Sobre jogar baseball e terramotos no Japão
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Olá!
Achei que ias dizer konnichiwa.
Não.
Oh.
Preferes? Então vou fazer outra vez. Konnichiwa. O meu nome é Guilherme Fonseca, shan, san.
San.
E isto é o podcast "Terapia de Casal". Comigo está a minha querida esposa, Rita Da Nova, que nas últimas 24 horas dormiu, eu vou dizer...
Vou dizer o que é que aconteceu. Eu dormi desde as 18h até às 7h30 com uma pausa de 45 minutos para jantar. Se calhar nem foram 45 minutos, se calhar foi só meia hora.
Não, eu consigo dizer-te exatamente quanto tempo é que foi. Eu acho que foram 45, porque o episódio que nós vimos durante o jantar tinha 33 minutos e o resto do tempo foi quando tu te levantaste para te aperceberes que eu estava a acabar o jantar.
É verdade.
Portanto, eu gostava muito de viver a vida que tu vives.
Foi muito engraçado, porque eu adormeci no sofá mais ou menos às 18h, e a certa altura o Guilherme acendeu a luz da sala para eu acordar.
Às 20h.
Às 20h.
Porque eu disse: "Eu não tenho muita fome, mas nós temos de comer, temos de jantar".
E eu viro-me para ele e digo assim: "Por que me estás a acordar?"
Vai.
Como se fosse à meia-noite.
Ya. Porque nós fizemos uma viagem grande.
Uma viagem grande e uma grande viagem.
Fizemos, exatamente. No episódio da semana passada, vocês ouviram-nos a dizer que estávamos no Japão. Estávamos a três dias de voltar do Japão. Estivemos lá 14 dias, na Coreia e no Japão.
Não, estivemos 14 dias no Japão e três dias, mais ou menos, na Coreia.
Exatamente. Portanto, foram 17 dias de viagem que apanharam o aniversário da minha querida esposa.
É verdade, sim senhor.
Nem falámos aqui, mas já vamos falar disso tudo.
Não falámos que eu fazia anos, não falámos de nada. Que tristeza.
Nada. Fomos para a rebeldaria, deixámos episódios gravados. O "Outro" da comunicação, que nós fizemos há dois episódios, correu muito bem, porque as pessoas adoraram e mandaram muitas mensagens. Bom feedback que nós tivemos do "Outro", incluindo uma pessoa que percebeu que uma mensagem era para ela e então já tem a resposta diretamente para a pessoa que mandou o e-mail.
Estamos aqui para vos pôr a comunicar uns com os outros. No fundo, é isso.
É tipo assim, no fundo. Para começar a discutir. Mas eu queria começar por uma coisa muito mais importante do que tudo isto, que é: então nós...
Olha, é verdade
...e dois podcasts amigos criámos um festival de podcasts.
Estamos nesta ideia de nós e podcasts amigos. Os nossos amigos podcast. Não é os nossos amigos dos podcasts, os nossos podcasts amigos.
Exatamente.
Nós é assim, nós gostámos da ideia de pôr música uma vez.
E de repente nasceu o monstro.
E de repente nasceu o monstro chamado "A Mena Cavaqueira".
Exatamente. Explica às pessoas, Rita Da Nova.
Não sei se queres dizer, Guilherme, antes de mais, de onde é que surge este nome.
Eu vou dizer exatamente como é que isto aconteceu. Nós marcámos todos. Com quem é que estamos a fazer isto?
Exatamente, antes de mais.
Márcia Pedroso e António Moura dos Santos, que fazem o "Corte e Costura". Fazemos também com Joana...
Vá!
Por que me sai Gonçalves? Não é Gonçalves.
Joana Teixeira.
Teixeira. Por que Gonçalves? Quem é Joana Gonçalves? João Gonçalves é o menino que trabalha comigo. Não tem mal.
Tem tudo a ver.
Pronto, com Joana Teixeira e com Inês Afonso, que fazem o "No Bad Vibras", e connosco, Rita Da Nova e Guilherme Fonseca, ou Guilherme Gonçalves, se quiserem dizer, que fazemos o "Terapia de Casal". Nós conhecemo-nos todos, somos amigos, damo-nos muito e passamos muito tempo juntos todos. E já que temos estes três podcasts, resolvemos criar um festival de podcasts.
Sim, uma vez estávamos a jantar e surgiu essa ideia.
Exatamente. E o que é que acontece? Marcámos uma reunião para dizermos todos que nome é que isto poderia ter. A única pessoa que levou nomes fui eu. Levei três nomes sólidos, bons, divertidos, que toda a gente tipo: "Ah, que giro, ok, pode ser por aqui, vamos por aqui". E Rita Da Nova, que não preparou minimamente a merda da reunião, ouve as minhas ideias e diz assim: "Ah, e se fosse só dois centímetros ao lado, que é A Mena Cavaqueira?" E toda a gente votou que sim e ficou o teu nome.
É assim que funciona o brainstorm, meu caro.
Na escola eras assim?
Não.
Pronto, então cala-te, porque tu não és esta pessoa.
Mas eu aprendi pela escola que não vale a pena preparares-te. Não vale a pena preparares-te, porque há sempre alguém que se vai preparar.
E vamos nas costas.
Não é nas costas. Tu com a tua criatividade, com o teu engenho e com a tua inteligência, pensas: "Isso está bom, mas dois centímetros ao lado há outra coisa que é melhor".
O que é que acontece? É um festival que vai acontecer no dia 21 de novembro.
A partir das 15h é quando abrem as portas, mais ou menos.
As portas abrem às 15h. Mas como é que isto vai funcionar? As pessoas destes três podcasts dão-se umas com as outras, somos amigos e queremos pôr música também. E temos podcasts. São três podcasts, seis pessoas. E nós pensámos: por que não fazemos uma coisa na Casa Capitão, em Lisboa, que tenha os dois lados? Então, das 16h às 20h, se eu não estou em erro, vão acontecer os três podcasts ao vivo. E as pessoas, quando compram o bilhete para os podcasts, veem os três podcasts ao vivo. Vai ser um, depois o outro, depois o outro, a ordem ainda não está definida, mas quem compra bilhete para ver os podcasts ao vivo, vê os três podcasts ao vivo. E vai custar, só os podcasts, 16,50 € e veem três podcasts ao vivo. São três episódios de uma hora cada. Pronto. Depois nós pensámos: isto é giro, é um festival de podcast, blá-blá-blá, Mena Cavaqueira, vamos aqui a falar pelos cotovelos, está tudo muito giro, são três podcasts, as pessoas vão falar umas com as outras. Mas depois nós tivemos de fazer uma festa. E então, no mesmo sítio onde vai acontecer os podcasts, nós depois vamos fazer três DJ sets de cada podcast, mais convidados, que vai ser Sapatrux e Alex dos Dalva.
Alex dos Dalva, exatamente.
Portanto, vai ser uma festa à noite com cinco DJ sets, que vai começar às 22h30 Às 10h30 da noite e vai até às 2h da manhã. E há ali uma pausa entre as 20h e as 22h30 para as pessoas poderem comer e jantar. Só a festa vai custar também €16,50.
Mas, Guilherme, se as pessoas quiserem fazer as duas coisas, não há aí um desconto de amigo?
Eu acho que era um dia muito bem passado. É um sábado, se eu não estou em erro, 21 de novembro. Vou só confirmar pra não estar aqui a dizer um disparate, mas também não íamos dizer às pessoas que era num dia da semana.
É um sábado.
Claro que é um sábado. E então o que vai acontecer?
Isto não era uma terça-feira, não é?
Exatamente. O que é que vai acontecer? Vocês podem comprar, relembro que só os podcasts, se só quiserem ir aos podcasts, depois têm um jantar muito importante que é o aniversário de uma amiga que vai trabalhar pra Dubai. Pronto, vão só aos podcasts.
O aniversário de uma amiga que vai trabalhar pra Dubai.
