7h. Irão descreve Estados Unidos como "inimigo terrorista"
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São 7 horas. As notícias com Rui Casanova.
Bom dia. A PSP rejeita a ideia de que existe uma caça aos imigrantes em Portugal. É uma reação às críticas por parte de associações de defesa dos imigrantes, que acusam a Unidade de Estrangeiros e Fronteiras da PSP de perseguir imigrantes e de se inspirar na atuação das autoridades dos Estados Unidos. Em entrevista à Agência Lusa, o superintendente-chefe João Ribeiro, responsável pela UNEF, rejeita essa ideia. O também diretor nacional adjunto da PSP explica que esta unidade atua nos locais onde existem fatores de risco.
A nossa abordagem não é propriamente aquilo que foi reportado ser uma caça, uma batida de caça, não é essa a perspectiva. A abordagem que nós fazemos, genericamente, conseguimos ter uma visão relativamente ao território nacional, onde é que são os fatores de risco, e é essa abordagem que tentamos ter e seguir em cada um dos espaços.
O responsável pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da PSP sublinha que as áreas metropolitanas são um fator elevado de risco de cidadãos que estão em situação irregular em Portugal. Em entrevista à Agência Lusa, o superintendente-chefe João Ribeiro alerta também para o aumento de imigrantes em situação irregular que estão a chegar de comboio e autocarro a Lisboa e ao Porto. Fala num fenômeno que tem vindo a aumentar.
Nós temos muitos cidadãos que chegam por via aérea, conseguimos intercetar muitas situações. Temos aqui alguns fatores de risco e que temos identificados, especialmente nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, naquilo que são fluxos rodoviários e ferroviários de cidadãos a chegar a território nacional, porque estão em situação irregular noutros países e que procuram movimentar-se dentro do espaço Schengen.
O responsável pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da PSP, o superintendente-chefe João Ribeiro, espera no próximo ano ter maior capacidade para instalar os imigrantes em processo de expulsão, é o que diz em entrevista à Agência Lusa, uma entrevista divulgada na manhã deste domingo. O porta-voz do LIVRE, Jorge Pinto, critica a atenção mediática de André Ventura e deixou o aviso: o partido não vai alinhar naquilo que descreve como o jogo viciado da extrema-direita. Jorge Pinto lembra que o LIVRE foi o único partido da esquerda parlamentar que votou contra a moção de censura ao governo apresentada pelo Chega esta semana. Sobre o mediatismo de André Ventura, o co-porta-voz do LIVRE acusa o governo da AD de alinhar no jogo político do líder do Chega.
É claro que a extrema-direita está muito nervosa. Isso nota-se, apesar, ou talvez por isso, de todo o tempo de antena que a extrema-direita tem, e eu não tenho memória de algum político em Portugal ser tão levado ao colo como André Ventura é, que está recorrentemente nas televisões, em grandes entrevistas, sem qualquer contraditório. Apesar disso, nós estaremos aqui para dizer que não alinhamos num jogo que está viciado à partida, que conosco não contam para jogar num tabuleiro que a extrema-direita nos estende. Que o governo faça isso, que o PSD faça isso, que a comunicação faça isso, em particular os diretores de informação das televisões, é um problema deles.
As críticas de Jorge Pinto, co-porta-voz do LIVRE, que encerraram ontem os trabalhos na reentrada política do partido, na Alfândega do Porto. Também durante a reentrada do LIVRE, Rui Tavares admitiu processar o Chega por ter insinuado que o LIVRE poderia ter sido responsável pelo assalto ao gabinete de André Ventura no Parlamento. O dirigente do LIVRE diz que André Ventura está nervoso, porque a narrativa do assalto ao gabinete está muito mal contada. Rui Tavares considera que estas insinuações ultrapassaram todos os limites e ameaça mesmo avançar para a justiça.
Da nossa parte, nós deixamos muito claro. Esta é uma mensagem de que cesse e desista de o fazer, porque senão nós, evidentemente, que iremos para os tribunais se deve ser, e nos poderemos constituir assistentes do processo que há de haver por causa da história do próprio gabinete. Somos gente séria, gente honesta, que não aceita ser arrastada para a lama, que jamais faria uma coisa dessa no gabinete de outros, mas também uma coisa é clara: nunca nos passaria pela cabeça, seria inconcebível fazermos no nosso próprio gabinete. E muita gente em Portugal acha que do Chega não se pode dizer o mesmo.
