2h. Registado segundo sismo de magnitude 6,6 no Panamá
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São duas horas. As notícias com Rita Lourenço.
Começamos com a política nacional. André Ventura anuncia a recandidatura ao partido e reitera as críticas ao PS pelo anúncio da viabilização do Orçamento do Estado para 2027. No discurso de abertura no Conselho Nacional do Chega, André Ventura diz que a missão do partido ainda não está cumprida e sublinha as diferenças com o Partido Socialista na discussão orçamental durante os últimos dias.
Quando não desistimos de confrontar o primeiro-ministro com o aumento do preço dos combustíveis, com o aumento do preço dos alimentos, com o que gastamos em Estado e não damos às pessoas. Nós não estamos a querer nem embirrar, nem destruir o Estado. Nós estamos a querer mostrar que não existimos para nós e por isso também ainda não temos a nossa missão cumprida, porque vamos ter mais um Orçamento do Estado, provavelmente com o beneplácito do Partido Socialista, que nem sequer viu o orçamento e que o decidiu aprovar.
O líder do Chega reafirma ainda as críticas feitas à comissão de inquérito ao ministro da Administração Interna. Diz que o sistema político se juntou para proteger Luís Neves.
Vimos isso com António Costa, vimos isso com Luís Montenegro, o mesmo país de esquemas, o mesmo país da cunha, o mesmo país do conluio, o mesmo país em que os Luíses Neves desta vida se multiplicam e se assomam com o poder de ameaçar os outros, dizendo que permanecem porque querem permanecer, mesmo que cometam ilegalidades. E ainda agora vimos isso no caso da comissão de inquérito ao próprio Luís Neves. Um país que se junta nos seus interesses mais profundos para abafar, para defender, para proteger, para continuar a defender os interesses instalados, não é o país que nós queremos.
Declarações de André Ventura no Conselho Nacional do Chega em Lisboa, esta sexta-feira, onde anunciou ainda a recandidatura esperada à liderança do partido. Uma eleição que, segundo o Conselho Nacional do Chega, confirmou, entretanto, será realizada no final deste mês, dia 31 de outubro, e foi ainda também anunciada a marcação da próxima convenção do Chega para os dias 20, 21 e 22 de novembro. O PS diz ter dúvidas sobre se as verbas previstas no Orçamento do Estado para os projetos pós-PRR são suficientes. Dúvidas manifestadas esta sexta-feira por José Luís Carneiro, mas que reforçam o que foi dito ontem, quinta-feira, pelo deputado António Mendonça Mendes, à saída da apresentação do Orçamento do Estado. Depois de apresentada a proposta do governo, o socialista disse que o PS quer perceber se o executivo cumpriu as duas das condições colocadas pelo Partido Socialista para viabilizar a proposta de orçamento, como é o caso dos investimentos para a conclusão dos projetos do PRR e também para a recuperação dos prejuízos das tempestades. Esta sexta-feira, à margem de uma visita à Feira de Outubro, em Vila Franca de Xira, Carneiro diz que o PS vai analisar detalhadamente a proposta orçamental.
O primeiro-ministro deu a sua palavra também na Assembleia da República hoje, mas agora vamos olhar para o orçamento com toda a atenção para verificar se os recursos financeiros que estão previstos são ou não suficientes para essas necessidades. Se não forem suficientes em sede de orçamento, é preciso conhecer quais são as outras eventuais fontes de financiamento desses investimentos.
