Conheça “Hope”, o terror sul-coreano “mais estranho em muito tempo”
A safra de filmes de terror de 2026, que contou com longas de sucesso como "Obsessão" e "Backrooms", ganha mais um título para levar os amantes do gênero ao cinema: "Hope - O Primeiro Impacto", que chega às telonas brasileiras em 8 de outubro.
O título é um dos mais caros na história do cinema da Coreia do Sul e estreou mundialmente no Festival de Cannes, na competição pela Palma de Ouro, feito raro para o festival. No seu país natal, tornou-se o filme coreano de maior bilheteria de todos os tempos, com 16,8 milhões de ingressos só na estreia.
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No mais novo longa de Na Hong-jin, que estreou outros terrores como "The Chaser" e "Walling", "Hope - O Primeiro Impacto" conta a história de uma pequena cidade coreana que é invadida por seres monstruosos alienígenas. No elenco estão Hwang Jung-min, Zo In-sung, Jung Ho-yeon e os astros hollywoodianos Alicia Vikander e Michael Fassbender.
Com a estreia recente nos cinemas norte-americanos, alguns veículos especializados deram suas avaliações do título. O The Washington Post avaliou "Hope" como "o blockbuster mais estranho que vi em muito tempo". Confira algumas:
The Washington Post
O repórter Gene Park avaliou a produção como "épica aventura de monstros com quase três horas de duração que combina terror, ficção científica e comédia pastelão". Para ele, a produção une sequências grandiosas como Steven Spielberg com cenas que evocam "Mad Max: Estrada de Fúria". "É emocionante, ridículo, surpreendentemente engraçado (...), saí decepcionado, depois não consegui parar de pensar nele".
Deadline
Pete Hammond pontua que a produção não se preocupa em desenvolver personagens ou aprofundar a história; tudo gira em torno de se livrar da ameaça alienígena. "A mistura de ficção científica e monstros não dá trégua em nenhum momento de duas horas e quarenta minutos e supera qualquer produção hollywoodiana do gênero", aponta. Ele ainda compara as capturas de movimento às feitas em "Avatar", que "ganha Oscars por esse tipo de técnica".
The New York Times
Na visão de Alissa Wilkinson, a trama, apesar de não aprofundar seus personagens, é também uma "fábula quanto um filme de monstros" em sua implicação política. Sobre as cenas de ação, ela aponta que Na e o diretor de fotografia Hong Kyung-pyo ("Parasita") transformam as cenas de alta velocidade em um "gracioso balé".
"O enredo pode parecer familiar, mas a técnica demonstrada é frequentemente belíssima", acrescenta. Segundo ela, assistir ao filme parece "jogar um jogo de tiro pós-apocalíptico" e, nisso, nos faz refletir sobre a sensibilidade que temos ao assistir a filmes, séries e jogos do gênero.
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