PunchNDLEA intercepts N3.4bn drugs, arrests fake cop, mechanicDaily MaverickSOCCER: Ahead of the game: How Safa chief Danny Jordaan keeps iron grip on powerInquirerPeñafrancia procession in Naga draws 1.2 million, ends peacefullyThe Jerusalem PostEl-Sayed visits Jewish Michiganders for Rosh Hashanah meal after accusations of antisemitismוואלהרצח ושיבוש הליכי משפט: כתב אישום נגד שני תושבי מזרח ירושליםCNN Türk‘Daha 17’ benim için aile demek’Antara NewsTNI Chief urges inter-agency collaboration to address Papua conflict경향신문‘팔레스타인 해방’ 논란에 입 연 에드 시런 “가자지구 상황은 재앙”Wirtualna PolskaWojna z NATO to wyrok dla Putina? Słowa Sikorskiego pod lupąInteriaRekordowa wygrana w Lotto. Bajońska suma trafi na konto zwycięzcySportstarAsian Games LIVE, September 20: India wins two silver in shooting; India reaches women's cricket final; India beats Singapore in table tennis — Latest scores and newsRai NewsFenix, a Roma la premier Meloni ai giovani di Fratelli d'Italia: "Immensamente fiera di voi"
The Daily Newsstand · Free, Always
Sunday, September 20, 2026

Lula parte para NY mirando recados aos EUA para atingir o eleitor no Brasil

Translate
23.set.2025 - O presidente Lula discursa na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York
23.set.2025 - O presidente Lula discursa na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York Imagem: Al Drago/Reuters

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja neste domingo (20) a Nova York, onde fará o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU. No decorrer de sua fala, devem aparecer ao menos três recados aos Estados Unidos, sem citações nominais ao presidente Donald Trump, que o sucederá no púlpito: cooperação internacional no combate ao crime organizado, sem invasões territoriais, críticas à aplicação de tarifas comerciais e respeito da comunidade internacional às eleições brasileiras.

A menos de 12 dias das eleições presidenciais, e em meio a um cenário difícil pintado pelas pesquisas de intenção de voto, Lula deve deixar de lado qualquer menção ao Judiciário brasileiro, que enfrenta uma grave crise exposta na sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) da última terça-feira (15), quando o julgamento da abertura de inquérito contra Alexandre de Moraes por suposta ligação com Daniel Vorcaro virou uma sucessão de trocas de acusações e ataques entre os magistrados. A sessão foi suspensa por um pedido de vista de Flávio Dino.

No mesmo fórum, no ano passado, o presidente brasileiro defendeu nominalmente o "Judiciário" do país, um dia depois de os Estados Unidos imporem sanções contra a mulher de Moraes, Viviane Barci, e a um escritório do casal com base na Lei Magnitsky. A Assembleia Geral ocorria dias após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, altos funcionários do seu governo e militares por tentativa de golpe de Estado, cujo relator foi o mesmo Alexandre de Moraes. Auxiliares do petista avaliam que, desta vez, a crise enfrentada pelos ministros do Supremo é de ordem interna.

As páginas nas quais foi escrito o discurso que Lula fará na terça-feira (22) contêm, ainda, velhas demandas do Brasil no organismo internacional - muitas já apareceram em outras das nove participações do presidente brasileiro na ONU. Estarão lá a reforma do Conselho de Segurança, a defesa do multilateralismo, o apelo à democracia, a importância da conservação ambiental e a necessidade de se adotarem soluções de governança global que encerrem conflitos, como o de Gaza, da Ucrânia e do Sudão. Os pleitos devem ganhar em intensidade, já que a ONU enfrenta crises política e financeira, além de um impasse na eleição de um secretário-geral que substitua o português Antônio Guterrez, que encerrará seu mandato após dez anos.

A equipe do presidente brasileiro vê possibilidade de repetir o esbarrão coreografado de bastidor com Trump, embora nenhuma agenda tenha sido confirmada. Um encontro rápido é possível, apesar dos esforços do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e do comentarista político Paulo Figueiredo, que estiveram em Washington nos últimos dias para pedir a interlocutores no Departamento de Estado e na Casa Branca que o presidente americano evitasse qualquer interação com o líder brasileiro. A dupla aproveitou a viagem para fazer pressão por novas sanções aos ministros Moraes, Flavio Dino e Gilmar Mendes.

Fora da ONU, Lula tem uma reunião prevista com o prefeito de Nova York, o socialista Zohran Mamdani. Mais de 30 autoridades pediram reuniões bilaterais, segundo os assessores do presidente brasileiro. Nenhuma foi confirmada, por ora. O petista enfrentará uma viagem de mais de 12 horas para passar menos de dois dias completos na cidade americana. Embora o tom da participação dele na ONU esteja sendo preparado para atender ao público internacional, o discurso não deixa de ser uma peça publicitária luxuosa para a campanha.

Reportagem

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

View the original on UOL

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.