Amil recusa proposta de venda para fundos de investimento
O empresário José Seripieri Filho comunicou nesta quinta-feira (10) que encerrou as negociações para vender a operação da Amil. A operadora de planos de saúde despertou o interesse dos fundos de investimento Advent e Bain Capital, que tentaram fechar um acordo com Júnior, como é mais conhecido.
O negócio, segundo pessoas envolvidas, teria potencial de ultrapassar a marca de R$ 16 bilhões.
Os mais de 22 mil funcionários da empresa foram informados da negativa por meio de um comunicado repassado pelo conselho de administração, do qual Júnior é presidente.
Segundo o texto, a companhia conseguiu, com ajuda dos funcionários, construir "uma grande virada empresarial em apenas dois anos e meio", período em que o empresário assumiu a operação, "com excelentes resultados financeiros".
Fundador da Qualicorp, Júnior comprou a Amil em 2023, por R$ 11 bilhões, quando a UnitedHealth Group (UHG) desistiu de operar no Brasil. Na época, a Bain Capital também participou das negociações pelo ativo.
Sob o comando de Júnior, a Amil enxugou processos e eliminou sobreposições na operação. A companhia gerou um caixa de R$ 2,3 bilhões em 2025, revertendo um indicador negativo em R$ 1,4 bilhão em 2023, quando a UHG deixou a operação.
A empresa tem cerca de 3,5 milhões de clientes. Em 2012, quando a UHG acertou a compra da Amil, a operadora detinha aproximadamente 5 milhões de clientes e ostentava a primeira posição no ranking nacional.
"Todo esse sucesso chamou atenção e despertou o interesse de grandes fundos de investimento, o que é normal, que apresentaram propostas para adquirir parte ou até mesmo 100% da nossa companhia", diz o comunicado assinado pelo conselho da Amil.
A empresa reforça que conversou com investidores e que está aberta a "propostas futuras de investimentos minoritários".
Pessoas ligadas ao mercado da saúde esperam que a empresa dê entrada no processo de oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) no próximo ano.
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