4h. André Ventura desafia PS a apoiar propostas do Chega
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Quatro horas. As notícias com Teresa Freire.
Boa noite. Começamos com os protestos contra a crise na habitação. Os manifestantes mantêm-se esta noite tanto na Praça do Rossio, em Lisboa, como na Praça Dom João I, no Porto. A partir da meia-noite e meia, os protestos são considerados ilegais, mas esta noite no Porto, a PSP não se aproximou dos manifestantes. Mais de 30 pessoas permanecem no local. Já na Praça do Rossio, em Lisboa, a situação foi diferente. A PSP, por volta desta hora, voltou a pedir aos manifestantes da acampada que desmobilizassem, o que por enquanto não aconteceu. Ainda há cerca de 150 tendas na praça. As forças de segurança, entretanto, desmobilizaram. O ministro da Administração Interna garante que a PSP não vai ceder perante os manifestantes. Luís Neves diz que são essas as instruções da própria lei e lamenta que já tenha havido feridos durante os protestos. O ministro diz que o direito à manifestação é respeitado por todos, mas avisa que as formas de protesto não podem violar a lei.
Nós todos temos que ter bem certo que a lei é pra cumprir, a firmeza da ação tem que ser tida e por isso é evidente que ninguém fica satisfeito, nem as forças de segurança, de haver pessoas que tenham ficado feridas, que foi o que sucedeu. Mas por isso esse trabalho está a ser feito. As forças de segurança, conforme ainda ontem assistimos, quer no Porto, quer em Lisboa, falaram com os representantes dos manifestantes, comunicando aquilo que é a necessidade de se fazer cumprir a lei.
O ministro garante que as organizações foram informadas de que a polícia poderá agir para terminar com a ocupação definitiva do espaço público.
Tem havido contemporização relativamente a este tipo de manifestação, mas há de chegar uma altura em que o espaço terá que ser retornado à liberdade de todos. É isso que está aqui absolutamente em causa e por isso a Polícia de Segurança Pública tem feito, e bem, e os órgãos de comunicação social têm acompanhado, que tem dialogado com os manifestantes, dando-lhes a entender e a conhecer aquilo que serão os próximos passos.
As palavras de Luís Neves, numa altura em que a PSP reforçou o aviso de que pode intervir perante as manifestações. Ainda assim, esta noite não interviu. O ministro falava à margem do lançamento do Centro Operacional da Proteção Civil de Penafiel, no distrito do Porto. O Presidente da República pede que o governo e os partidos da oposição se entendam para resolver o problema da habitação. António José Seguro diz que tendo em conta que já há contributos, agora é a altura de os transformar em soluções. E Vasco Maldonado Correia, o apelo foi deixado em plena sede do governo.
Ao lado do ministro da Presidência, no edifício que alberga grande parte do governo, e coincidência ou não, às oito da noite em ponto. O apelo de António José Seguro é claro: entendam-se.
Há, de fato, um problema de habitação no país e, portanto, ele precisa ser resolvido. E se há contributos de todos, governo, partidos da oposição, então é útil que todos se entendam para encontrarem as melhores soluções para resolver os problemas.
O presidente quer medidas para o curto e para o longo prazo.
Agora é necessário dar o passo seguinte: entenderem-se sobre essas propostas. Umas através de políticas duradouras, é esse o entendimento que eu tenho apelado, e outras com medidas urgentes.
E lembra que o problema é transversal, dos mais novos aos mais velhos.
Por exemplo, de estudantes que têm dificuldades em pagar o quarto quando estão deslocados, de pessoas que mesmo tendo trabalho, têm dificuldades em pagar a renda, porque elas têm subido.
Seguro volta a sublinhar o apelo à responsabilidade.
Os preços das casas têm aumentado, portanto, é necessário olhar pra esse problema com seriedade e com o contributo de todos. É esse o meu apelo.
E se o argumento de autoridade não for suficiente.
É fundamental ouvir Álvaro Siza Vieira, quando dizia ter dúvidas sobre a expressão "habitação social", porque toda a habitação é social. Ora, a habitação é uma das preocupações centrais do nosso tempo e do nosso país. É aqui que a dignidade humana e casa se encontram.
Por uma questão de dignidade humana, fica o aviso do Presidente da República: o problema da habitação precisa de respostas e precisa delas para o imediato.