Ou: "Ah, meu Deus, porque durante a tarde eu tenho o batizado do meu primo Rúben". Não tem mal, vão só às festas à noite. Mas podem comprar um bilhete e passam o dia conosco e com as No Bad Vibras e com os Corte e Costura. Passam o dia inteiro conosco. Chegam lá às 16h para o primeiro podcast e saem às 2h depois de ouvirem três podcasts e cinco DJ sets. E esse bilhete custa €27,50.
É dado.
É isto. É tão simples como isto. Vocês podem encontrar os bilhetes no nosso Instagram, eu vou pôr no meu Linktree.
Eu já tenho no meu Linktree. Tu vais pôr ainda?
Eu vou pôr ainda, porque neste momento não está, mas quando as pessoas forem, estão a ouvir isto. Neste momento, estão a ouvir a minha voz. Minha voz está a entrar nos vossos ouvidos, nos vossos fones ou no vosso carro.
Nas colunas.
Nas colunas. Já lá está. E vocês podem ir ao meu Linktree ou ao Linktree da Rita.
Achas que há alguém que ouve o nosso podcast nas colunas em casa, em vez de ser nos fones? E em vez de ser nas colunas do carro?
Talvez. Eu acho que há pessoas como nós que têm uma colunazinha na cozinha e estão a cozinhar e têm só uma coluna lá.
E achas que estão a ouvir podcast? Achas que nos estão a ouvir na cozinha?
Acho que sim.
Tá. Tá giro.
Eu gostava que as pessoas nos ouvissem na cozinha.
Ok.
Achas que há pessoas que estão a correr neste momento no ginásio e estão a nos ouvir?
Achas que há pessoas que estão a fazer um trabalho mecânico neste momento e estão a nos ouvir?
Sim, estão no Excel e estão a ouvir-nos e estão a abrir outra aba. Além do Excel, foram abrir outra aba para comprar os bilhetes.
Para a Mena Cavequeira.
Exatamente, chama-se A Mena Cavequeira. Portanto, é uma tarde de podcasts ao vivo, são três episódios, três podcasts, No Bad Vibras, Corte e Costura e Terapia de Casal. E depois à noite são cinco DJ sets, que vai ser Terapia de Casal, sou eu e tu a pôr música outra vez.
Outra vez. Oh, meu Deus
Depois vai ser a Joana e a Inês do No Bad Vibras e depois vai ser o António e a Márcia do Corte e Costura. E depois chamamos DJs a sério.
Pessoas que sabem, de facto, o que é que estão a fazer pra fecharem a festa em bom.
Exatamente, e que vai ser o Alex dos Dalva e que vai ser-
A Esther Petrucci.
Exatamente.
Venham ter conosco. Acho que vai ser muito giro.
Acho que vai ser um bom sábado, um divertido sábado que nós vamos passar todo o dia na Casa Capitão. Acho que vai ser muito giro. Chama-se A Mena Cavequeira e os bilhetes estão à venda num sítio chamado Dice, que eu confesso que não conheço, mas de repente quando fui ver, imensas coisas estavam lá que eu conhecia. Portanto, é uma plataforma que eu não conhecia, mas que se chama Dice e onde vocês podem comprar os bilhetes para nos ver neste festival.
Em A Mena Cavequeira.
Em A Mena Cavequeira.
E em A Mena Cavequeira convosco também, que nos podem encontrar por lá e falamos e conversamos um bocadinho.
Exatamente. E eu acho que é isto. Eu estou entusiasmado. Gosto de todas as pessoas envolvidas nisto.
Eu gosto todas exceto duma.
Que sou eu, não é?
Vou deixar pra quem souber ler e interpretar, tirar as suas próprias conclusões.
E eu acho que é isto. Eu não tenho mais nada pra dizer sobre isto. É no dia 21 de novembro, o festival A Mena Cavequeira, com estes três podcasts.
Venham ter connosco.
Com DJ sets, e pronto. E é tudo feito por nós.
É tudo feito por nós.
Isto não é, nós não estamos aqui envolvidos com grandes produtoras, a produzir grandes eventos e grandes festivais. Nós ainda tentamos que o Seinfeld fosse cabeça de cartaz desse nosso festival. Pá, não conseguimos.
Mas ele disse que não tinha tempo agora, que está a fardar Portugal.
Mas nós tentámos, nós queríamos o Seinfeld a fechar, porque ouvimos dizer que ajuda muito a vender bilhetes aos festivais, mas não conseguimos.
Não conseguimos.
Mas olha, estou muito contente com isto.
Queríamos o Seinfeld a pôr música, mas não deu.
Assim pelo menos estava caladinho.
Exato.
Bom, o que eu vou dizer? Acho que é isto.
É isto. É isto, a mensagem importante está passada. Agora é só disparate a partir de agora.
Rita, o que tu achaste da nossa viagem ao Japão e à Coreia?
Olha, Guilherme, eu não sei porque é que estás a dizer-me tu isso dessa forma, se no último dia de viagem ao Japão, estávamos todos no nosso Airbnb a jantar numa mesinha, todos à volta da mesa.
Eu não acredito que eu tenha de justificar isso. Eu vou ter mesmo que justificar isso.
Não, não tens de justificar. Vou só dizer-
Não, não, posso justificar. É só que não tem graça.
Não, não, não.
Não, não, não.
Não, não quero que tu justifiques. Quero só que se saiba que votámos todos quanto é que daríamos à nossa viagem. Estávamos todos entre os 8 e os 8,5, e o Guilherme Fonseca sai-se com um 7,5.
Porque tem muito mais graça provocar toda a gente com uma nota. Eu até ia pôr 6, porque eu achei que ainda ia ter mais graça, mas ia ser só exagerado. Pôr 7,5 foi uma maneira muito perto de vos irritar e de vocês acharem que eu-
7,5, deu ele a esta viagem absolutamente perfeita.
A viagem foi excelente, eu adorei a viagem e teve imensas coisas engraçadas pelo meio que eu gostava de falar delas. Apontei aqui várias coisas que eu gostava de falar, mas eu acho que era engraçado nós começarmos com o nosso onigiri count.
Olha, é uma felicidade pra mim.
Então, só pra recapitular, nós fizemos três dias na Coreia, fomos diretamente pra Coreia, passamos três dias em Seul, e depois da Coreia para Osaka. E no Japão, nós depois fizemos várias cidades, que já vamos falar um bocadinho, e estivemos durante 14 dias. Portanto, isto é uma viagem de 17 dias.
Foi incrível. Eu também tenho um count. Eu não tenho o count que tu fizeste de comboios, etc.
Pois, é que eu tenho aqui vários counts. Então bora lá.
Então, onigiri count. Ou seja, quantos onigiris é que nós comemos durante esta viagem. Incluindo, falta-me um. Incluindo no voo pra cá.
Pois, também é verdade.
Que eles ofereciam onigiris. Espera aí. Então, eu tenho, numa viagem de 17 dias, eu comi 14 onigiris e meio.
Eu comi 15 e meio. Junte com uma e meia, porque nós dividimos um. Houve ali um que nós dividimos.
Eu comi 14 onigiris e meio. Portanto, isto dá mais ou menos um onigiri por dia.
Ya. Rita, eu comi cinco ramens.
Eu não sei, também devo ter comido cinco, porque nós fomos sempre comer ramens nos mesmos dias.
É verdade.
Eu comi 10 santos de ovo.
10?
10.
Não tinha noção que eram tantas.
Eu comi 10 santos de ovo, porque eu comia santos de ovo todos os dias de manhã, praticamente.
Pois era, praticamente todos os dias de manhã.
Na Coreia não havia, portanto tira-se aí esses dias.
Mas na Coreia nós fomos a um Korean barbecue na Coreia. Nós fomos mesmo comer um Korean barbecue.
Foi muito bom.
Excelente, muito caro.
Muito caro para os standards do resto da viagem.
Sim, foi a nossa refeição mais cara de longe.
Se fosses comer Korean barbecue aqui em Lisboa pagavas o dobro.
Em Lisboa está impossível, mas vai ali pro Japão fazer férias e depois vem cá. Não, ao contrário. Ir viver pro Japão e vir cá fazer férias. Comi uma bento box.
Eu não comi bento box porque eu tinha tido uma experiência muito negativa com as bento box. É só explicar o que é uma bento box pra quem não sabe.
