Pivô de crise, Vorcaro está 'revoltado' e prepara pedido de soltura ao STF

Vorcaro tentou fechar um acordo de delação com a Polícia Federal e o Ministério Público, mas a proposta acabou recusada após os investigadores avaliarem que não houve revelações relevantes e também que ele tentou blindar autoridades. Como mostrou o UOL, o banqueiro falou genericamente dos contatos com Moraes e omitiu as trocas constantes de mensagens com o ministro do STF.
Segundo pessoas próximas, o banqueiro vem reclamando principalmente de André Mendonça, de quem partiu a ordem de prisão em março — a medida foi chancelada na sequência pela Segunda Turma. O ministro é acusado em relatório da PF de atuar de maneira proativa nas negociações da delação de Vorcaro, que acabou recusada.
Além do próprio dono do Master, estão presos o pai dele, Henrique Vorcaro, o cunhado, Fabiano Zettel, o primo, Felipe Vorcaro, e um advogado próximo, Daniel Monteiro. Em conversas, o ex-banqueiro questiona principalmente a situação de seus familiares.
A expectativa no entorno do ministro Alexandre de Moraes é que o próprio ex-banqueiro possa, em algum momento, servir de álibi para desgastar Mendonça e questionar a conduta do ministro no STF.
O entorno de Vorcaro, por outro lado, calcula os efeitos de uma cruzada contra Mendonça, que também será alvo de escrutínio do plenário em julgamento marcado para o próximo dia 23. A avaliação feita por ao menos parte da defesa do ex-banqueiro é a de que atacar o ministro pode ser uma jogada arriscada, já que ainda não se sabe se ele seguirá ou não à frente das investigações.
No sábado, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, paralisou as investigações do Master e do INSS, ambas até então sob a relatoria de Mendonça, e ainda não anunciou quais serão os próximos passos.
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