3h. PSD está em queda livre nas sondagens
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As notícias com Teresa Freire.
Boa noite. As sondagens são claras: a queda de Luís Montenegro nas intenções de voto só é superada pelos governos de Passos Coelho e pela dupla Durão Barroso e Santana Lopes. É a principal conclusão de um estudo d'O Observador, feito em colaboração com o economista Ricardo Reis, que analisou todas as sondagens feitas em Portugal sobre intenções de voto em eleições legislativas no período entre 1979 e 2026. Com base em mais de mil sondagens analisadas, é possível concluir que o PSD está em queda livre, 30 meses depois de iniciar o mandato. O estudo mostra que só este ano Luís Montenegro ficou em terceiro lugar em sete estudos de opinião, um cenário inédito para um primeiro-ministro em funções, e ao contrário da subida contínua de Aníbal Cavaco Silva nos anos 80, a AD não conseguiu esvaziar a oposição à direita, nem repetir uma trajetória de crescimento para a maioria absoluta aquando da reeleição. Agora, o maior risco para Luís Montenegro e a AD não é apenas a perda percentual em futuras eleições, mas o fato de ter dois adversários diretos, o PS e o Chega, que têm estado muito próximos nas intenções de voto. Este é um artigo que faz manchete a esta hora no site O Observador, e é assinado pelo editor-adjunto de política Miguel Santos Carrapatoso. Vai aumentar o desconto no ISP na próxima semana. O anúncio foi feito pelo Primeiro-Ministro esta noite, que recusa trocar a política seguida pelo governo por um leilão de medidas avulsas e descoordenadas. O líder do governo falou ao país depois da reunião do Conselho de Ministros. Luís Montenegro detalhou ainda a descida do IRS e o bónus para os pensionistas, e recordou os tempos de José Sócrates para dizer que não quer reeditar o passado de João Lourenço.
Depois de lembrar o suplemento extraordinário para idosos e nova descida do IRS, Luís Montenegro atacou a subida do preço do combustível.
Os descontos totais que estão hoje em vigor representam cerca de 23 cêntimos por cada litro de combustível que é abastecido nos respectivos postos. Isso acontece esta semana e provavelmente subirá para 25 cêntimos já na próxima semana.
De 23 cêntimos passa para 25, com o Primeiro-Ministro a realçar que está a dar a cara perante as dificuldades dos portugueses. Apesar do prolongamento da redução do ISP até ao final do ano, o chefe de governo sabe que as contas públicas devem manter-se equilibradas perante medidas avulsas.
Não contem comigo, nem com o governo, para ilusões hoje, que sejam pesados preços a pagar amanhã. Neste momento difícil, aqui estou a dar a cara.
Das respostas à oposição e até a governos espalhados pela Europa, o Primeiro-Ministro explicou ainda o porquê de não ir mais além nestes apoios. Montenegro lembra Sócrates e diz que não quer colocar o país numa nova tragédia.
Não contam comigo, nem com este governo, para uma reedição dessa tragédia. Não troco mais cêntimos de desconto do ISP por mais impostos, por mais défice, por mais dívida que teríamos de pagar no futuro. Mas não trocamos este caminho pelo dos governos que no passado obrigaram os portugueses a subidas de impostos ou a cativações de investimentos.
Montenegro lembra o alargamento do passe ferroviário verde até aos serviços urbanos de Lisboa e Porto. Já quanto aos apoios destinados aos setores mais expostos, aos aumentos dos combustíveis, o Primeiro-Ministro alocou o valor até 10 cêntimos por litro para os transportes, táxis, bombeiros e IPSSs.
O jornalista João Lourenço com os destaques da declaração de Luís Montenegro depois do Conselho de Ministros. Já depois das declarações de Luís Montenegro, o Ministro dos Negócios Estrangeiros rejeita a ideia de que Portugal esteja à beira de uma crise. Em entrevista à SIC Notícias, Paulo Rangel diz que o país está apenas a passar por um momento mais difícil.
Nós não queremos passar pelo que já passamos. E por isso, nós vamos ser responsáveis.
Estamos ou não à beira de uma crise?
Não, eu acho que não estamos. Agora vamos passar, estamos a passar, não vamos, estamos a passar neste momento, por um período mais difícil, no qual é preciso ser muito responsável.
Sem fim à vista.
Eu não diria sem fim à vista. Diria que os prognósticos são reservados para já, mas só para ver como nós estamos preocupados com esta situação, eu estive no Cairo hoje, precisamente, estive cinco horas com o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Egito e estivemos a analisar toda a conjuntura, justamente porque o governo português quer acompanhar e monitorizar, seguir aquilo que é essa crise. Para quê? Para podermos tomar as medidas necessárias em cada momento.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros rejeita, por isso, avançar com medidas que comprometam as contas públicas. O PS acusa Luís Montenegro de falhar, mais uma vez, a dois milhões de trabalhadores. Em entrevista ao Nau, José Luís Carneiro critica as declarações do Primeiro-Ministro ao país. O secretário-geral do PS acusa as medidas de serem insuficientes.