Excelente, acho uma excelente ideia.
São caixinhas que a pessoa pode comprar normalmente nas estações de comboio, que estão divididas e têm várias coisas pra pessoa comer no comboio durante a viagem, arroz, carne, etc.
E algumas caixas que têm um fio que tu puxas e aquece a comida da própria caixa. Não sei que magia que funciona ali.
Eu tinha tido uma muito má experiência na viagem de 2023 ao Japão com uma bento box, porque escolhi uma que tinha bom aspecto e sabia muito mal. Tudo sabia mal, exceto o arroz. Então desta vez pensei: "Não, vou mas é levar uns onigiris que vou ficar bem."
Depois, eu fiz 25 comboios e 14 autocarros. Metro nem contei.
Metro não vale a pena, mas devo ter feito o mesmo que tu.
Sim, porque tu nunca me largaste, estiveste sempre comigo de um lado pro outro, eu não tenho descanso. 25 comboios e 14 autocarros.
25 comboios e em nenhum comboio houve barulho.
Não, porque o Japão é o país mais silencioso do mundo. Uma pessoa até se sente mal de falar no metro. Porque está tudo em silêncio. As pessoas estão todas no seu telefone ou a ler, ou estão só a dormir. Imensa gente a dormir no metro.
Sim, por acaso é um count bom pra fazer, que é quantas pessoas adormeceram no meu ombro no metro, e acho que foram aí três.
Sim, era um bom count. Mas as pessoas estão em silêncio nos transportes, na rua, as pessoas não fazem barulho. Tu ouves só aquele tu-tu.
Tu-tu-ru.
Tu-tu, do aviso que já pode passar nas passadeiras. É que é mesmo silencioso. O Japão é um país super silencioso. Não vamos por aí. Depois, tenho aqui no meu counter um terramoto, nós sentimos um terramoto.
Um terramoto de 5.1.
Sendo que nós depois fomos ver ao site que monitoriza os terramotos no Japão e enquanto nós lá estivemos, houve sete.
Não, no Japão, tu estás a falar de Tóquio só, é que no Japão há 10 em 10 minutos.
Certo.
Eu depois estive a ver o site na mesma e não é cinco.
Mas em Tóquio, onde nós estávamos, durante o tempo que nós estivemos em Tóquio, houve dezenas.
Pois.
Nós sentimos um, em que a mesa estava a abanar, nós estávamos todos a comer na mesa, a mesa começou a abanar e alguém disse assim: "Tu podes parar com a perna, que estás a abanar a perna?" E a pessoa: "Não, eu não estou a abanar a perna." E de repente paramos e ficamos os seis a sentir essa ala a abanar.
E a ver uma planta a mexer de um lado pro outro e a pensar: "Ah, não, isto é um terramoto."
Depois fomos confirmar e era mesmo. Uniqlo, entramos em cinco Uniqlo.
Entramos em cinco Uniqlo?
Entramos em cinco Uniqlo.
Não.
Entramos, porque esquecimo de apontar aquela última onde fomos comprar.
Não entramos em cinco, entramos em três.
Entramos em cinco.
Não, entramos em três. Entramos numa em Osaka, onde tu compraste calças. Entramos numa em Tóquio, onde fomos fazer compras, e entramos na última em Tóquio. Não sei onde é que tu tens essas cinco Uniqlo.
Eu fui a mais cinco Uniqlo. Depois tenho aqui japonesas que eu fiz rir, três.
Ok.
Pronto, fiz rir três japonesas.
Uma delas com uma história inacreditável, que eu não sei se queres contar, da Universal Studios.
Eu fiz alguém rir?
Fizeste uma japonesa rir nos Universal Studios, quando saíste de uma atração de terror.
Por que eu a fiz rir?
Porque ela percebeu que tu estavas assustado e riu-se muito de ti.
Pois foi. Fui ter convosco a uma loja e eu estava todo borrado. Porque nós aproveitámos a Universal Studios ao pé de Osaka, nós aproveitámos as noites de Halloween e andam zumbis na rua e eles andam atrás de ti com motosserras.
Sim, nós basicamente comprámos um bilhete, que é só um bilhete que só dá pra entrar a partir das 15h, ou seja, só tens meio dia no parque, é bem mais barato e dá pra aproveitar essas atrações.
E aproveitámos as Halloween Nights, que foi muito giro. E então eu estava todo borrado, eu e o Pedro, uma das pessoas com quem nós fomos, fomos fazer uma espécie de um corredor em que tu ias andando e as pessoas iam se mexendo, iam atrás de ti. E nós até nos enganámos e a certa altura, pra fugir de um gajo de motosserra, fomos pros bastidores daquilo, fomos pra zona de segurança.
Incrível.
E foram nos buscar, foi muito engraçado.
Eu, por acaso, pagava pra ter essas gravações.
As imagens de segurança.
Pagava pra ter essas imagens, porque segundo o que vocês contam, a certa altura, tu empurraste.
Eu estava atrás do Pedro e haviam pessoas a vir atrás de nós, motosserras e zumbis que tentavam nos agarrar. E eu ia empurrando o Pedro. E a certa altura, no corredor por onde era suposto nós irmos, estava um gajo com a cara toda desforme e com uma motosserra. E eu empurrei o Pedro pra uma portinha que eu vi aberta. E eram os bastidores daquilo, eram os corredores onde o staff estava a passar.
E de repente, segundo vocês contaram, depois tiveram de voltar pra trás, veio o segurança e estava o senhor com a motosserra à vossa espera pra continuar.
Ficou assim parado, assim olhando pra nós enquanto nós voltávamos pro terreno de jogo, onde nós estávamos a ser assustados. Foi muito giro. Depois fomos à loja ter convosco.
E tu começaste a conversar e o senhor não estava a perceber nada do que tu estavas a dizer, mas depois ela apontou pra ti e apontou pro sítio e tu disseste que sim, que tínhamos vindo de lá e ela riu-se imenso.
Foi muito giro. Depois tenho jatos de água diretamente disparados pro olho do cu.
Tinhas de dizer olho do cu. Não podes dizer pro rabo.
Porque o rabo é muito vasto.
As pessoas percebem que se estás sentado numa sanita e há um jato que vai para o teu rabo.
Não, por acaso há dois jatos. Há um jato que tem lá uma senhora e há um jato que é só um jato.
Guilherme, tu és a senhora?
Não.
Tu tens um pipi?
Não tenho um pipi.
Então cala-te, diz só jatos para o rabo.
O meu ânus levou com 10 jatos diretamente, porque as sanitas japonesas são as melhores sanitas do mundo.
Depois nós fizemos escala em Istambul e tivemos de ir a uma sanita normal.
Foi uma tristeza, e depois tudo cagado. Eu estou a me tornar um snobe, eu só queria ir para o Japão. É limpo, é arrumado, é organizado, é silencioso.
Cada pessoa lida com o seu próprio lixo.
Que sonho. E tenho aqui 773.892 vénias. Duas vénias, porque quando tu fazes uma vénia a um japonês, o japonês faz uma vénia de volta.
O japonês faz de volta, e depois tu fazes de volta.
E nunca mais para. E já pus um post no meu Instagram com toda a comida que eu comi, que é o que é importante nas viagens.
Eu, além disso, tenho patches para os pés, ou seja, nas convenience stores e nas farmácias.
Nós fazíamos quilómetros a pé todos os dias e depois à noite púnhamos uma espécie de umas tirazinhas.
Que era o que eu ia explicar. Obrigada por estares tu a explicar. Não, continua, Guilherme. Continua, conta lá como é que foi a tua viagem ao Japão e os patches que puseste nos pés. Conta tu.
Eu só ia explicar os patches.
Era o que eu ia fazer, e dizer nas convenience stores e nas farmácias japonesas.
Nota-se que nós ficámos 17 dias juntos.
E nas farmácias japonesas, há umas tiras que tu pões nos pés, que refrescam os teus pés e ajudam a recuperar o músculo. E eu pus 16 ao longo da viagem.
Ímpar era esquisito, não é? Porque queria dizer que tinhas posto mais num pé do que no outro.
