A pequena farmacêutica que disparou na bolsa após revelar avanço contra o câncer promissor
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A Genmab ganhou valor na bolsa após avanços em sua carteira de medicamentos. A aposta em produtos próprios inclui uma aquisição bilionária, mas ainda depende de testes e aprovações.
As ações da dinamarquesa Genmab dobraram em três meses após uma sequência de resultados positivos em testes de medicamentos contra o câncer, segundo reportagem da CNBC publicada nesta terça-feira, 3. A valorização acompanha uma mudança de estratégia: a empresa quer ampliar a participação de tratamentos próprios em seu negócio.
O movimento ganhou força com o petosemtamab, medicamento experimental avaliado em combinação com pembrolizumabe, vendido como Keytruda. Segundo anúncio da Genmab de 28 de outubro, a combinação reduziu em 50% o risco relativo de morte, medido por hazard ratio, em comparação com pembrolizumabe isolado, na primeira análise interina de um estudo de fase 3.
O teste incluiu pacientes com carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço recorrente ou metastático, positivo para PD-L1, em primeira linha de tratamento. O resultado não significa cura de metade dos pacientes nem benefício comprovado para todo tipo de câncer.
O que os resultados mostram
O estudo LiGeR-HN1 atingiu seus dois objetivos principais, sobrevida global e resposta objetiva, segundo a empresa. Não foram identificados novos sinais de segurança, o que não equivale à ausência de efeitos adversos.
O petosemtamab continua experimental. A companhia informou que pretende discutir os resultados com autoridades regulatórias e apresentar os dados completos em um encontro médico futuro. Portanto, o anúncio inicial não encerra a avaliação do tratamento.
Uma aposta de US$ 8 bilhões
O medicamento entrou no portfólio da Genmab com a aquisição da Merus. O relatório anual da companhia registra um preço total de US$ 8,017 bilhões para a operação em 2025, financiada com recursos disponíveis e US$ 5,5 bilhões de dívida.
A dimensão da compra ajuda a explicar a importância do resultado para o negócio. A Genmab busca ampliar a propriedade sobre os produtos que desenvolve e comercializa, em vez de depender principalmente de receitas associadas a medicamentos vendidos por parceiros.
Ao anunciar a conclusão da oferta pela Merus, em dezembro de 2025, a empresa projetava lançar o petosemtamab em 2027, condicionado aos resultados clínicos e às aprovações regulatórias. Essa previsão era uma meta empresarial, não uma autorização de venda.
Na semana anterior à reportagem, os papéis avançaram 48%, incluindo uma alta de 29% em um único pregão, de acordo com a CNBC. A reação mostra o peso das expectativas de novos produtos na avaliação de uma biotecnológica, mas não transforma resultados preliminares em garantia de sucesso clínico ou comercial.
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Perguntas frequentes
Por que a aquisição da Merus é importante?
Ela trouxe o petosemtamab ao portfólio e ampliou a aposta da Genmab em tratamentos próprios.
A alta das ações garante sucesso comercial?
Não. A valorização reflete expectativas, enquanto o desenvolvimento e a comercialização dos produtos envolvem etapas adicionais.
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