Apelos do Presidente da República na apresentação do livro de Fátima Campos Ferreira sobre o arquiteto Álvaro Siza Vieira. A apresentação da obra teve lugar esta segunda-feira à tarde, no Campus XXI, em Lisboa. O secretário-geral do PS admite que o Orçamento Estado para 2027 merecia um voto negativo do partido, mas ressalva que o dever dos socialistas é servir o país. Com a abstenção do PS, o documento vai ser aprovado. José Luís Carneiro insiste que preferia votar contra, mas que a abstenção é preferível face a uma crise política.
Este orçamento merecia um voto contra, mas o nosso primeiro dever é servir o país. Nós fazemos oposição ao governo, mas não fazemos oposição ao nosso país. Temos o dever de defender o nosso país perante um quadro externo muito difícil e que está a ter impactos brutais nas famílias portuguesas, nas empresas, nas instituições e com o governo insensível e incompetente para responder às necessidades.
José Luís Carneiro, em declarações aos jornalistas esta segunda-feira em Faro. O líder do PS admite que não tem confiança no que o governo vai apresentar, mas considera que um orçamento chumbado seria sinônimo de caos em Portugal. André Ventura acusou o PS de ser cúmplice na crise da habitação e desafiou o partido a apoiar as propostas do Chega. O secretário-geral do PS acusou o líder do Chega de hipocrisia por se mostrar preocupado com a habitação, depois de viabilizar a lei das rendas do governo com uma abstenção. Em reação, André Ventura recorda a posição do PS no Orçamento do Estado pra acusar os socialistas de tremenda hipocrisia.
Se isto fosse uma hipocrisia
O que seria criticar o governo na habitação e anunciar a abstenção no Orçamento do Estado sem sequer conhecer as medidas do Orçamento do Estado em matéria de habitação? Se isto fosse hipocrisia, o que seria andar a dizer às pessoas durante o verão que temos que baixar o IVA dos combustíveis, que temos que ter IVA zero no cabaz alimentar, temos que ter medidas de apoio direto às rendas ou ao crédito habitação, mas depois inviabilizar todas essas medidas por dizerem que violam a lei-travão e que apenas podem ser colocadas no Orçamento do Estado?
O líder do Chega, em declarações na sede do partido, foi ainda mais longe e disse mesmo que o PS é cúmplice na crise da habitação, por considerar que os socialistas não querem discutir medidas em especialidade, como as deduções fiscais ao crédito de habitação. André Ventura diz ainda que quem protesta na rua deve lembrar-se de que foi a esquerda que trouxe a maior crise da habitação de todos os tempos. No desporto, esta terça-feira, o Futebol Clube do Porto volta a jogar para a Liga dos Campeões, numa altura em que a equipa ainda não venceu uma única partida na competição. Os Dragões perderam as duas primeiras fases de Liga, frente ao Manchester City e ao Betis. Esta terça-feira recebem em casa o PSV Eindhoven. Na antevisão à partida, o treinador dos azuis e brancos, Francisco Farioli, reconhece que a equipa tem uma montanha para escalar frente aos tricampeões holandeses.
O facto de voltarmos a jogar em casa é, sem dúvida, muito importante. Quanto aos dois jogos anteriores, acredito que merecíamos mais. Jogámos muito bem, mas não conseguimos os resultados que queríamos e que, na minha opinião, também merecíamos. Por isso, agora temos a oportunidade de voltar a jogar em casa. Sabemos que temos uma montanha para escalar e amanhã vamos enfrentar uma equipa que é tricampeã da Liga Holandesa. Temos muito respeito por eles, mas também teremos a confiança necessária para jogar este jogo no Dragão.
Francisco Farioli, na antevisão ao jogo frente ao PSV Eindhoven. Já o treinador dos holandeses, Peter Bosz, antecipa um Porto ofensivo, mas mostra-se confiante na capacidade do PSV para aplicar o próprio estilo na casa dos azuis e brancos. A bola começa a rolar no Estádio do Dragão às 20h em ponto. O relato e análise é para ouvir aqui na Rádio Observador. Este é o ponto final neste jornal das 04h. Informação total de regresso às 17h em ponto. Por enquanto, fique com a primeira parte do Contra & Coente.
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