Às vezes eu punha no pé e depois punha um bocadinho na perna ou punha só na perna. Portanto, o patch é para os pés, na verdade, é patch é para os músculos, vamos dizer assim. E depois tenho gashapons comprados. Gashapons são aquelas maquininhas que vocês põem uma moeda e sai uma bola com qualquer coisa lá dentro.
E vocês não sabem o que é que vem de seis ou cinco possibilidades.
Comprei nove gashapons.
Ok, não está mal.
Achei que eram mais, por acaso. Blind boxes é a mesma coisa, mas em caixinha. Ou seja, vocês escolhem uma caixinha com um bonequinho lá dentro e não sabem o que é que vos vai calhar. Comprei 12. E aqui queria fazer uma vénia ao nosso amigo Vítor, que tem um poder. O Vítor consegue escolher a caixa que tem lá dentro aquilo que vocês querem que calhe. Ou seja, vocês chegam lá e dizem: "Vítor, eu quero que calhe este boneco". O Vítor senta as caixas e escolhe a caixa certa.
Está nesta.
Está nesta.
E ele acertou praticamente 18 em 24.
Sim, foi uma coisa louca.
Só comigo é que não funcionava, ele comigo nunca acertou.
Pronto. Se calhar tu e o Vítor não têm conexão espiritual.
Não estamos com o Bluetooth ligado.
O AirDrop não está a funcionar.
O AirDrop não está a funcionar.
Mas comigo acertou todos. Houve alguns mais fáceis em que eu disse: "Olha, neste só não quero que calhe este". Mas nalguns específicos que eu disse: "Quero mesmo que calhe este", calharam todos.
Muito bem.
Calharam todos. E depois tenho velhinhos japoneses que me fizeram chorar. Foi um, na verdade. Houve vários que me emocionaram, mas um que me fez chorar.
Pois tu adoras é crianças japonesas e velhinhos japoneses.
Foi um senhor. Nós estávamos num mercado de rua em Tóquio e ele tinha cerâmicas à venda, estavam todas no chão com preços diferentes e eu andava a ver as cerâmicas e ele veio ter comigo e disse-me os preços todos, apesar de estarem lá os preços indicados, ele veio me dizer os preços todos, e eu quis comprar uma bowl para fazer uma tacinha para fazer matcha. E o Gui foi levantar dinheiro, porque lá na feirinha só se compravam coisas com dinheiro, e eu andei lá a ver e depois escolhi uma e entreguei ao senhor. E quando entrego ao senhor, o senhor pousa a tacinha numa cadeira que tinha lá, tira uma foto à tacinha. Eu acho que é para repor stock, o Gui acha que é para se despedir da taça.
Era só para fazer a Rita chorar mais.
Embrulha em imenso papel de jornal, fecha num saco de plástico, e depois começa-me a perguntar de onde é que eu sou, o que é que eu vi no Japão, quantas cidades, há quanto tempo é que eu estava no Japão, se eu gostei do Japão, e a agradecer imenso nós irmos ao Japão e conhecermos o país dele. Bem, eu viro costas e desato a chorar.
Ficaste comovida com o senhor?
Desatei a chorar. Achei o senhor amoroso, estou emocionada outra vez só de pensar nele.
Era muito querido o senhor. E depois eu disse assim: "Rita, tu não sabes se este senhor não bate na mulher".
Naquele momento foi... porque eu fiquei mesmo... aquele senhor tinha para aí 80 anos.
Era um velhinho japonês muito querido. Ainda por cima, ele tirava a fotografia e embrulhava as tacinhas de joelhos. Portanto, ele para se pôr de joelhos e se levantar dos joelhos, foi meia hora.
Amoroso. Adorei. Adorei este senhor. Portanto, só um velhinho japonês me fez chorar, embora vários me tenham emocionado.
É verdade. Sim, senhora.
Eu quis trazer todas as velhinhas pelas quais passei.
Pois. Normalmente nós passávamos por cães e fazíamos: " own". Tu passavas pelos velhinhos japoneses e fazias: "own".
Eu quero este, eu quero este, quero levar na minha mala.
Houve várias coisas engraçadas nesta viagem. Uma delas foi uma ideia que não sei quem é que teve, mas que nós fizemos antes de irmos de viagem, que foi: nós fomos seis. O Vítor, neste caso, não conta porque não lê, mas íamos cinco pessoas que leem. E então nós fizemos uma coisa que foi sugerir livros uns aos outros. E então cada um de nós tinha quatro livros para ler.
É verdade. A ideia vem de nós quando em 2023 fomos ao Japão, eu e a Sofia escolhemos os livros uma da outra que íamos ler. E desta vez eu pensei, falei com a Sofia e disse: "Não era giro cada um de nós sugerir um livro ao outro?"
Ya.
E isso faz com que tenhas quatro livros para ler.
Então foi eu e tu, a Sofia, o Pedro e a Francisca, os cinco fizemos troca de livros. Ou seja, eu tinha quatro livros para ler e acabei hoje de manhã Porque não consegui ler o último ainda no voo de volta.
Eu acabei no voo de volta.
Pronto, o meu objetivo era esse, mas depois nós já vamos falar dos voos de volta e de ida. Não consegui propriamente acabar exatamente o livro no voo de volta e acabei hoje de manhã. E acho que foi uma ideia muito gira.
Pois foi.
Eu adorei isso de, na viagem, estar a ler os livros sugeridos por outra pessoa que está lá.
E discutirmos.
E estás a dizer. Por exemplo, um dos livros que foi sugerido ao Pedro, acho que até foi por ti, foi o "Piranesi". E então nós, como tínhamos praticamente todos lido o "Piranesi", estávamos a ver o Pedro a reagir ao "Piranesi" e foi muito giro.
Que vai ter, entretanto, estávamos na viagem e soubemos que o "Piranesi" vai ter uma peça de teatro em Londres no verão do ano que vem.
É verdade. Para ver se damos lá um salto para ir ver. Mas acho que foi muito giro essa cena de um livro para cada um. E no meio da cultura, também gostava que tu dissesses o que é que aconteceu no meio de Naoshima, a ilha que nós fomos visitar, que é uma ilha que nós tivemos que apanhar um comboio, um metro, um ferry, um autocarro para ir visitar e que é uma ilha que tem vários museus e que tem muita cultura. Nós vimos três museus lindíssimos nessa ilha de Naoshima. E a certa altura fomos almoçar e eu gostava que tu contasses o que é que aconteceu durante o almoço.
Malta, a Taylor Swift lançou músicas. Taylor Swift lançou músicas, lançou mais quatro músicas acopladas ao seu "Life of a Showgirl" e estávamos à espera que a comida chegasse e eu fui lá para fora ouvir as músicas.
Pois foi.
Eram só quatro.
Tu puseste os fones, foste passear em Naoshima ouvir as músicas da Taylor Swift.
Eu sou a pessoa que acorda sempre religiosamente às 6h00, que é a hora a que os álbuns da Taylor Swift saem para os ouvir no silêncio do meu lar, ainda escuro.
Com o gato no colo.
De repente, à 13h00 são as 6h00 de cá.
Ya.
E eu posso ouvir um álbum da Taylor Swift sem ter de acordar de madrugada.
Ya.
Mas pensei: "Não vou ouvir o álbum à frente destas pessoas".
Se nós morássemos no Japão, a NBA era às 11h00.
E os álbuns da Taylor saíam à hora de almoço.
Agora pensa.
Nós vamos morar para o Japão, não vamos?
Um dia eu gostava muito. Um dia eu gostava mesmo muito. E também te digo assim, nós temos que agradecer às pessoas que nos estão a ouvir, porque foi com o dinheiro do nosso Patreon.
Que nós pudemos fazer esta viagem.
Que nós pudemos fazer esta viagem à vontade, a comprar coisas, os gashapons. Ou seja, o conforto que nós tivemos nesta viagem foi porque as pessoas compraram no nosso Patreon os nossos episódios do "Terapia de Casal" ao vivo.
Olha, até te digo uma coisa.
E, portanto, nós temos que agradecer diretamente.
