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Thursday, October 8, 2026

00h. Trump pondera ataques ao Irão antes das intercalares

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De Observador. É o jornal da meia-noite com edição de Laura Figueiredo e, Laura, o governo entrega esta quinta-feira a proposta de Orçamento do Estado no Parlamento, dois dias antes do prazo limite.

Por lei, a proposta de Orçamento do Estado do Governo tem de entrar formalmente na Assembleia da República até 10 de outubro. De acordo com uma nota do Governo, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, vai entregar o documento no Parlamento amanhã, às 14h15. Já às 16h decorre no Ministério das Finanças a habitual conferência de imprensa sobre o Orçamento do Estado para 2027. Depois de entrega o documento, o Parlamento vai debater na generalidade a proposta do Orçamento do Estado nos dias 27 e 28 de outubro. A votação final global está prevista para 24 de novembro.

E o líder do PS, José Luís Carneiro, diz que não espera surpresas na proposta de Orçamento do Estado para 2027 e volta a confirmar a viabilização.

Em declarações aos jornalistas em Lisboa, o secretário-geral do PS reafirma que o partido não vai empurrar Portugal para um precipício e diz acreditar na palavra do Primeiro-Ministro e do Ministro das Finanças sobre o conteúdo do Orçamento.

Não vejo que o Governo apresente uma proposta que altere substantivamente aquilo que já apresentou à direção da bancada parlamentar. Naturalmente que se trouxesse cortes nas pensões, aumentos dos impostos, alterações do Serviço Nacional de Saúde, seriam propostas inaceitáveis, mas estou a crer na palavra que foi dada pelo Primeiro-Ministro e também pelo Ministro das Finanças.

Declarações de José Luís Carneiro depois de ter anunciado, na semana passada, a decisão de propor aos órgãos do partido a abstenção na votação do Orçamento do Estado para 2027. O líder socialista foi ainda questionado sobre os alertas de Mário Centeno sobre o aumento da despesa pública. Ora o secretário-geral do PS diz que é o saldo da Segurança Social que salva o país do déficit e sublinha que o partido nunca vai ser responsável pelo desequilíbrio das contas do Estado.

André Ventura insiste que o presidente da Assembleia da República está a proteger Luís Neves. Em causa está a data escolhida para o início da Comissão Parlamentar de Inquérito, conhecida hoje.

A conferência de líderes deliberou que as duas novas comissões, tanto ao ministro da Administração Interna como à questão dos exames nacionais, vão ser constituídas na próxima semana, a 14 de outubro, mas não deverão reunir até à votação final do Orçamento, ou seja, até ao final de novembro. Perante esta decisão, o presidente do chega acusa José Pedro Aguiar Branco de não querer que Luís Neves seja investigado.

Este é um conflito porque o presidente da Assembleia da República está a fazer todo o possível e o impossível para que esta investigação não avance ou para que ela perca o seu sentido. Nós já tivemos, em casos de maior urgência, comissões de inquérito a decorrer. Já tivemos três a decorrer ao mesmo tempo. Já tivemos noutros casos em que não. Já houve pedidos de suspensão, já houve pedidos para não suspensão e sempre, que me recordo da parte de todos os presidentes da Assembleia da República, houve tolerância àquilo que era o entendimento ou do grupo que propõe a comissão de inquérito, sendo ela potestativa, ou da maioria, sendo ela uma comissão ordinária.

Por este motivo, André Ventura anunciou também que o Chega vai pedir que a Comissão Parlamentar de Inquérito ao Ministro da Administração Interna comece imediatamente na data definida, sem adiamentos.

Logo que esta comissão seja constituída, dia 14, vamos propor que ela não suspenda os trabalhos durante o Orçamento do Estado e vamos propor que ela inicie imediatamente os trabalhos que tem que fazer e que é o dever dos deputados levarem a cabo, que é não pararem de trabalhar, independentemente dos momentos do ano em que se encontram.

Apesar de estar já agendada a constituição da Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves, ficou marcado um debate de urgência para esta quinta-feira, a pedido do Chega, sobre os trabalhos no Parlamento. O partido de André Ventura queixa-se de uma tentativa de bloqueio ao escrutínio por parte de José Pedro Aguiar-Branco.

O porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, critica Mário Centeno, diz que o antigo governador do Banco de Portugal não tem uma ideia para o país.

Em entrevista ao Observador durante a sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, o eurodeputado e porta-voz do PSD reagiu ao artigo da opinião de Mário Centeno, no qual o antigo ministro e governador diz que Luís Montenegro tem menos controle nas contas públicas do que José Sócrates. À Vichy Suaze da Rádio Observador, Sebastião Bugalho diz que Mário Centeno foi habilidoso, mas critica a falta de ideias.

Lendo aquilo que ele vem dizendo, é que ele não tem uma única ideia para o país. Como devem imaginar, não sou um crítico da autoestima, pelo contrário, pratico bastante. Mas parece-me extraordinário que alguém que foi ministro das Finanças, governador do Banco de Portugal e presidente do Eurogrupo, tendo tido ambições também no Banco Central Europeu e no FMI, aparentemente rogadas, que a única ideia que tem para o país é ele próprio.

Sebastião Bugalho, em entrevista à Rádio Observador, que vai para o ar na íntegra esta quinta-feira. O social-democrata afasta ainda uma mudança de estratégia no relacionamento entre o governo, o PS e o Chega. Para Sebastião Bugalho, chegar a acordo com os socialistas seria um bônus para o partido de André Ventura.

O PSD e esta liderança do PSD estão convencidos, e até agora eu ainda não cruzei com nenhum dado que o desmente isso, que esta é a forma mais responsável de preservar o sistema político. Se houvesse uma ambiência de bloco central, seria o sonho de André Ventura, porque faria campanha contra todo o sistema aliado em conjunto, como aliás tenta fazer mesmo quando nós não estamos aliados em conjunto. Ele já faz essa campanha sem essa ocorrência, imagine-se se ocorresse de fato.

