Quem sabe usar IA ganha 62% a mais, aponta PwC; o que quem não sabe está deixando na mesa?
O prêmio salarial médio para profissionais com habilidades em inteligência artificial chegou a 62%, segundo o AI Jobs Barometer 2026, da PwC. Na prática, quem comprova essas competências recebe, em média, 62% a mais do que colegas sem elas na mesma função. Na edição anterior, o índice era de 57%.
O que o estudo da PwC mediu
O levantamento analisou mais de 1 bilhão de anúncios de vagas em 27 países e territórios. Os dados foram cruzados com informações financeiras de empresas e com as tarefas de cada ocupação. O termo “prêmio salarial” indica a diferença de remuneração entre quem tem uma habilidade e quem não tem, para o mesmo tipo de trabalho.
Segundo o estudo, as vagas que exigem competências específicas em IA cresceram 69% desde 2019, enquanto o mercado de trabalho total avançou 9%. O ritmo é quase oito vezes maior.
Como o Pré-MBA em Inteligência Artificial da EXAME Saint Paul aborda o tema
O Pré-MBA em Inteligência Artificial da Saint Paul e EXAME é voltado a profissionais que já usam ferramentas de IA em nível básico e querem aplicá-las de forma estratégica na carreira. O programa tem quatro aulas práticas, online. Três são gravadas e a última é ao vivo, com liberação imediata do conteúdo.
O treinamento cobre cerca de 20 ferramentas, entre elas ChatGPT, Claude, NotebookLM, Manus, ElevenLabs e HeyGen. Os temas incluem pesquisa autônoma, análise de documentos, criação de agentes personalizados, clonagem de voz e produção de vídeos com avatares.
Ao final, os participantes recebem certificado de conclusão e 30 dias de acesso à Inner AI Pro, plataforma paga que reúne mais de 50 ferramentas. O valor do programa é de R$ 37.
O valor do salário muda conforme o setor
A diferença varia entre as áreas. Em mercados de consumo, o prêmio chega a 118%. No setor público, fica em 16%. O valor da habilidade tende a acompanhar o quanto cada atividade já incorpora a tecnologia na rotina.
O que fica de fora para quem não usa IA
A PwC observa que a tecnologia está redesenhando funções de dois modos. Em algumas, como as de radiologista e recrutador, passa a exigir mais conhecimento especializado. Em outras, facilita tarefas para quem tem menos experiência.
O estudo também mostra que as empresas mais expostas à IA registraram crescimento salarial de 24%, contra 17% nas menos expostas. Um analista financeiro que usa IA para organizar dados e testar cenários entrega mais rápido e com mais profundidade. Esse ganho de produtividade é o que as empresas passam a valorizar na hora de contratar e remunerar.
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Como começar a desenvolver a habilidade
Usar IA no trabalho não exige saber programar. O primeiro passo costuma ser aplicar a ferramenta em tarefas rotineiras, como resumir relatórios longos, redigir rascunhos de e-mails, organizar planilhas e preparar apresentações.
Depois, vale aprender a escrever bons prompts, os comandos que orientam a ferramenta. Quanto mais claro o pedido, com contexto, objetivo e formato esperado, melhor tende a ser a resposta. Também é preciso conferir os resultados, porque sistemas de IA generativa podem errar ou inventar informações.
O que acompanhar daqui para frente
O mesmo estudo aponta que habilidades humanas, como julgamento, criatividade e liderança, ganham espaço junto com a IA. O número de vagas que pedem competências em IA quase dobrou desde 2024. Como a PwC publica o levantamento todos os anos, será possível verificar se o prêmio de 62% se mantém ou se amplia.
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