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Monday, November 2, 2026

O que se sabe sobre assassinato de jovem de 24 anos morta por pecuarista em Rifaina, SP

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Priscila havia viajado 100 quilômetros a partir de Perdizes (MG), onde morava, acompanhada do irmão e de uma amiga para devolver uma caminhonete que pertencia a Bolelli, com quem desejava encerrar a relação.

Durante um desentendimento na entrada de uma propriedade rural, o pecuarista sacou uma arma e atirou contra a jovem, segundo testemunhas.

"Foi muito rápido, em uma fração de segundos", relatou à EPTV o irmão da vítima, Geovane Santana, que estava no local do crime.

Após ser atingida no abdômen, a vítima chegou a ser socorrida e levada a uma unidade de saúde de Rifaina, mas não resistiu. O suspeito fugiu no próprio veículo devolvido e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de Pedregulho (SP) na quarta-feira (28). Ele é considerado foragido.

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A seguir, veja o que se sabe sobre o assassinato da jovem de 24 anos em Rifaina:

Quem é a vítima?

Priscila Lacerda Custodio tinha 24 anos, era natural de Perdizes (MG) e atuava como empresária de marketing digital.

A jovem começou a trabalhar aos 16 anos como bartender, abriu a própria empresa e cobria eventos em sua cidade natal e na região, ajudando a sustentar a família. "Nunca precisou de nada de ninguém", disse o irmão Geovane Santana.

Priscila namorava o estudante Samuel Ramos, de 26 anos, desde junho. Os dois moravam juntos há cerca de um mês em Perdizes e planejavam se mudar para Uberlândia (MG).

Priscila Lacerda Custodio foi morta a tiro pelo companheiro, João Roberto Bolelli — Foto: Arquivo pessoal

Quem é o suspeito?

O investigado acumula histórico judicial por violência contra a mulher. Em junho de 2018, foi preso preventivamente por descumprir medida protetiva a favor de uma ex-companheira, ficando seis dias detido antes de ser solto mediante fiança.

Em dezembro de 2021, foi condenado pela Justiça de Franca (SP) a 3 meses e 15 dias de detenção em regime aberto pelo mesmo crime, decisão confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) em 2022. O pecuarista possui também condenação anterior por contravenção penal de vias de fato decorrente de agressões cometidas em 2017.

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João Roberto Bolelli, de 62 anos, é suspeito de matar a tiros Priscila Lacerda Custodio em Rifaina, SP — Foto: Reprodução/EPTV

Qual a relação entre eles?

Priscila e Bolelli mantinham um relacionamento casual desde julho. A jovem já havia tentado encerrar o envolvimento, mas o pecuarista não aceitava o término.

Segundo depoimento de Samuel Ramos, Bolelli fazia ameaças constantes à empresária, afirmando que "se ela não fosse dele, não seria de mais ninguém", e chegou a contratar um detetive particular para monitorá-la.

Uma amiga relatou à Polícia Civil que Priscila foi agredida fisicamente pelo pecuarista na sexta-feira (23), quatro dias antes do assassinato, e apresentava lesões visíveis pelo corpo. A testemunha afirmou ainda que o suspeito havia ameaçado dar um tiro na cabeça da vítima e contratar pessoas para vigiá-la em Minas Gerais.

Priscila Lacerda e Samuel Ramos; jovem de Perdizes foi morta por pecuarista em SP — Foto: Arquivo pessoal/Samuel Ramos

Como foi o crime?

Com medo das ameaças recentes, Priscila pediu ao irmão para dirigir a caminhonete até Rifaina na terça-feira (27), enquanto uma amiga os acompanhava em outro veículo para garantir a viagem de volta.

Na entrada de uma propriedade rural às margens da SP-334, Bolelli chegou em um carro branco acompanhado de outras pessoas. Houve uma discussão quando o pecuarista exigiu a devolução de um celular entregue à jovem.

Priscila respondeu que só entregaria o aparelho se recebesse de volta o próprio telefone, o que foi recusado pelo suspeito.

Durante o desentendimento, Bolelli sacou uma arma e atirou contra a jovem. Em seguida, o pecuarista apontou o revólver para o irmão de Priscila antes de fugir utilizando a própria caminhonete que tinha acabado de ser devolvida.

Pecuarista suspeito de matar jovem em Rifaina, SP, estava acompanhado de mais pessoas

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Como estão as investigações?

A Polícia Civil instaurou um inquérito sob coordenação do delegado Fábio Branquinho e investiga o caso como feminicídio.

Testemunhas foram ouvidas, a cena do crime passou por perícia e o celular de Priscila foi apreendido pelos investigadores para análise pericial. A motivação apurada está relacionada ao ciúme e ao inconformismo do suspeito com o fim da relação.

Caminhonete que Priscila foi a Rifaina devolver ao suspeito. Segundo o boletim, Bolelli fugiu no veículo após o crime — Foto: Câmera de segurança

O suspeito está preso?

Não. João Roberto Bolelli fugiu da cena do crime na caminhonete e permanecia foragido até a última atualização desta notícia.

Na decisão, o juiz Luiz Gustavo Giuntini de Rezende ressaltou o perfil violento do investigado e classificou a fuga como um "ato de covardia" que justifica a prisão para assegurar o andamento do processo sem coação de testemunhas.

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