22h. CGTP convoca manifestação nacional para 17 de outubro
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Jornal das 10, na Rádio Observador, com edição de Laura Figueiredo. Laura, a CGTP vai convocar uma manifestação nacional para o dia 17 de outubro. Vai acontecer em Lisboa, Porto e Coimbra.
O anúncio foi feito esta tarde pelo secretário-geral da Central Sindical. Tiago Oliveira adianta que antes do protesto, entre 17 de setembro e 17 de outubro, a CGTP vai realizar várias ações em empresas e locais de trabalho. Explica que o objetivo é envolver os trabalhadores na discussão política e alertá-los para os direitos do trabalho.
Um mês de ação, mobilização e luta, com o objetivo de realização de plenários, greves, mobilização para piquetes de greve, para ações concretas das empresas, para discutir com os trabalhadores a ação reivindicativa, empresa a empresa, local de trabalho em local de trabalho, envolver os trabalhadores na discussão política, porque é fundamental que os trabalhadores tenham conhecimento, como tiveram relativamente ao pacote laboral, dos ataques que estão em curso aos seus direitos.
Na mesma conferência de imprensa dada hoje, a CGTP defendeu também o aumento do salário mínimo nacional para € 1.100 já no próximo ano. A Central Sindical quer também um aumento generalizado dos salários.
É que há todas as condições para valorizar os salários de forma séria, de forma justa, implicando aqui uma questão que é uma mudança de política que este governo tem que ter, nomeadamente nas exigências da CGTP, de valorização dos salários. E a CGTP vai continuar a insistir em 15% de aumento, com um mínimo de € 150 no aumento geral para todos os trabalhadores. E vamos exigir, a partir de 1 de janeiro de 2027, os € 1.100 de salário mínimo nacional. Do nosso ponto de vista, é possível.
Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP. Para além disto, a Central Sindical também exige um aumento salarial de pelo menos 15%, no mínimo de € 150, para todos os trabalhadores no próximo ano.
A GNR vai juntar-se aos protestos anunciados ontem pela PSP.
Ações de protestos convocadas para os meses de setembro e outubro e que vão culminar numa grande manifestação nacional prevista para outubro. À Rádio Observador, o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, César Nogueira, garante que só com medidas concretas do governo será possível desconvocar os protestos.
Nós, os protestos, não os vamos desconvocar, a não ser que o governo, em cima da mesa, nos apresente, de facto, propostas concretas a cumprir, a ter início em janeiro de 2027. Nós estamos sempre abertos à negociação e não deixaremos de estar, porque nós somos responsáveis. Agora, não vamos é aceitar que isto seja protelado no tempo, muito mais tempo.
Os protestos hoje anunciados são motivados pelo incumprimento das prometidas revisões do salário e das carreiras, reivindicações comuns tanto aos militares da GNR como aos polícias da PSP. Ora, o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda critica a falta de avanços nestas matérias e defende que as medidas sejam incluídas no Orçamento do Estado.
Já passaram mais de dois anos, dois anos e dois meses, digamos assim, sem que haja qualquer avanço, sem que haja qualquer proposta no sentido de resolver essa questão ainda este ano, para que tenha efeitos no próximo ano, em janeiro de 2027. Estamos prestes a começar a discutir o Orçamento do Estado e nós queremos ver contemplado no Orçamento do Estado verbas para que essas questões possam ser, de facto, resolvidas.
Em comunicado, a estrutura que representa os militares da GNR considera ainda que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, não tem peso político para conseguir, junto do Ministério das Finanças e do primeiro-ministro, o cumprimento do acordo assumido.
Na próxima semana, o governo vai aumentar o desconto no ISP para o gasóleo e vai reduzi-lo para a gasolina.
De acordo com a ANAREC, o gasóleo vai aumentar €0,02 por litro e a gasolina vai baixar €0,04. Ora, o desconto no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos deve, assim, aumentar cerca de €0,01 por litro para o gasóleo e baixar cerca de €0,01 no caso da gasolina. É o que dá conta uma portaria publicada hoje em Diário da República.
