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Monday, November 2, 2026

Guerra reduziu estoques de petróleo em quase 1 bilhão de barris, diz CEO de estatal dos Emirados Árabes

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O CEO da petrolífera Adnoc, Sultan Al Jaber, afirmou nesta segunda-feira (2) que o mundo reduziu seus estoques de segurança ao retirar quase 1 bilhão de barris de petróleo das reservas desde que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã interrompeu o transporte marítimo pelo estreito de Hormuz, em 28 de fevereiro.

Os estoques de diesel em algumas regiões estão nos níveis mais baixos em 35 anos para esta época do ano, enquanto outras enfrentam um déficit de oferta de GNL (gás natural liquefeito) de 600 bilhões de pés cúbicos (17 bilhões de metros cúbicos), disse Al Jaber, durante a conferência ADIPEC, realizada nos Emirados Árabes Unidos.

Os preços do diesel em muitos mercados dispararam para máximas históricas, impulsionados pelas interrupções no fornecimento provocadas pela guerra, e representam ameaças de inflação e de aumento do custo de vida para governos e consumidores.

"Precisamos ampliar o armazenamento estratégico, aumentar os estoques de derivados e contar com capacidade flexível de refino mais próxima dos mercados consumidores", comentou Al Jaber. "A infraestrutura deve ser construída antes de se tornar necessária e apoiada por uma logística avançada", disse o executivo da empresa estatal dos Emirados Árabes Unidos.

Os custos de transporte marítimo e logística subiram de 5% antes da guerra contra o Irã para 30% do custo de um barril, afirmou Al Jaber.

O barril Brent, referência internacional, está sendo negociado a cerca de US$ 110 (R$ 544,60), uma alta de aproximadamente 50% em relação a fevereiro, pouco antes do início da guerra.

Folha Mercado

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No mês passado, a AIE (Agência Internacional de Energia) concordou em liberar para o mercado mais de 20 milhões de barris de diesel, além de todo o petróleo remanescente de uma liberação recorde de reservas emergenciais prometida em março para ampliar a oferta e conter a disparada dos preços.

Amin Nasser, CEO da petrolífera estatal saudita Saudi Aramco, afirmou no mês passado que restavam menos de 6 bilhões de barris em estoques comerciais, sendo que a grande maioria não estava disponível, na prática.

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