Rui Tavares, durante a reentrada política do LIVRE, que termina hoje na Alfândega do Porto. A co-porta-voz do partido, Isabel Mendes Lopes, encerra mais logo os trabalhos desta edição focada na formação de quadros e em estratégias para alargar a presença do LIVRE a nível local. Falamos agora dos riscos da inteligência artificial. O CEO da OpenAI e Elon Musk avisam que é preciso pôr um travão no ritmo do desenvolvimento desta tecnologia. São mais dois alertas que surgem depois do CEO da Anthropic também afirmar que o ritmo de desenvolvimento da IA tem de abrandar. Dario Amodei propõe um plano de várias etapas para que a prevenção de riscos da inteligência artificial tenha tempo de acompanhar a evolução. O jornalista do Observador, João Paulo Gudin, explica em que consiste parte deste plano.
Cada empresa pioneira do setor, neste caso a Anthropic, a OpenAI, a empresa também de xAI do Elon Musk, entre outras, devem comprometer-se a conceder um acesso a avaliadores externos, ou seja, trazer pessoas de fora das empresas para estarem a trabalhar dentro da empresa.
Esse é o primeiro ponto.
Exatamente. No fundo, como se fosse nos bancos, em que se trazem pessoas dos reguladores e dos supervisores para monitorizarem este desenvolvimento. Depois, muito sinteticamente, o segundo passo diz respeito a uma coordenação do setor, em que pede é que todas as empresas definam normas de segurança comuns
O jornalista do Observador, João Paulo Godinho, explica que a última e terceira etapa deste plano traçado pelo CEO da Anthropic visa uma cooperação a nível global, liderada pelos Estados Unidos, que envolve não só as empresas, mas também os governos dos países democráticos. Na análise à Rádio Observador, o investigador e antigo presidente do Instituto Superior Técnico, Arlindo Oliveira, avisa que vai ser muito difícil pôr os países de acordo quanto à regulamentação da inteligência artificial.
Só há regulamentação na China, nos Estados Unidos, na Europa, no Japão, na Rússia a seguir, no Médio Oriente, etc., para desenvolver modelos, impor restrições aos modelos, ao que eles podem fazer. Se toda a gente se pusesse de acordo, não estou a ver onde esses blocos todos apoiam este acordo relativamente a uma regulamentação mundial. Eu acho que a regulamentação está a acontecer. O regulamento de inteligência artificial na Europa é um deles. Existe alguma regulamentação em alguns estados americanos, como a Califórnia, que coloca, de facto, algumas restrições ao que as empresas podem ou não fazer, mas está a correr um bocadinho atrás do problema, porque a regulação geralmente regulamenta o que se sabe que existe e não o que vai existir daqui a três meses.
Arlindo Oliveira, investigador, antigo presidente do Instituto Superior Técnico, ouvido pela Rádio Observador sobre este debate, a necessidade de travar o desenvolvimento da inteligência artificial. É o tema que faz manchete a esta hora no site do Observador. O Irão acusa os Estados Unidos de serem um inimigo terrorista. A reação surge depois de uma pessoa morrer e três ficarem feridas no ataque a um navio comercial iraniano no estreito de Ormuz. Na reação, o Irão acusa os Estados Unidos de terrorismo, culpam a Casa Branca por este ataque, a este navio comercial no estreito de Ormuz. Aconteceu esta madrugada. Ainda não há reação oficial por parte dos Estados Unidos. Isto numa altura em que, também no Médio Oriente, os Houthis, grupo rebelde apoiado pelo Irão, continuam a expandir a ofensiva no Mar Vermelho. O Kremlin afirma que o encontro entre os presidentes da Rússia e da Ucrânia, na Cimeira do G20, em Miami, no final do ano, é impossível. É um aviso deixado pelo porta-voz do regime russo, depois da proposta de encontro apresentada pelo presidente da Ucrânia. Volodymyr Zelensky disse nas últimas horas estar disponível para se encontrar com Vladimir Putin durante a Cimeira do G20, marcada para dezembro. Os Estados Unidos vão assumir este ano a presidência do G20 e a reunião acontece em Miami no final do ano. Ainda assim, Dmitry Peskov garante que o encontro entre os presidentes da Rússia e da Ucrânia nessa cimeira é impossível. O porta-voz do Kremlin reitera a exigência de Moscovo de que o encontro se realize na capital russa. Tempo ainda para o desporto neste Jornal da Chefe da Rádio Observador. O Benfica joga hoje em casa contra o Gil Vicente e o Sporting visita o terreno do Famalicão. Partidas a contar para a sexta jornada do campeonato. Benfica e Sporting tentam não perder ainda mais vantagem para o líder Futebol Clube do Porto, que venceu ontem no terreno do Casa Pia por 4 x 1. O Benfica Gil Vicente está marcado para às 18h, o Famalicão-Sporting começa depois, às 20h30. Dois jogos com relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. É o ponto final neste Jornal da Chefe. A informação é de novo atualizada já a seguir, na síntese das 19h30.
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