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Thursday, September 3, 2026

4h. Passou um ano do descarrilamento do ascensor da Glória

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Boa noite, eu sou a Rita Lourenço. Assinala-se esta quinta-feira um ano do descarrilamento do Elevador da Glória. O dia vai ficar marcado com a inauguração de um memorial às vítimas em Lisboa, no Largo da Oliveirinha, junto à Calçada da Glória, onde ocorreu o acidente. O histórico elevador da capital portuguesa descarrilou a 3 de setembro de 2025, por volta das 18h. Uma tragédia que fez 16 mortos e 24 feridos de 15 nacionalidades. Passado um ano deste acontecimento, dos 40 processos de indenização a familiares das vítimas mortais e a sobreviventes do acidente, encontram-se concluídos apenas quatro. A informação foi avançada pela seguradora da Carris, a Fidelidade, que adiantou que estão atualmente em negociações outros sete processos. A época especial de exames do ensino secundário começa esta quinta-feira com mais de 43 mil alunos inscritos. De acordo com o comunicado do Ministério da Educação, os alunos que recorram a esta época especial e concorram à segunda fase do concurso de acesso ao ensino superior beneficiarão da melhor classificação obtida entre as duas fases. Esta época especial foi criada para garantir que nenhum aluno é prejudicado pelas dificuldades técnicas verificadas na classificação eletrônica dos exames, que impediram alguns estudantes de conhecer atempadamente as classificações. Esta quinta-feira há também conferência de líderes. O presidente da Assembleia da República propõe votar a moção de censura apresentada pelo Chega no dia 10 ou 17 de setembro. Os líderes parlamentares decidem esta quinta-feira a data para discutir e votar a moção de censura ao governo. O despacho de Aguiar Branco foi enviado a todos os partidos com assento parlamentar e confirma a convocação de uma conferência de líderes extraordinária para às 15h30 desta quinta-feira. Antes disso, o presidente do Parlamento tinha já anunciado de viva-voz esta reunião.

Aquilo que terá que ser agora decidido é em relação à data em que ocorrerá a discussão, a partir do momento em que se conta essa data para a discussão, porque estamos num período de interrupção dos trabalhos parlamentares. Eu vou convocar uma conferência de líderes para amanhã, em que participarei de forma remota, para precisamente em conferência de líderes nós podermos definir a data a partir da qual o prazo se conta para a discussão da moção que foi apresentada.

José Pedro Aguiar Branco, presidente da Assembleia da República, em declarações aos jornalistas nos Açores esta quarta-feira. Estas declarações surgem após o anúncio de André Ventura de que o Chega vai mesmo avançar com a moção de censura ao governo. A confirmação foi dada na tarde desta quarta-feira, em conferência de imprensa na sede nacional do partido. André Ventura critica a falta de esclarecimentos dados pelo ministro da Administração Interna. O líder do grupo parlamentar do PSD considera esta moção de censura apresentada pelo Chega ridícula. Hugo Soares desconfia das intenções do partido de André Ventura e considera que a moção não passa de um episódio da chamada silly season da política.

Qual é o objetivo de uma moção de censura? O objetivo de uma moção de censura é derrubar o governo e provocar eleições. Esta não é uma moção de censura contra Luís Neves, não é uma moção de censura contra este ou aquele aspeto, ou contra aquela circunstância. É uma moção de censura contra um governo. E por isso é que ela é ridícula. Por isso é que ela é mais um epílogo, um terminar da silly season, em que todos, ou quase todos, vamos alimentando, especulando e comentando aquilo que o deputado André Ventura quer, e vamos todos no engodo.

Hugo Soares, que quanto a Luís Neves, garante que o ministro da Administração Interna está muito longe de ser constituído arguido e sublinha que é necessária uma acusação definitiva para que possa existir um juízo político sobre a continuidade do governante.

Nós temos escrito que é preciso uma acusação, depois de uma instrução, portanto, depois do prazo que está previsto para a abertura de uma instrução, uma acusação definitiva, é assim que se diz do ponto de vista jurídico, para que possa haver um juízo político, porque não é um juízo de censura sobre a pessoa. Portanto, Luís Neves arguido não sai do governo, é isso? Não faço ideia, isso é uma decisão do primeiro-ministro. Eu vou dar a minha opinião. Eu acho que o doutor Luís Neves está muito longe de ser arguido, mas muito longe.