Declarações do secretário-geral do Partido Socialista, que surgiram horas depois do primeiro-ministro Luís Montenegro ter garantido, no debate quinzenal desta sexta-feira no Parlamento, que os planos do executivo para os investimentos pós-PRR e também para a recuperação dos prejuízos das tempestades do início do ano estão a ser executados. A seguradora Fidelidade chegou a acordo com a Parpública para vender a participação que tem na REN, que é de 5,2%. Com esta aquisição, o Estado garante 19% do capital da gestora das redes de energia. O governo estabeleceu também como objetivo a compra de até 20% do capital da REN, Redes Energéticas Nacionais. O processo foi iniciado com a aquisição dos 3,7% detidos pelo empresário espanhol Amancio Ortega, o dono da Zara. A Fidelidade é controlada pelo grupo chinês Fosun e é a maior acionista do BCP. A operação só será concretizada após o visto do Tribunal de Contas. O valor não foi ainda revelado. E a Ordem dos Enfermeiros confirma denúncias dos profissionais da linha SNS 24, que descrevem uma situação muito difícil. O tempo de espera no atendimento tem vindo a aumentar. A utilização da linha SNS 24 é obrigatória para quem quer dirigir-se a uma urgência de um hospital do Serviço Nacional de Saúde, mas a vida não tem sido fácil para alguns destes utentes. Segundo relatos recolhidos pelo Observador, há doentes a esperar mais de duas horas para serem atendidos. O vice-presidente do Conselho Diretivo da Ordem dos Enfermeiros, João Paulo Carvalho, explica que tem havido um aumento do número de chamadas, mas que não tem sido acompanhado por um aumento recíproco de recursos humanos na saúde.
Temos os mesmos, ou às vezes até menos enfermeiros a ter que atender mais chamadas. Cada vez mais temos enfermeiros como prestadores de serviço, cada vez mais temos enfermeiros com muito pouca experiência, o que também faz com que haja um grande abandono e não se conseguem fixar e não se consegue otimizar aquilo que é o tempo de chamada.
O vice-presidente do Conselho Diretivo da Ordem dos Enfermeiros, João Paulo Carvalho, avisa também que uma vez que chegando o inverno, a pressão nos serviços de saúde vai seguramente aumentar.
Sem dúvida que aumentando os casos, vai aumentar a pressão, quer na linha SNS 24, quer no serviço de urgência. Isso será, sem dúvida, uma evidência. E se nós neste momento já não conseguimos dar uma resposta cabal e uma resposta eficaz, com certeza que nessa altura poderá ser uma situação ainda mais complexa. E também temos que, de uma vez por todas, perceber que a promoção e a prevenção, portanto, a promoção da saúde e a prevenção da doença, têm que ser efetivas. Nós temos que educar a população, têm que ser eles os primeiros a cuidar da sua saúde. Não fará muito sentido ligarem por tudo e por nada.
Declarações do vice-presidente do Conselho Diretivo da Ordem dos Enfermeiros, João Paulo Carvalho, em resposta ao Observador. Os serviços partilhados do Ministério da Saúde reconhecem momentos de maior pressão na linha SNS 24, mas realçam que até o final de setembro foram atendidas mais de 5 milhões de chamadas e que a taxa de atendimento fixa-se nos 89%, com um tempo médio de espera de três minutos. Vamos agora ao panorama internacional. No Panamá, foi registrado um segundo sismo de magnitude 6,6 poucas horas depois de um primeiro tremor de terra de magnitude 7,7 na escala de Richter. O primeiro sismo teve epicentro na região centro-sul do país, a 10 km de profundidade, e obrigou evacuações em massa, causando danos materiais em todo o país. O Serviço Nacional de Proteção Civil do Panamá adianta que os danos se concentraram nas províncias centrais de Veraguas, Herrera e Los Santos. Na capital não houve, porém, relatos de danos. A imprensa local dá ainda conta do desabamento da Igreja de San Atanasio, na província de Los Santos, que tinha sido declarada patrimônio histórico nacional em 1938. O secretário de Estado dos Estados Unidos da América, Marco Rubio, já reagiu a esta catástrofe e através de uma publicação na rede social X, afirma que o país vai mobilizar recursos e pessoal para ajudar o Panamá a lidar com o sismo, afirmando também estar a acompanhar ao minuto tudo o que se está a passar no país. A CNN Internacional avança também que até o momento as autoridades do Panamá não registaram vítimas mortais e o governo afirmou num comunicado que 15 alunos sofreram ferimentos ligeiros numa escola e que no que diz respeito aos danos materiais, vários edifícios e infraestruturas públicas em todo o país foram afetados. O diretor-geral do Sistema Nacional de Proteção Civil do Panamá apelou também aos cidadãos para que mantenham a calma, através de um vídeo publicado na página da entidade na rede social X. Smith Gallardo insistiu ainda que a população deve manter-se atenta apenas aos comunicados oficiais do país. E os Estados Unidos suspenderam as sanções ao gasóleo russo até, pelo menos, abril do próximo ano. Anúncio feito esta sexta-feira pelo presidente norte-americano na rede social Truth Social. Donald Trump garante que Vladimir Putin se comprometeu a fornecer imediatamente 300 mil toneladas de gasóleo para o mercado americano e mundial ao longo de vários meses. O presidente norte-americano explica que, dependendo do estado das refinarias russas, isto numa referência aos ataques ucranianos à infraestrutura energética de Moscovo, espera que o Kremlin entregue num curto período de tempo 3 milhões de toneladas de diesel. Donald Trump assegura ainda que os preços do combustível vão baixar rapidamente e em números recorde para os americanos e para todo o mundo.
