Análise: Náutico tenta reencontrar identidade, e Sport busca confirmar evolução no clássico

Enquanto o Timbu tenta reagir em meio à instabilidade que culminou na saída de Hélio e Guilherme dos Anjos, o Leão busca dar sequência aos sinais de evolução apresentados na vitória por 2 a 1 sobre o Juventude.
Para o comentarista da TV Globo Cabral Neto, o clássico será marcado pela disputa para definir qual equipe conseguirá impor seu estilo de jogo.

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A avaliação de Cabral parte dos momentos recentes dos rivais. O Náutico chega ao confronto depois de ser derrotado por 3 a 0 pelo Cuiabá e completar três partidas sem vencer, além de ter demitido os técnicos Guilherme e Hélio dos Anjos. Na análise do comentarista, mais preocupante do que o resultado foi o desempenho apresentado pela equipe.
"Por mais que o placar construído pelo Cuiabá possa ter sido dolorido para o Náutico, a sua atuação foi ainda mais vergonhosa. O time foi apático, desinteressado, indiferente e frio dentro de campo."
Já o Sport vive um cenário diferente. Segundo Cabral, a virada sobre o Juventude representou uma mudança de comportamento da equipe comandada por Mariano Soso.
"O Sport vem de uma virada por 2 a 1 sobre o Juventude, num jogo em que, finalmente, começou a se distanciar das atuações passivas e confusas que dominavam sua participação na Série B deste ano."
Vinícius, do Náutico, e Marcelo Benevenuto, do Sport, na final do Pernambucano — Foto: Marlon Costa/Agif
Apesar da troca no comando técnico alvirrubro, com a chegada do técnico Bruno Pivetti nos Aflitos, Cabral acredita que a tendência é o Náutico buscar características que marcaram sua melhor fase na temporada. A aposta passa pela intensidade sem a bola, marcação alta e capacidade de acelerar o jogo após a recuperação da posse.
- O Náutico mostra a sua melhor face quando encaixa bem a sua marcação alta e a pressão pós-perda de bola. Quando esses aspectos não funcionam, se torna uma equipe vulnerável e incapaz de competir - disse Cabral Neto.
No lado rubro-negro, o comentarista destaca as mudanças promovidas por Mariano Soso no meio-campo, especialmente com Fernando Sobral ganhando espaço. A expectativa é de um Sport mais agressivo, tentando assumir a iniciativa da partida e ocupando o campo ofensivo com maior frequência.

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Para Cabral, o clássico tende a ser decidido justamente pelo choque entre as ideias das duas equipes. O Náutico busca transformar pressão e transição em vantagem, enquanto o Sport tentará controlar mais as ações com a posse de bola.
- O ponto central do clássico será a busca por conseguir impor o ritmo. Se o Náutico transformar o jogo em disputa física, intensa e de transições, terá um caminho para incomodar - frisou.
- Se o Sport conseguir escapar dessa primeira pressão, estabelecer posse no campo ofensivo e encontrar a dupla Barletta e Perotti em boas condições, poderá obrigar o Náutico a defender mais baixo - complementou Cabral Neto.

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O contexto da tabela reforça a importância do confronto. O Sport inicia a rodada na nona colocação, com 44 pontos, enquanto o Náutico aparece em 14º lugar, com 38. Os alvirrubros chegam ao clássico portanto ainda buscando exorcizar o fantasma do rebaixamento.
Já o Leão tenta reduzir a distância para a parte de cima da classificação e ganhar embalo na reta final da Série B.
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