Pode votar sem biometria ou é obrigatória? Veja regras nas Eleições 2026

Assessora-chefe de Gestão Eleitoral do TSE, Sandra Damiani diz que a regularidade da inscrição é o que assegura o direito ao voto. "Para se alistar, é obrigatória a coleta biométrica, com exceção da pessoa que se alistar no exterior, mas essa fase já se encerrou. Para votar, tem que estar regular no cadastro eleitoral, independentemente de o eleitor ter ou não biometria ou ser eleitor no Brasil ou no exterior", afirma.
Biometria eleitoral é o conjunto de dados físicos usados para identificar cada eleitora e eleitor de forma única. Na Justiça Eleitoral, a coleta inclui impressões digitais, fotografia e assinatura, que ficam armazenadas no Cadastro Eleitoral.
Além de reforçar a segurança, a biometria ajuda a detectar possíveis duplicidades e agiliza procedimentos. Os dados biométricos coletados pela Justiça Eleitoral também integram a base da ICN (Identificação Civil Nacional), programa voltado a unificar e fortalecer a identificação dos cidadãos nas relações com o Estado.
Como a urna identifica quem vai votar
Todas as seções eleitorais do país têm leitores biométricos acoplados às urnas eletrônicas. Quando a pessoa tem biometria cadastrada, a votação é liberada após a conferência da impressão digital.
Falha no reconhecimento da digital aciona um procedimento alternativo de identificação. "Se a pessoa tiver digital coletada mas a urna não reconhecer, ela vai tentar quatro vezes e, depois disso, perguntará qual o ano de nascimento do eleitor", explica Damiani.
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