O Luís Montenegro falhou mais uma vez a dois milhões de trabalhadores. Há dois milhões de trabalhadores que têm filhos, têm crianças, têm adolescentes, têm jovens e que estão fora destas medidas do IRS. Por quê? Porque já não têm rendimentos sequer para pagar IRS. O que significa que as medidas que hoje anunciou, eu devo dizer que tive a expectativa, não apenas porque hoje de manhã também sugeri, propus, recomendei ao governo, que estava reunido em Conselho de Ministros, que pudesse adotar medidas dessa natureza E pensei que ao querer comunicar às 20h ao país, que pudesse trazer, de fato, medidas novas. Mas fundamentalmente, falou para nada dizer.
O secretário-geral do PS diz que o Estado vai acumular até ao final do ano, €600 milhões com o aumento da carga fiscal. Sobre a sondagem da Intercampus, divulgada esta quinta-feira, é divulgada pelo "NOU", que coloca o PS à frente nas intenções de voto, Carneiro garante que não vai haver eleições em breve.
É bom saber que nós, há vários meses consecutivos, estamos à frente nas intenções de voto para podermos vir a servir o país. Mas não vai haver eleições agora. E é muito importante que nós coloquemos esta garantia aos portugueses de que nós contribuiremos para a estabilidade política. Mas julgo que há cerca de seis meses consecutivos, o PS aparece a liderar as intenções de voto. São bons indicadores, mostra que as pessoas estão a reconciliar numa relação de confiança com o Partido Socialista, mas muito trabalho há que fazer para continuarmos a afirmar uma alternativa séria, sólida, credível.
José Luís Carneiro, esta noite em entrevista ao "NOU". O Presidente da República inaugurou esta quinta-feira a Festa do Livro no Palácio de Belém e fez-se acompanhar por Marcelo Rebelo de Sousa. António José Seguro aproveitou a ideia lançada pelo antecessor. E Vasco Maldonado Correia, entre sugestões literárias, o chefe de Estado deixou rasgados elogios a Marcelo Rebelo de Sousa. Tenho uma coisa para si, só lá isso pega lá, é um antistress, leva na, precisa?
Não, estou de férias.
Não? Então guarda, quando precisar.
O presente pode dar jeito para os tempos que se avizinham, mas para já impera a paz no Palácio de Belém. Enquanto o Primeiro-Ministro falava ao país, o Presidente da República abria a Festa do Livro, uma iniciativa que começou com o antecessor, fato enaltecido por António José Seguro.
Que a ideia é dele. E é justo que se reconheça esta ideia, que é uma bela ideia.
E o presidente quer que o gesto faça escola.
Houve uma pessoa próxima que disse: "Mas como é que é possível? Mas isso era do presidente Marcelo, não é ti, por que vais continuar a fazer uma coisa que é do outro presidente?" Eu sei que há muito essa cultura, a de quem vem de novo, começa de novo. E tudo o que está feito para trás, não presta. Eu não tenho essa ideia.
Seguro percorreu as bancas, que estão agora afixadas nos jardins do palácio, acompanhado pela Ministra da Cultura, pelo consultor de cultura Francisco José Viegas e por Marcelo Rebelo de Sousa. O antigo presidente tentou fugir às selfies e dar o palco ao sucessor. A bem ou a mal, Seguro vai aceitando que ser presidente também implica tirar fotografias.
Pode-me tirar uma foto, por favor?
Eu tenho estado-- mas quem é que tem a fotografia?
Este senhor.
Muito bem, então já está tudo preparado.
Preocupado com os hábitos de leitura da população, Seguro deixa uma sugestão.
É um livro muito simples, "A Arte de Não Ter Sempre Razão". É da Reide, da editora, é deste ano, de Martin de Rozière.
E esta tem destinatários pensados.
E é um livro que todos os opinadores deviam ler e assimilar antes de abrir a boca. É aquilo que está aqui escrito.
O recado do Presidente da República, que levou para casa dois livros, "Poesia", de Eugénio de Andrade, e "O Século dos Imbecis", de Valter Hugo Mãe.
Vasco Maldonado Correia, que esteve a acompanhar a Festa do Livro no Palácio de Belém. Vamos ao desporto. Está feita a história. O Torreense venceu no primeiro jogo europeu de sempre. Triunfo na Noruega por 2 x 1, frente ao Lillestrøm, em jogo a contar para a primeira jornada da Liga Europa. A equipa do Oeste marcou aos minutos 23 e 49, com gols dos espanhóis Alejandro Alfaro e Manuel Pozo. No final da partida, o treinador da equipa do Oeste, Luís Tralhão, deixou uma palavra de agradecimento aos adeptos, que fizeram cerca de 3400 km, desde Torres Vedras até aos arredores de Oslo.
Estamos muito longe de casa e ver pessoas da nossa terra e os nossos adeptos aqui connosco, só nos torna mais fortes e é para eles que nós trabalhamos também diariamente, para lhes trazer alegrias. Sabemos que tínhamos pouca gente aqui, mas temos uma enormidade de pessoas lá em casa a apoiar-nos, a puxar por nós e nós, mais uma vez, trabalhamos diariamente para eles, para que eles tenham orgulho em nós e acho que neste momento esse orgulho é muito grande e nós ficamos muito felizes com isso.
O treinador do Torreense reconheceu as dificuldades deste jogo e mostrou-se muito orgulhoso com o feito do clube. A vitória foi também felicitada pelo Primeiro-Ministro na rede social X, Luís Montenegro deu os parabéns ao Torreense pela vitória e grande estreia. Ponto final neste jornal das 03h. Informação estará de regresso com a síntese das 15h30.
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