Diocese católica entra com ação contra governo dos EUA para garantir acesso do clero a detidos
Em seu site, o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) afirma que os clérigos podem visitar os detidos a qualquer momento, desde que notifiquem o gabinete do xerife. A ação alega que o ICE não está cumprindo sua própria política.
“Como bispo, sou responsável por cada alma em minha arquidiocese, e isso inclui aqueles que estão nas prisões”, disse o arcebispo de St. Louis, Mitchell Rozanski, à Reuters. A maioria dos cerca de 150 detidos por questões de imigração mantidos na instalação são católicos hispânicos, informou a diocese.
Rozanski disse que a falta de privacidade impede os padres de exercerem suas funções pastorais.
“Eles não podem ouvir confissões, não podem celebrar a missa, não podem conceder a unção dos enfermos a nenhum dos detidos”, disse ele, o que, na prática, “priva os detidos de seus direitos de ter acesso a esses sacramentos”.
O ICE, o DHS, a Cadeia do Condado de Saint Genevieve e o gabinete do xerife do condado não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
Os detidos fazem parte de uma ampla campanha de repressão à imigração e deportação promovida pelo governo Trump, que tem sido condenada por grupos de direitos humanos que alegam abusos generalizados de direitos — o que o ICE nega.
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