Hugo Soares, secretário-geral do PSD e presidente do grupo parlamentar social-democrata, em entrevista à SIC Notícias. O PS também já se afastou desta moção de censura. José Luís Carneiro critica o espetáculo pirotécnico do Chega e garante que não vai ser pelo Partido Socialista que Portugal vai voltar a ter uma crise política. Já o PCP defende que o Executivo, liderado por Luís Montenegro, merece esta censura, porém, não se compromete com o sentido de voto. O dirigente dos comunistas, Vladimir Vale, explica que os casos que envolvem o ministro da Administração Interna exigem esclarecimentos que até o momento não foram prestados pelo governo. Ainda assim, acusa o Chega de fazer malabarismos políticos e de não querer, de facto, estes esclarecimentos. O dirigente do PCP esclarece que o partido ainda está a apurar se vai ou não apoiar a moção de censura anunciada por André Ventura. Também à esquerda, o Bloco considera que a moção apresentada pelo Chega é motivada pelas razões erradas. O líder do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, admite que Luís Neves se tornou um agente de confusão, mas sublinha que há outros motivos maiores para censurar o executivo de Luís Montenegro. Já o Livre acusa o Chega de desrespeitar o tempo do Parlamento, isto porque Luís Neves vai ser ouvido na próxima terça-feira na Assembleia da República. A porta-voz do partido, Isabel Mendes Lopes, concorda que o Ministro da Administração Interna tem explicações a dar, mas entende que esta moção é mais um episódio de folclore fabricado pelo Chega. Diz que o partido quer sempre cavalgar a maior polêmica para ocupar o espaço mediático.

Assistimos a mais um episódio de folclore por parte do Chega. É certo que Luís Neves tem várias explicações para dar. É certo que o Primeiro-Ministro tem de se pronunciar claramente sobre este caso, mas também é certo que Luís Neves está previsto vir ao Parlamento no dia oito, na próxima terça-feira, em que aí haverá a oportunidade de todos os deputados fazerem as perguntas que quiserem a Luís Neves e Luís Neves ter a oportunidade de responder. Ou seja, há um tempo do Parlamento. Mas o Chega, como sempre nos tem habituado, cavalga sempre a maior polêmica para estar sempre na crista da onda e ocupar todo o espaço mediático. E foi isso que fez mais uma vez.

Quanto ao sentido de voto, o Livre ainda não decidiu, mas Isabel Mendes Lopes recorda que o partido nunca votou a favor de uma moção de censura apresentada pelo Chega. Olhamos agora para a atualidade internacional. O exército do Kuwait afirma que as defesas aéreas do país estão a responder a ataques do Irão. O país diz estar a ser alvo de ataques hostis com mísseis e drones, pelos quais atribui a responsabilidade ao país do Golfo. Numa publicação no X, o exército do Kuwait afirmou que as explosões ouvidas resultaram da interceção dos ataques pelos sistemas aéreos de defesa por parte do Irão. O exército instou ainda a população a seguir as instruções de segurança emitidas pelas autoridades competentes. Ataques estes que surgem depois de o chefe da segurança do Irão ter afirmado que Washington iria testemunhar em breve a nova estratégia de guerra de Teerão. Já esta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos da América afirmou que esta nova vaga de combates não vai durar muito tempo. Donald Trump relembrou, no entanto, que os Estados Unidos da América estão prontos a atacar o Irão a qualquer momento. Ainda sobre este conflito no Médio Oriente, o porta-voz do Ministério da Saúde do Irão apresentou esta quinta-feira dados atualizados sobre o número de feridos nos últimos ataques dos Estados Unidos contra o Irão. Os dados revelam 18 pessoas mortas nestes ataques, incluindo duas mulheres e uma criança, e ainda 142 pessoas feridas, incluindo 61 mulheres e 44 menores de 18 anos. E um tiroteio no centro da cidade norte-americana de Minneapolis causou dois mortos e pelo menos cinco feridos. A notícia foi inicialmente avançada pela conta oficial da cidade na rede social X. A CBS News avança que o suspeito é um dos mortos reportados devido a um ferimento de bala autoinfligido. O mesmo canal revela também que há três polícias entre os feridos. Embora as autoridades não conheçam o motivo do tiroteio, fontes revelaram ao canal que o suspeito tinha sido despejado do apartamento onde vivia na manhã desta quarta-feira. O canal de notícias norte-americano afirmou também há momentos que o suspeito seria Carlton Neal Johnson, de 35 anos, isto de acordo com a informação obtida junto de várias fontes das forças policiais. Também esta quinta-feira, o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez dá explicações ao Parlamento Espanhol sobre a situação em Ceuta. Em causa, a crise migratória e política que domina a rentrée em Espanha, a meses de eleições no país. A sessão decorre um mês depois de mais de 70 mil pessoas terem entrado ilegalmente no enclave espanhol de Ceuta, a partir de Marrocos no final de julho, o que o primeiro-ministro socialista descreveu como uma violação da integridade territorial de Espanha e pela qual responsabilizou as máfias de tráfico humano. Pedro Sánchez está a ser criticado pela oposição, mas também por membros do governo pela gestão desta crise, numa altura em que as sondagens colocam o partido do primeiro-ministro em desvantagem. E vamos agora ao ténis. O tenista português Jaime Faria defronta neste momento o espanhol Carlos Alcaraz na segunda ronda do US Open. O favoritismo está claramente do lado do espanhol, neste que é o último Grand Slam da época. No entanto, Jaime Faria ganhou o primeiro set por 6 x 4 ao número três do ranking mundial. Neste momento, o jogo está 2 x 1 para o espanhol, com o quarto set a ser jogado, que neste momento está também a tender para o lado de Alcaraz, estando o jogo neste momento 5 x 1, quase a acabar. A notícia de fecho desta edição das 04:00. A informação será atualizada às 17:00.

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