passou por mais de uma década de recursos antes de chegar à fase em que a sentença poderia ser submetida ao presidente. Pela legislação militar americana, a pena de morte de um militar não pode ser executada sem aprovação presidencial.
Se a sentença for cumprida, será a primeira execução realizada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos desde 1961.
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