"Somos um parceiro forte. Precisamos de petróleo para o mundo. Isto é diesel, que é o que nós precisamos. Então estamos muito felizes."
Donald Trump como um parceiro forte da Rússia no exterior da Casa Branca sobre a suspensão das sanções ao petróleo russo. O Kremlin também já confirmou este acordo. O enviado especial de Putin para a cooperação internacional, econômica e de investimento, Kirill Dmitriev, diz que se trata de algo que vai beneficiar o mundo. Já o presidente ucraniano condena esta decisão dos Estados Unidos da América. Volodymyr Zelensky diz que vai ser uma forma de Moscovo intensificar os ataques contra a Ucrânia. Tempo ainda para irmos ao desporto, onde o Sporting venceu em Braga por 3x1. Os Leões regressam assim aos triunfos na Primeira Liga, depois de dois empates. Um autogol do guarda-redes Rui Silva, aos 41 minutos, começou por dar a vantagem aos arsenalistas, mas na segunda parte houve a reviravolta com Luís Soares aos 66 a marcar, o guarda-redes Bernardo Fontes aos 71 também na própria baliza e ainda Rodrigo Zalazar aos 82 a selarem a vitória para o Sporting. O treinador dos Leões, Rui Borges, falou num início de jogo com más decisões.
Uma primeira parte algo equilibrada, mas dentro desse equilíbrio, acho que tivemos várias situações para poder fazer gol. Não fizemos, muita demora na finalização, más decisões, mas algumas boas aproximações perto da baliza do Braga. Acho que acabava por ser um resultado bastante injusto ao intervalo, na minha perspectiva, daquilo que tinha sido o jogo. Acho que a haver alguém a ganhar, tinha sido o Sporting nessa primeira parte. Uma segunda parte onde entrámos mal, nos primeiros cinco minutos. E depois disso, crescemos, melhorámos, aumentámos a intensidade dos duelos, aumentámos a intensidade de encurtamentos.
O treinador do Sporting, Rui Borges, na conferência de imprensa no final do jogo. Já do lado do Braga, o técnico Carlos Vinicius diz que ao longo do jogo a equipa colocou sempre um desafio difícil ao Sporting e elogia ainda a atitude dos jogadores por não desistirem da vitória.
"Foi um jogo em que acredito que a equipa demonstrou desde o início que queria buscar a vitória. Com a pressão alta do Sporting, a equipa não se intimidou com a bola e tentou sempre encontrar soluções para atacar. É verdade que fomos para o intervalo com a recompensa do gol, mas continuámos a esforçar-nos muito na pressão e a colocar o Sporting em dificuldades."
Carlos Vinicius, treinador do Sporting Clube Braga, em análise à partida desta sexta-feira, frente ao Sporting, equipa que com este resultado sobe provisoriamente ao segundo lugar do campeonato com 18 pontos, mais dois do que o Benfica, em terceiro, e menos três do que o Futebol Clube do Porto, que lidera neste momento a tabela do campeonato. Esta foi a notícia de fecho deste noticiário. A informação estará de regresso às 2h30 com a síntese de notícias. Até já!
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