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Friday, October 30, 2026

Qual é a probabilidade do telescópio espacial da Nasa cair no Brasil? Veja o que se sabe

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Após 22 anos em órbita, o Telescópio Espacial Neil Gehrels Swift, lançado pela Nasa em 2004, deve retornar à Terra em 2026. A previsão ocorre depois que uma missão para recuperar o observatório falhou. O Brasil está entre os países que poderiam receber fragmentos do equipamento, caso alguma parte resista à passagem pela atmosfera, mas não há previsão de data, horário ou local da queda.

Projetado para operar por dois anos, o Swift permaneceu em atividade por mais de duas décadas. Nesse período, registrou cerca de duas mil explosões de raios gama e realizou observações de supernovas, buracos negros, asteroides e cometas.

Em julho, a Nasa iniciou uma operação em parceria com a empresa Katalyst para tentar recuperar o telescópio. A missão, porém, não teve sucesso, e o observatório continuou em trajetória de perda de altitude.

Onde os fragmentos podem cair?

A órbita do Swift tem inclinação de 20,6 graus em relação à Linha do Equador. Essa característica coloca parte do território brasileiro na faixa de possível reentrada, assim como áreas da América Central, da África subsaariana e do Sudeste Asiático. A trajetória, por si só, não permite determinar onde eventuais fragmentos atingiriam a superfície.

Segundo a Nasa, ainda não é possível apontar quando ou onde ocorrerá a reentrada. O equipamento pode ser destruído pelo calor durante a passagem pela atmosfera. Para que destroços cheguem ao Brasil, seria necessário que partes do telescópio sobrevivessem a esse processo e que a trajetória coincidisse com o território do país.

Por que a missão foi encerrada?

A Nasa tentou prolongar a operação do telescópio por meio de uma missão comercial com a empresa Katalyst Space. O plano previa que a nave robótica LINK capturasse o observatório e o levasse a uma órbita mais alta.

Em agosto, porém, a agência e a companhia desistiram da manobra após problemas no sistema de controle de orientação da nave. O Swift retomou as observações científicas enquanto continuava a perder altitude.

O que o Swift descobriu?

Lançado em 20 de novembro de 2004 para uma missão inicial de dois anos, o observatório permaneceu em atividade por quase 22 anos. Nesse período, registrou mais de 2.000 explosões de raios gama e forneceu dados usados em cerca de 7.000 artigos científicos, segundo a Nasa.

Em 2005, o telescópio detectou pela primeira vez o brilho remanescente de uma explosão curta de raios gama, emissão que permanece após o evento inicial. A observação ajudou a sustentar modelos segundo os quais essas explosões podem resultar da fusão de duas estrelas de nêutrons.

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