Temos de agradecer. Sim. Até tive uma ideia agora. Devíamos, quando fizermos o próximo tour de "Terapia de Casal" e quando pusermos os episódios à venda no Patreon, devíamos deixar que as pessoas escolham qual é a viagem que nós vamos fazer com o dinheiro do Patreon.
Isso era giro. Com este dinheiro que nos estão a pagar aqui, onde é que querem-
Onde é que querem que a gente vá?
Depois vai aparecer Coreia do Norte.
Não, está bem, mas tem que ser-
Gaza. Humanisticamente vamos mandar para sítios...
Um sítio exequível. Nós não podemos ir a Gaza e não podemos ir à Coreia do Norte.
Sim.
Mas era muito giro.
Ya, eu acho que era muito giro. Mas pronto, se um dia formos morar para o Japão, é porque estas pessoas continuam a querer ouvir-nos e a gostar do nosso trabalho e a valorizar-nos.
Nem sei como.
Eu também não faço ideia como. Mas pronto, não queria deixar de fazer este agradecimento às pessoas que nos ouvem e que compram os nossos episódios, porque foi por causa delas que esta viagem também foi-
Foi possível ser feita
...tão confortável e tão boa. Queria falar de mais duas coisas, mas vou deixar para o fim, porque queria falar dos voos e queria falar do que a nossa amiga Márcia, do "Corte e Costura", fez cá em casa com o seu querido marido. Porque eu acho que isso é muito giro. Mas eu queria passar os dias da viagem um a um, só para falarmos assim por alto do que é que nós estivemos a fazer.
Está bem.
Então, no primeiro dia nós fomos para a Coreia.
Sim, nós saímos no dia 20 de setembro de cá, à noite, no voo da noite, e pudemos fazer um voo noturno para a Coreia direto. Portanto, Lisboa-Seul, direto. E vou-te dizer uma coisa. Digo já que o voo Lisboa-Seul, direto, apesar de terem sido 13 horas, foi o melhor voo da minha vida.
Ya.
Foi o melhor voo da minha vida.
Eu adoro voos longos.
Primeiro, porque o nosso amigo Pedro teve a ideia.
Pois é, isto é um grande hack.
Isto é um grande hack.
Espera aí. Nós temos que dar já os parabéns ao Pedro. Eu gosto muito do Pedro. Adorei viajar com o Pedro. O Pedro é super divertido e é uma boa companhia e eu vi-lhe a picha.
Já vamos chegar lá.
Eu vi-lhe a picha. Pronto, eu vi picha? Eu vi picha.
Não digas picha, diz pilinha.
Vi o pênis do meu amigo Pedro.
Tu vens do Japão um ordinário, porque ninguém te percebia lá, podias dizer o que tu querias.
Por acaso é verdade. Há essa liberdade quando vais de férias, não é? Podes falar à vontade, gritar coisas na rua. Sendo que a certa altura eu fui ver uma coisa que foi uma exposição do Mapa, que é um estúdio de animes, que faz o "Chainsaw Man", fez a última temporada de "Attack on Titan", faz "Jujutsu Kaisen", animes que eu estou a acompanhar e a ver. Nós fomos ver uma exposição, eu, o Vitória e a Sofia.
Enquanto vocês foram ver essa exposição, eu, o Pedro e a Francisca fomos a um cat café de rescue de gatos.
Ya, que era tipo Cat Republic, que tinhas que assinar um passaportezinho.
Nós temos um passaporte da República dos Gatos, malta.
Neko.
Neko Republic.
Mas nós fomos a essa exposição. E a certa altura, eu e o Vítor estamos a ver a exposição, a Sofia estava a tirar fotografias, já não sei o quê, e eu e o Vítor estamos a olhar e digo-lhe assim: "Que raio será este anime que está aqui?" E há uma menina, que é à nossa frente, se vira ao contrário, olha para mim e para o Vítor e diz em português: "Este anime é sobre uma rapariga que é viciada em jogos de casino e então vicia a escola dela toda em jogos de casino. É giro, mas não é tão bom como o outro". E eu disse assim: "Olá". E ela: "Olá, desculpe, sou portuguesa, estava a vos ouvir e então respondi porque eu este já vi". E nós: "Olha, boa, boa exposição". E ela: "Boa exposição". De nada uma portuguesa a explicar-lhes.
Também nos cruzamos com alguns portugueses durante a viagem, não muitos, mas alguns.
Ya, mas teve graça. Mas pronto, eu gostei de ir a essa exposição do Mapa, porque é um estúdio, não é?
Sim.
Portanto, tem que dizer Mapa, com dois P.
Então, como fizemos o voo Lisboa-Coreia, e o Pedro disse: "Eu falei com uma amiga minha que é hospedeira de bordo".
Exatamente.
"Para lhe perguntar qual é a hipótese de eu ser passado para a primeira classe".
Levado, porque reparem, nós não temos bilhetes de primeira classe.
Nem temos dinheiro para comprar bilhetes de primeira classe.
E o que é que acontece? O Pedro encontrou este hack com uma amiga que é hospedeira. E nós fizemos nos dois voos e nos dois voos teve bom resultado.
Foi oferecer qualquer coisa às hospedeiras.
Quando entras no avião
Nós levámos de Lisboa para Seul caixas de pastéis de nata.
E nós fomos na Korean Airlines, portanto as hospedeiras eram todas coreanas.
E o Pedro vai à nossa frente e diz: "Isto é para vocês e para a vossa crew. Aqui está."
E dá duas caixas de pastéis de nata.
As coreanas passaram-se.
Passaram-se!
Elas assim: "Isto são os custard pies?" E o Pedro: "Sim", e elas todas loucas.
Ya, completamente.
E nós: "Isto vai resultar". Estamos sentados já nos nossos lugares, vem uma das hospedeiras e diz: "Olhe, nós temos..." Nós estávamos os três juntos, três a três, nas filinhas.
Três, três. Exatamente.
Três, três, três.
Três, três, três dá nove, nós não éramos nove, era três, três.
Três, três. Estávamos três, três. Ficam mais três amigos, não sabes quem são.
Olha, eu não os vi.
Estávamos três, três e a hospedeira diz: "Olhe, eu tenho uma fila vazia, podem ir dois de vocês para essa fila vazia e os outros quatro ficam nas filas."
Ou seja, em nove lugares ficaríamos seis, em que cada casal ficaria com lugar vazio para poder dormir.
Maravilhoso.
Foi excelente.
Maravilhoso.
Foi excelente.
Maravilhoso. Dormi o voo todo. Sonho. No voo têm muitas coisas, dão chinelinhos, dão pasta de dentes, não sei explicar. Eu adorei.
No voo para cá, nós fizemos pela Turkish Airlines, apanhámos em Tóquio e fomos diretos para Istambul, onde fizemos uma escala e depois apanhámos outro voo de 05h ou 04h30 de Istambul para Lisboa. Ambos esses voos da Turkish Airlines. O Pedro comprou, no aeroporto em Tóquio, umas coisinhas também doces, uns docinhos.
Japoneses.
E quando entramos no voo da Turkish Airlines, ele diz: "Olha, isto é para vocês, para a equipa." E eles: "Que simpático, obrigado!"
"Pode tirar uma foto ao seu cartão de embarque?"
Tiram uma foto, ficaram lá com o registo do lugar. Depois levaram champanhe ao Pedro, que eu bebi com ele porque a Francisca não queria beber. Mudaram-nos também para três lugares vazios para eles terem um lugar para poderem dormir.
E nós tivemos a sorte nesse voo, de não termos ninguém conosco, portanto já estava bom.
O terceiro lugar da nossa fila não foi ocupado, portanto nós dividimo-nos dois em três. E de repente funciona.
De repente dá.
Isto é um grande hack.
Isso, e fomos parvos. Fomos muito parvos, porque no último voo, Istambul-Lisboa, havia imensos lugares vazios em primeira classe. Nós devíamos ter feito na mesma.
Outra vez comprar alguma coisa para darem.
Devíamos ter dado alguma coisa, porque aí nós íamos para a primeira classe de certeza. Tenho a certeza. Havia imensos lugares vazios na primeira classe.
Não sei se íamos para a primeira classe, porque esse salto para a primeira classe deve ser uma coisa mais complicada de se justificar internamente.
