A disputa por ‘Melhor Álbum de R&B’ no Grammy 2027 deve reunir novas vozes e nomes consagrados

Kehlani, Bruno Mars e Jill Scott devem conquistar indicações
Rolling Stone
À medida que se aproxima o anúncio das indicações ao Grammy em novembro, na segunda, 16, a Rolling Stone analisa 11 categorias diferentes. Para cada uma, fazemos nossas apostas sobre os indicados, além de prever quem vai — e quem deveria — vencer na noite da premiação.
O R&B está em constante evolução e sempre abre espaço para novos artistas. Nos últimos anos, o Grammy ajudou a acelerar esse processo ao introduzir novas categorias, como Melhor Álbum de R&B Progressivo, oferecendo a artistas de todo o espectro do R&B a oportunidade de ter seu trabalho reconhecido. “É uma maneira de criar mais espaço para os artistas”, diz Nadeska Alexis, apresentadora da Apple Music especializada em R&B e hip hop. A evolução está no DNA do R&B. Uma das mudanças positivas da era da transmissão digital é a diluição das fronteiras entre os gêneros e a menor pressão para se encaixar perfeitamente em categorias musicais tradicionais. Mas a categoria original de Melhor Álbum de R&B ainda carrega um prestígio próprio, e a disputa deste ano deve reunir alguns nomes de muito peso.
Melhor Álbum de R&B — Nossas apostas
Brent Faiyaz, Icon
Kehlani, Kehlani
Bruno Mars, The Romantic
Jill Scott, To Whom This May Concern
Summer Walker, Finally Over It
Quem vai vencer
Kehlani, Kehlani
Desde que surgiu na cena, há mais de uma década, Kehlani vem ganhando cada vez mais força, tanto em sua voz musical quanto em seu posicionamento político. Seu sucesso “Folded” chegou ao sexto lugar da Hot 100 da Billboard e já lhe rendeu dois Grammys no ano passado, nas categorias Melhor Canção de R&B e Melhor Performance de R&B. Agora, “Folded” integra seu quinto projeto de estúdio, que leva seu nome, e traz sua magia para o álbum: um disco que ultrapassou 500 milhões de reproduções no Spotify e conta com alguns gigantes da cultura, como Lil Wayne, Missy Elliott, Usher e Brandy. “Ela é uma artista especial e faz isso há muito tempo”, diz Alexis. “Ela sempre teve essa mistura incrível do R&B dos anos 1990 e do início dos anos 2000 e, ao longo dos anos, foi aprimorando suas habilidades”.
Quem deveria vencer
Kehlani, Kehlani
Kehlani merece a vitória nesta categoria. Embora os demais indicados deste ano certamente sejam fortes, Kehlani está alcançando novos marcos. Seu álbum passou 11 semanas consecutivas na Billboard 200 e, pela primeira vez, levou a artista ao topo da parada Top R&B/Hip-Hop Albums. Alexis afirma: “O projeto soou muito coeso. A instrumentação do álbum foi excepcional. A sensação é de que ela foi se preparando para este momento e de que esse álbum só poderia ter acontecido agora”.
Analisando os possíveis indicados
Embora Kehlani seja uma forte candidata na categoria, o universo do R&B se expandiu bastante e também viu o retorno de alguns de seus ícones históricos. Jill Scott começou o ano com To Whom This May Concern, seu primeiro álbum em mais de uma década. “Temos artistas mais recentes — como Victoria Monét e Coco Jones — que fazem um belo trabalho ao reinventar elementos tradicionais do R&B, explorando seus pontos fortes particulares”, diz Alexis. “Mas, ao mesmo tempo, temos artistas consagradas, como Jill Scott e Erykah Badu, que estão lançando álbuns que soam muito atuais, embora se apoiem em uma rica linhagem do R&B, com influências que vão do jazz ao hip hop dos anos 1990”.
Yearnalism, de Baby Rose, também pode entrar na lista de indicados, o que representaria o fechamento de um ciclo para a artista de sonoridade marcada pelo blues. Na última edição da premiação, Rose conquistou seu primeiro Grammy pela contribuição a Mutt (2024), de Leon Thomas, que levou o troféu da categoria no ano passado. Gentlewoman, lançado por Cleo Sol em agosto, também pode aparecer entre os indicados. “Os artistas de R&B ainda não recebem tanto reconhecimento do grande público quanto merecem, especialmente considerando a qualidade dos álbuns que temos ouvido nos últimos anos”, diz Alexis. “Mas o gênero está em plena efervescência. Há um grande público que aprecia a profundidade e a diversidade dessa música”.
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