Sebastião Bugalho, eurodeputado e porta-voz do PSD, em entrevista à Vichy Suaze da Rádio Observador, gravada no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

E morreu Mari Carmen, a espanhola de 87 anos que desencadeou as manifestações pelo direito à habitação em Espanha.

Mari Carmen estava no hospital desde o dia em que foi despejada de casa, no bairro do Retiro, em Madri, há 14 dias. As imagens da idosa a ser levada pelos bombeiros numa maca, com centenas de pessoas concentradas junto ao prédio para tentar evitar o cumprimento da ordem judicial, tornaram-se um símbolo da luta contra a crise habitacional em Espanha. A luta de Mari Carmen, ao lado do Sindicato dos Inquilinos, para evitar o despejo do apartamento arrendado, onde morava há 71 anos, alimentou protestos que culminaram numa ocupação na Puerta del Sol e levaram o governo a aprovar dois decretos que foram posteriormente chumbados pelo Congresso. Em comunicado, o Sindicato dos Inquilinos lamenta a morte de Mari Carmen e diz que embora um acordo histórico tenha sido alcançado, a solução chegou tarde demais.

E no desporto, André Villas-Boas pede o bicampeonato no futebol e deixa rasgados elogios a Francisco Farioli.

Na edição número 39 dos Prêmios Dragões de Ouro, no Pavilhão Rosa Mota, o presidente do Futebol Clube do Porto abriu o evento com vários agradecimentos aos responsáveis das conquistas da temporada passada, com especial destaque para o futebol. Villas-Boas afirma que Francisco Farioli foi uma grande aposta na temporada passada e destaca o sentido de responsabilidade do técnico azul e branco.

O seu mérito não está apenas no método e no conhecimento do jogo, mas também na capacidade de unir, de ouvir e de fazer cada jogador acreditar na importância do seu contributo. O título reflete a competência da sua equipa técnica, o rigor do vosso trabalho e a excelente gestão humana de elementos fundamentais ao dia a dia de uma equipa de futebol. A confiança e a ligação que esta família criou com ele reconhecem também a sua humanidade. Há um ano afirmamos a nossa convicção na sua escolha. Hoje agradecemos a forma como a honrou, sabendo que é o primeiro a exigir cada vez mais de nós.

André Villas-Boas, que deixou ainda críticas à comunicação social, pede critérios de análise e comentários iguais para os três grandes clubes.

Aceitamos a crítica, o escrutínio e a diferença de opinião, mas não aceitaremos que o respeito pelo Futebol Clube do Porto dependa da conveniência de quem fala. Não pedimos que nos poupem às perguntas difíceis, pedimos que sejam feitas a todos com o mesmo rigor. A quem informa e comenta, exigimos que distinga os factos das preferências, a crítica da insinuação e a opinião da militância, muitas vezes clubística. Os critérios não podem mudar consoante a cor da camisola. Não permitiremos que o ruído nos distraia, mas também não deixaremos o clube sem defesa.

André Villas-Boas, o presidente do Futebol Clube do Porto, esta noite na Gala dos Dragões de Ouro.

E agora, Laura, é meia-noite e nove, que outras notícias marcam a atualidade?

O Presidente da República recebeu esta quarta-feira o Governador do Banco de Portugal no Palácio de Belém. A informação consta numa nota publicada no site oficial da presidência, de acordo com a qual António José Seguro e Álvaro Santos Pereira estiveram reunidos para analisar a situação da economia portuguesa e do sistema financeiro, assim como o papel de supervisão. A reunião aconteceu no dia em que foi divulgado o Boletim Económico de Outubro do Banco de Portugal, também antes da entrega do orçamento do Estado ao Parlamento por parte do governo. Segundo o boletim divulgado hoje, o Banco de Portugal prevê uma inflação para este ano de cerca de 3%, que deva abrandar em 2027 e 2028. Quanto ao crescimento económico, a projeção é de 2,3% para este ano e de 1,8% no próximo. Atualidade internacional. Donald Trump está a ponderar novos ataques contra o Irão antes das eleições intercalares, no início de novembro. A informação é avançada por dois funcionários da administração norte-americana, que dão conta de um pedido da Casa Branca ao Pentágono para desenvolver ataques contra alvos iranianos antes das intercalares a 3 de novembro. Os funcionários afirmam que os ataques têm como objetivo mostrar ao eleitorado norte-americano que o presidente está a realizar progressos no conflito com o regime de Teerão e que tem a intenção de baixar o preço dos combustíveis. O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a mulher, Cilia Flores, podem vir a ser acusados de tortura contra cidadãos norte-americanos. A informação é avançada à CNN por fontes familiarizadas com a investigação e foi confirmada também por um funcionário norte-americano à agência Reuters. De acordo com estas fontes, as novas acusações estão relacionadas com a detenção ilegal de mais de uma dezena de norte-americanos em prisões venezuelanas. Um dos advogados do ex-presidente da Venezuela diz que não recebeu qualquer notificação sobre as novas acusações. Nicolás Maduro e a mulher estão detidos numa prisão federal em Nova York desde janeiro. São também acusados de narcotráfico e de conspiração contra os Estados Unidos.

E assim terminamos o jornal da meia-noite, edição da jornalista Laura Figueiredo, que está de saída, regressa amanhã.

Exatamente.

Eu também regresso amanhã, mas à tarde, por isso, Laura, já não nos vemos.

Fica para a próxima.

Fica para a próxima, sim. E já a seguir fique com o Porque Se Não É Resposta. Tenham uma boa noite e até amanhã.

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