Não, porque os lugares são vazios. Eu tenho a certeza, o voo estava cheio.
Mas depois a refeição é diferente. Eu acho que não é assim tão tipo: "Olha, salta, vem para aqui para a primeira classe."
Eu acho que é. Eu acho que nós fomos parvos, já estávamos cansados, estávamos exaustos, não nos lembrámos disso.
Ya.
Mas devíamos ter feito.
Mas os dois voos em que demos, resultou.
Resultou. Mas pronto, então fizemos. Lisboa-Seul no dia 20, chegámos no dia 21 às 19h da Coreia.
Exatamente.
Portanto, foi basicamente só fazer check-in e ir a uma convenience store da Coreia, que se chama CU. Que se chama "See you", nice to see you.
Mas é CU.
Mas é CU. Então nós passámos o tempo todo a dizer: "Vamos ao cu."
Não, vamos comer no cu.
Vamos comer no cu, vamos ao cu, onde é que querem ir comer ao cu? Vamos ao cu.
Eu para comer no cu é sentado e se estávamos a comer no cu...
Pronto. "Temos aqui um cu no nosso hotel, vamos todos a este cu."
Sim, estivemos três dias na Coreia a comer no cu e eu nunca tinha comido tanto no cu como na Coreia.
Eu também nunca tinha comido tanto no cu. Portanto, foi a graça do português na Coreia que é vamos comer ao cu.
Foi o humor da Herman, o nome da loja.
Vamos comer ao cu. Mas pronto, então foi isso que fizemos. E depois passámos dois dias na Coreia, completos.
Passámos dois dias na Coreia, sendo que um dos dias foi o teu aniversário.
Sim, mas no primeiro não foi o meu aniversário. O primeiro foi o dia 22.
Sim.
Não foi o meu aniversário.
Um deles foi o teu aniversário e eu gostei da Coreia.
Eu gostei muito da Coreia.
Estivemos pouco tempo, eu senti que podíamos ter conhecido um bocadinho mais de Seul.
Eu sei que a Coreia não foi consensual no nosso grupo de viagem, mas eu gostei muito e eu quero muito voltar.
Ya. É uma versão mais barulhenta, eu acho, do Japão, mas eu gostei muito de conhecer a Coreia. Senti que podia ter conhecido mais a cultura da Coreia, mas três dias não dá.
Não dá.
Três dias não dá.
Tecnicamente nem foram três dias, foi o dia em que chegámos que não fizemos nada, foram os dois dias, 22 e 23, e depois no 24 apanhámos logo o avião para Osaka, portanto nem sequer deu bem para aproveitar.
No teu aniversário fomos a uma coisa muito gira, que fomos a uma coisa que se chama...
Shelter in the Woods.
Inwangsan Shelter in the Woods, que é uma espécie de uma cabaninha completamente silenciosa no meio, uma casa toda de vidro, no meio do mato, e fomos para lá ler e estar descontraídos e foi muito giro. Foi uma coisa muito Rita da Nova de se fazer no teu aniversário.
Obrigada aos nossos amigos por terem aceitado fazer isso no meu dia de anos.
Ya.
Depois fomos então para Osaka.
Depois fomos para Osaka, ou seja, aqui entrámos outra vez no Japão e fomos para Osaka e fomos a Naoshima, à ilha, e no dia a seguir fomos a uma coisa que eu quero falar aqui, porque a quantidade de TikToks que eu vi de: "São 3h00, estás com jet lag e não sabes o que é que hás de fazer no Japão? Tens que ir ao Round One, que é oito andares de diversões." Rita, eu amei o Round One.
Eu também amei.
Eu amei o Round One. O Round One é um edifício de oito andares. Entretanto, eu apercebi-me que não ligaste o meu computador à parede.
Tu não pediste.
Pois não.
Então não digas "apercebi-me que não ligaste", é "apercebi-me que não te pedi que ligasses."
Não está a ligar. Apercebi-me que não está a ligar.
Calma. O ónus não está em mim, o ónus está em ti. Apercebi-me que não te pedi que ligasses o meu carregador à parede.
O Round One é um edifício de oito andares em que os primeiros dois ou três são de arcades e nós estivemos a jogar os clássicos, Dance Dance Revolution.
Dance Dance Revolution é a minha vida.
Ya.
Eu amo.
Estivemos a jogar aquele de batuques num tambor, estivemos a jogar um que era de ser DJ. Estivemos a jogar imensos jogos. Eu apontei aqui todos, o Jinrai, o Juba, tu o Dance Dance Revolution.
Mais giro do que jogar é ver os japoneses a jogar.
Ya, os gajos são profissionais.
Há um que estava a jogar um que é tocar piano, ele levava luvas.
Ya, mas os gajos vivem para aquilo.
Eu não sei se eu vivesse no Japão, se não vivia para o Dance Dance Revolution, se não ia todos os dias à noite jogar. Não estou a brincar.
Tu já experimentaste ver profissionais de Dance Dance Revolution?
Já, eu amo.
É que aquilo é uma loucura.
Tu também já viste profissionais de Dance Dance Revolution. Viste-me a mim a dançar.
Já sabia que ias para aí, não te ia interromper. Esses primeiros três andares. Depois aquilo começa a ficar cada vez mais fora, porque tu tens um andar em que tens futebol, basquete três para três, archery, podes fazer arco e flecha, tens karts, patinagem. Mais o quê? Aquilo tem imensas coisas. Tens futebol dentro daquelas bolas.
Esse não fizemos, foi uma pena. Eu gostava de ter feito.
Patinês, tu andaste de patins.
Andei de patins. Tem baseball.
Tem ténis.
Tem ténis com uma bola gigante.
E depois o último andar tem-
Baseball.
...batting de baseball. E nós fomos experimentar jogar baseball. E nós dissemos: "Não, nós vamos estar aqui um bocadinho de tempo, nós temos que deitar cedo, porque amanhã não sei o quê". Estivemos lá até às 02:00.
E só não estivemos mais, porque só tínhamos comprado uma hora e meia para estar lá.
Pois, nós comprámos o bilhete de duas horas e estivemos lá, porque nós adorámos aquela merda.
Foi incrível.
Depois é tudo grátis lá dentro, não tens de pagar a mais por nada. Aquilo é um sonho.
É um sonho.
É um sonho. Se vocês forem ao Japão e têm jet lag, curem o jet lag no Round One. É o conselho.
Vão cansar o corpo e no dia seguinte estão ótimos.
Ya. Fizemos Osaka, depois fizemos mais o quê? Fomos ao Templo dos Darumas, que foi giro.
Fomos à Universal.
Fomos à Universal fazer montanhas-russas. Eu apontei aqui as montanhas-russas todas que fizemos. Fizemos outra vez o Harry Potter, que nós tínhamos adorado.
Queres contar a tua experiência no Flying Dinosaur?
Ya, o Flying Dinosaur é, acho eu, a montanha-russa mais puxada onde eu já estive. Que é uma montanha-russa onde tu não vais sentado, vais pendurado com os pés a balouçar cá embaixo.
Vais pendurado pelas costas, tu vais de barriga para baixo, certo?
Vais de barriga para baixo. Aquilo é uma espécie de um banco que te sobe o rabo e ficas na horizontal a olhar para baixo. E aquilo é uma loucura. E a Sofia disse a coisa mais engraçada da viagem, que foi: a ride começa a subir e depois lá em cima abranda antes de começar a descer.
Mas conta o que te disseram antes de atar os sapatos e não sei o quê.
Sim, não podes levar nada no bolso, eles verificam os teus bolsos, eles mandam-te apertar os sapatos. Aquilo é mesmo uma cena puxada. E nós estamos a subir, e antes de começar a primeira descida para começarmos a ride do Flying Dinosaur, a Sofia só diz assim: "Ai, vai-me saltar o aparelho". Que ele tem aqueles-
O "we've hit a line".
"Vai-me saltar o aparelho." E isso é a última coisa que nós ouvimos antes de começar a descer. Foi espetacular, foi super divertido, adorei o Flying Dinosaur.