A ANAREC, a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, acusa o governo de ganhar dinheiro com os impostos sobre os combustíveis.
Acusa também o Executivo de estar a mentir aos portugueses ao dizer que não tem tido qualquer lucro com a crise energética. À Rádio Observador, o presidente da associação, João Durão, diz que o governo deve baixar a carga fiscal sobre os combustíveis, afirma que as empresas estão a perder competitividade exagerada face a Espanha e apesar de esta semana o governo ter anunciado uma descida do ISP, João Durão considera que não é suficiente.
Reduzir o quê? Mas o que é que reduziu até agora o governo? Quando eles dizem que vão reduzir, a única coisa que dizem é: "Não vamos ganhar mais do que o que estamos a ganhar, porque já estamos a ganhar muito". É o que eles têm dito, se nós entendermos a comunicação deles. Mas mesmo assim, continuam a ganhar mais do que ganhavam. Está a ver? A oposição tem razão quando diz: desde que a crise começou, o governo já arrecadou milhões. Eu não tenho aqui as contas deles, espero que mais um dia, se quiserem, eles que nos enviem para provar o contrário.
João Durão, presidente da ANAREC, que acusa ainda o Ministério da Energia de lucrar com o gás de garrafa e de atacar diretamente o mercado nacional.
E o Chega apresentou um projeto de lei para reduzir o IVA dos combustíveis. André Ventura desafia José Luís Carneiro a votar a favor desta medida.
Diz que se o PS não o fizer, será ser totalmente hipócrita. Um desafio lançado hoje, em declarações aos jornalistas em Cascais. O projeto apresentado pelo Chega para descer o IVA nos combustíveis vai ser debatido na Assembleia da República a 24 de setembro e nesse dia André Ventura espera que José Luís Carneiro seja um homem de palavra e acompanhe o sentido de voto do Chega.
O Partido Socialista andou o verão todo a dizer que a culpa era do Chega, de não termos aprovado a descida dos impostos sobre os combustíveis. Então nós, no dia 24 de setembro, temos no Parlamento uma ordem do dia toda para duas coisas: para o IVA do cabaz alimentar e para o IVA dos combustíveis. Se o PS decide também chumbar isto, então não é só não ter palavra, é pura hipocrisia. Mais vale encerrarem a loja, irem para o outro lado fazer política, porque toda a gente perceberá que é mentira, mentira, mentira e mentira.
Palavras de André Ventura, que sublinha que há vários dirigentes social-democratas a tentar alertar Luís Montenegro para a má gestão do país. Laura, vamos agora a outras notícias em destaque. Cerca de 95% do gás natural que entrou em Portugal no ano passado chegou através do terminal de Sines. Os restantes 5% foram importados por gasoduto através de Espanha. Os dados são da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos. A Nigéria foi responsável por metade das cargas recebidas em Sines, enquanto os Estados Unidos asseguraram 43% e a Rússia os restantes 7%. Ao todo, Sines recebeu três navios metaneiros russos no ano passado, o mesmo número que em 2024. A Agência Central de Inteligência americana divulgou hoje mais de 70 relatórios sobre a Al-Qaeda e o antigo líder Bin Laden. Os documentos traçam a história da evolução da compreensão dos analistas da CIA sobre a organização terrorista islâmica e os esforços para alertar sobre os planos do ataque de 11 de setembro. De acordo com a agência americana, esta divulgação confere uma transparência sem precedentes sobre a publicação da inteligência mais sensível dos Estados Unidos, referente aos anos anteriores e ao dia seguinte de um dos momentos mais sombrios da história americana. O Irão confirmou que vai reunir com os países do Golfo na segunda-feira, em Omã, para discutir o futuro do Estreito de Ormuz. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão avança que este encontro tenciona promover o melhor entendimento entre os países da região, bem como contribuir para o reforço da segurança comum. Culpa também os Estados Unidos pela instabilidade no Estreito de Ormuz e pelo aumento dos preços dos combustíveis. Notícia de fecho do Jornal das 10.
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