A surpreendente divisão de royalties do Megadeth, segundo baterista

Dirk Verbeuren revela detalhes do processo de composição e conta que Dave Mustaine lhe ofereceu porcentagem de ganhos maior do que a solicitada
Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)
Conhecido historicamente no cenário do heavy metal por sua postura exigente e centralizadora na liderança do Megadeth, Dave Mustaine costuma ser retratado como uma espécie de chefão implacável. No entanto, uma revelação recente feita pelo baterista Dirk Verbeuren veio para ressignificar essa imagem que circula há décadas entre os fãs.
Durante uma clínica de bateria promovida pela Amarin Productions nos Estados Unidos, Verbeuren abriu o jogo sobre os bastidores de composição e a divisão de royalties dentro da banda. O músico, que integra o grupo desde 2016 e participou de dois álbuns, detalhou como funciona o processo criativo com Mustaine e surpreendeu ao expor a generosidade do frontman em relação aos ganhos financeiros.
Ao relatar o processo de criação de uma música, o baterista explicou que o trabalho costuma ser colaborativo: ele próprio gravou uma demo, que depois foi absorvida por Mustaine, que aprimorou as partes de guitarra e finalizou a estrutura. O ponto alto da revelação, contudo, aconteceu quando o líder sentou-se com o baterista para acertar as contas.
Inicialmente, Dirk Verbeuren contou (transcrição via TMDQA!):
“Ele sentou comigo e disse: ‘Certo, vamos revisar as músicas. Quais riffs você escreveu?’. Eu respondi: ‘Esse aqui fui eu, mas você mudou algumas notas. E esse outro também fui eu’. Ele confirmou: ‘Esse riff é seu’.”
O baterista, então, revelou:
“Fomos analisando tudo e definindo: ‘Ok, então a sua participação equivale a essa porcentagem da música’, e por aí vai. Ele perguntou: ‘Quanto você gostaria de receber por isso?’. Eu sugeri um valor, e ele disse: ‘Na verdade, eu queria te pagar este outro valor’, que era maior. Ou seja, ele acabou me pagando mais do que eu esperava por aquela música.”
A honestidade de Dave Mustaine
Por fim, Dirk Verbeuren desmistificou a imagem que se tem de Dave Mustaine:
“Ele é um cara muito honesto quando se trata dessas questões, sabe? Sei que o Dave tem a sua reputação e que existem muitas histórias por aí, mas, no fim das contas, ele realmente convida todos a participarem.”
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Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
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