Podemos divulgar este episódio com a tua parte da foto que vocês compraram?
Ya, pode ser.
Só com a tua. Escusamos de estar a submeter a Sofia e o Pedro.
A minha cara durante o Flying Dinosaur? Por mim, excelente.
Podemos?
Por mim, excelente.
Porque eles foram comprar a foto que tiram no meio da...
Não, a foto ficou tão gira com as nossas caras dos três, mas nós não temos nada de estar a mostrar a cara da Sofia e do Pedro, mas pomos a minha cara. Pomos a minha cara no Flying Dinosaur, que é hilariante.
E depois andámos na ride da Samara do "The Ring".
Também muito giro.
Foi muito divertida, mas enjoou metade das pessoas, não sei o quê.
Eu adorei. Ainda por cima é daquelas rides que nós fazemos em que está tudo em japonês. E é do gênero, eu não sei nada do que está a acontecer. Eu estou no escuro a ser abanado e estão a falar japonês comigo. Eu sei lá o que está a acontecer.
Não sei, não faço ideia.
Depois, no dia a seguir, fomos para Kanazawa.
Sim.
E em Kanazawa fomos a uma casa de samurais.
Foi muito giro.
Foi muito giro.
Kanazawa é uma cidade muito gira. Não tínhamos ido outra vez e foi muito fixe.
E comemos uma coisa que eu nunca tinha comido, que foi a Boara Soba, que é uma espécie de um ramen seco.
Bem, foi a melhor comida da viagem para toda a gente. Disseram "hum".
Eu gostei, mas não sei se foi a minha favorita da viagem.
Fogo, eu comi tudo até ao fim, eu não como nada até ao fim.
Que linda, é a minha menina.
Não, eu estava tipo: "Eu estou cheia, mas isto é perfeito".
Ya. Depois fomos para Fukushima, onde estivemos num onsen, num ryokan. Na verdade, é isso. Nós estivemos no ryokan, que é um hotel com spa natural, com piscinas naturais. E depois estivemos no onsen, que são as tais águas termais, as águas quentes. E foi aí que eu vi a picha de imensos homens.
Não, é isso. Primeiro é separado, homens e mulheres são separados.
E bem. Que eu também já estava farto das gajas da viagem, vocês fazem lá a vossa viagem, nós fazemos a nossa.
E depois há um momento em que tu entras, tens uma espécie de balneário, um balneário com tudo e mais alguma coisa que possas imaginar. Até, as meninas vão perceber isto que eu vou dizer, secador de cabelo da Dyson.
O Pedro disse isso, tipo: "Já viste este secador de cabelo? Isto é caríssimo." Pedro, eu nunca usei um secador de cabelo na vida.
Tem o secador de cabelo da Dyson. E tem toalhas, tem sítio para deixarem a vossa roupa, a ideia é despirem-se.
Completamente.
Completamente. Entrarem numa zona que é a zona de banhos, em que vocês se sentam numas cadeirinhas e tomam um grande banho antes de entrarem.
Pois claro, para não vir toda a gente porcalhota para dentro daquelas águas.
Para as piscinas quentes, e depois entram para as piscinas quentes e estão ali. Mas a única coisa que têm para se tapar entre estes momentos todos é uma toalhinha.
Sendo que a vossa toalha é maior.
A nossa toalha era comprida, tapava as maminhas e a parte de baixo.
Ya. A nossa é um quadradinho, era um guardanapo de limpar a boca.
Sim.
E nós andávamos com aquilo à frente, mas claro que não dá sempre. E quando se entra na água, quem já viu ou filme japonês ou animes, já viu as pessoas com a toalhinha em cima da cabeça. E então a toalha serve para tapar e quando entras na água, pões assim em cima da cabeça e ficas ali naquela aguinha quente.
Só para a toalha não cair dentro da água, a ideia é essa. Sendo que a minha caiu várias vezes.
Pois claro. E então tipo 40 graus de água. Há onsens ao ar livre a ver a vista e o hotel era lindo, com umas cascatas ao longe. E depois há onsens que são indoor, que são cá dentro. E depois no fim, nós voltamos para o lobby do hotel E há álcool à descrição e coisinhas para picar. Então nós estávamos, depois de horas de água quente pelo corpo.
Com aqueles fatinhos deles.
Com aqueles, como é que se chama? Porque aquilo não é um quimono.
Não é um quimono, mas é roupa, portanto tem as calças e a camisola.
Sim, mas tem um nome específico, eu não me lembro agora daquilo. Mas fomos para o lobby, todos relaxados.
Com os nossos chinelinhos.
Beber cerveja, saquês e vinhos à descrição.
Eu bebi o meu gin já gelo, como sempre no Japão.
Que sonho! Se forem ao Japão, façam um dia de ryokan. É o meu conselho. Estivemos em Fukushima e depois Tóquio, e ficámos em Tóquio até o fim.
Não, a meio de Tóquio fomos a Nagoya.
Exatamente.
Porque fomos ao parque da Ghibli, que foi para mim a desilusão da viagem.
Sim.
É caro, não vale a pena. Se gostam dos filmes da Ghibli, quererão ir a este parque, nós já da outra vez queríamos ir e não conseguimos bilhetes. Desta vez conseguimos. Basicamente, tem um armazém que tem algumas coisas interessantes, mas a partir daí, as outras zonas por filme não têm muita graça.
É verdade.
Parece um bocado desabitado, não tem muitas coisas a acontecer.
Aquela parte principal, que era o tal warehouse.
Sim, esse tal armazém.
Esse tal armazém foi giro, tudo o que era cá fora eu achei meh. Mas fomos almoçar à padaria do Micky's Delivery Service.
Pensei que ias dizer: "Mas fomos a um karaoke na noite anterior."
Fomos a um Big Echo. É impossível não ir a um karaoke no Japão. Fomos também à loja do Tamagotchi, em que a nossa amiga Sofia comprou um Tamagotchi.
Comprou um Tamagotchi.
Foi muito giro. Eu também estive a pensar comprar um Tamagotchi, mas eu pensei: "Quero isso para a minha vida?"
Não.
Não, eu não quero esse nível de dedicação. Mas a Sofia está-nos a fazer updates do seu Tamagotchi.
Sim, há duas, agora já cresceu.
Já cresceu.
Estava mal educado, mas agora já está bem.
Fomos a um bar muito giro chamado Analog Bar.
Muito giro.
Aquilo só tem vinis e cada pessoa tem uma espécie de um tokenzinho e leva o vinil e diz que música é que quer.
Para passar no bar.
Todas as músicas que se estão a ouvir no bar, foram as pessoas que lá estão que estiveram a escolher uma música de um vinil. E então tu estás à espera da tua música.
Foi muito giro.
Porque valorizas a música quando ela vem, sabes que estás a ouvir uma música específica que alguém escolheu. E depois é um bar japonês e as pessoas estão tranquilamente a conversar e a ouvir música. Adorei o Analog Bar.
Aqueles sítios onde eu quereria voltar se voltarmos ao Japão.
Ya, foi muito giro.
Diz.
Não, diz.
E também fomos no dia do aniversário da Sofia, que foi o último dia completo de viagem, a uma das minhas coisas favoritas, que foi o Edo-Tokyo Open Air Museum, que é um museu ao ar livre, que tem casas da época Edo, e não só, mas sobretudo da época Edo. Casas antigas e estabelecimentos antigos que foram realocados, ou seja, estavam em zonas da cidade e passaram para ali.
Sim, é uma espécie de museu de arquitetura em que eles foram buscar a casa e puseram na mesma rua. E então tu vais entrando em casas.
Parece um open house de uma imobiliária.
Exatamente. E então vais entrando nas casas e vais vendo a evolução das casas, as lojas, como é que eram na altura. Vimos uma fábrica de cosmética, vimos um bar.
Muito giro.
Foi muito giro.
Olha, gostei muito mais dessa experiência, que custou 400 iene, que são o quê? €5, não é isso?
Acho que nem isso.
Gostei muito mais dessa experiência, achei muito mais interativa do que o Ghibli Park.
Ya, sem dúvida nenhuma. E depois voltámos.
Depois voltámos, infelizmente.
Queria dar a dica a todas as pessoas que querem ir ao Japão. Se tiverem dúvidas ou perguntas que nos queiram fazer, eu, ao contrário da Rita, respondo.
Eu também respondo.
Eu respondo, mandem-me perguntas, coisas, o que é que hão de fazer no Japão, o que é que podem fazer, conselhos é que não, etc. Mas frango do Lawson's dentro de uma egg sandwich é o primeiro conselho que eu vou dar.
Exatamente.
O segundo é-
Não é o frango do Lawson, é o frango do FamilyMart.
Do FamilyMart numa sandwich de ovo do Lawson's. Mas o conselho mais importante que eu vou dar é uma coisa que se chama Yamato. Yamato é uma empresa japonesa que pega nas vossas malas e leva do ponto A ao ponto B. Vocês estão num hotel A e no dia a seguir vão para o hotel B. No dia a seguir não dá, tem que ser dois dias antes, porque eles precisam de tempo para levar as malas. Mas é um serviço que, até para o aeroporto, nós tínhamos voo no dia X e dissemos: "Queremos as nossas malas neste dia de manhã na Yamato do nosso terminal." E está lá.
Estava lá.
É um serviço que leva as malas por vocês.
É maravilhoso.
É espetacular.
É maravilhoso.
E não é caro, é €15 por mala.
Paga aí mais ou menos €15 a mala. Para o aeroporto é um bocadinho mais caro.
Está bem, mas também é o último que fazes. E é um grande serviço. O símbolo é uma mãe gatinha a levar um bebê gatinho na boca.
Tanto que no último de todos, o Pedro foi perguntar à senhora se tinha stickers da Yamato.
Ya.
E a senhora riu-se e disse: "Não, não temos disso, desculpe." Têm merchandise, mas são gatinhos em peluche.
Ya. E então Yamato é o meu conselho. Mas eu quero falar dos voos, porque eu sinto que sou um especialista de jet lag. Quer viajar e não quer ter jet lag, pergunte-me como. Porque eu acho que descobri o truque para não ter jet lag, que é: custa mais na altura, mas depois a longo prazo funciona, porque eu fui o único que não teve jet lag.
Eu também não tive. Eu tive jet lag?
Tiveste um pouquinho agora na volta.
Sim, mas...
Também pode ser só cansaço de 17 dias fora de casa.
Pois, a andar 20 mil e tal passos por dia.
Ya, mas o truque com o jet lag é acertar com as horas do sítio para onde vais.
Bem, olha, groundbreaking.
Não.
As pessoas não sabiam.
Isto parece óbvio, mas é que tu tens um voo de 13 horas e fecham-te ali as luzinhas e dão-te uma mantinha e se calhar até te puxam para a primeira classe e o teu instinto é dormir. Mas uma pessoa tem que fazer o esforço de pensar: "Eu tenho que estar para o horário do sítio para onde eu vou, não é para o horário do meu corpo." E assim acerta-se o jet lag.
Mas eu sei que as companhias aéreas não ajudam.
Pois não.
É isso que estavas a dizer. Põe a luzinha baixa, dá uma mantinha. Nós acordámos na Turquia, chegámos à Turquia às 17h da tarde, que era de noite.
Eram 8 da noite no Japão.
No Japão. E a senhora diz-nos: "Bom dia. Good morning."
Estás a dizer bom dia em que horário?
Mas que breakfast? Nem em Lisboa, nem em Istambul, nem em Tóquio são horas de acordar para me estares a dizer bom dia.
Ya. Mas repara, no voo que nós fizemos para o Japão, neste caso para a Coreia, as 13 horas, era suposto chegarmos lá e estarmos acordados. Portanto, o que é que eu fiz? Eu dormi no voo para acertar com o horário do sítio onde fui. E para cá, nós fizemos uma coisa que foi completamente louca, que foi: saímos do Japão às 10 da manhã e íamos dormir em Lisboa à meia-noite, quando chegássemos. Portanto, eu fiz o esforço de não dormir durante 28 horas, que foi o acumulado todo das horas, para quando chegasse estar à meia-noite cansado para dormir cá.
Mas tu dormiste.
Dormi um bocadinho.
Dormiste algumas horas, Guilherme.
Uma hora e meia.
Olha, o voo Istambul-Lisboa eu dormi todo. Aviso já.
Pois, mas não pode ser. Uma pessoa tem que acertar para o sítio onde vai.
Não pode ser o quê?
Eu sou um especialista de jet lag.
Não estou aqui.
Malta, que me esteja a ouvir aqui, vocês querem fazer uma grande viagem e não querem ter jet lag, mandem-me uma mensagem e eu digo-vos exatamente o que é que vocês têm que fazer. Vocês têm que me dizer de onde é que saem e para onde é que vão.
E quais são os seus horários.
Eu faço o estudo e eu digo-vos, porque eu não tive nenhum jet lag, cansaço físico tenho, mas por causa da viagem em si, e não tive nenhum. Para terminar este episódio, que já vai longo, mas eu sei, nós adoramos episódios longos. Eu queria que tu contasses o que é que a nossa amiga Márcia nos fez.
A nossa amiga Márcia e o nosso amigo António.
Sim, verdade.
Então, quando estávamos na viagem, estava muito calor em Lisboa e eu pedi à Márcia se ela podia vir cá a casa regar as plantas, porque iam ser duas semanas e meia fora de casa e as plantas não iam aguentar com o calor que estava em Lisboa. E ela disse: "Claro que sim, vou aí num domingo, não te preocupes. Está tranquilo, eu aviso quando estiver em casa, se precisares de alguma coisa, se vires alguma coisa dos gatos, etc." Houve uma altura em que ela disse: "Pronto, já estou em tua casa, vou regar as plantas". E eu disse: "Olha, amigos, aqui já é de noite, se tiverem alguma dúvida perguntem ao Gui, porque ele vai estar acordado até mais tarde, eu vou dormir, mas está-se bem. Pronto, ok." A Márcia veio cá regar as plantas. Márcia e o António. Tudo bem. Eu disse: "Olha, se quiserem ver televisão, se quiserem fazer o que quiserem". A certa altura, já estamos nós regressados da viagem. Na noite em que nós chegamos, eu vou lavar a cara, fazer o meu skincare para ir para a cama, isto às 2h da manhã, e vejo uma coisinha preta e branca a cair não sei de onde para o lavatório. E pensei: "Isto, o que é isto?" Uma coisa assim preta, branca. Pensei: "Que coisa estranha, será que isto veio colado a alguma coisa que eu trouxe da viagem?" Esquisito, deitei aquilo fora, segui a minha vida. No dia seguinte de manhã, estou no meu escritório, estou a ver e-mails antigos, e-mails para responder e não sei o quê, e olho para a minha janela, e na minha janela estão dois olhos colados. E eu viro-me para o Gui e digo assim: "Amorzinho, tu andaste a colar olhos no meu escritório?" E o Guilherme diz-me: "Não, eu achei que tu tinhas andado a colar olhos na minha garrafa d'água".
E no candeeiro que eu tenho.
E no candeeiro que eu tenho aqui na minha secretária.
Na minha secretária do escritório.
E eu: "Não, eu não colei olhos". E o Gui: "Eu também não colei olhos". E de repente o Gui diz assim: "Será que foi a Márcia e o António que andaram a colar olhos?" Portanto, nós temos olhos colados.
Espalhados pela casa, stickers de olhinhos. E agora é do gênero, eu não sei onde é que nós vamos encontrar.
Eu encontrei já na minha janela e encontrei na caixinha onde eu tenho o secador do cabelo.
Ok.
Foram os únicos que eu encontrei. E encontrei aquele random, que eu não sabia que era um olho, e que agora há um olho que está perdido do outro, não é?
Ya, claro. Sim, ficou azerolho, não tem mal.
Pronto.
A própria Márcia e o António têm um gato que é azerolho.
É a Cindy.
Portanto, faz sentido um deles só ter um olho. Mas eu acho que é isto. E agora, de repente, nós temos espalhados pela casa stickers que não sabemos onde é que estão e que vamos, segundos próprios, meses a descobrir.
Exato, vamos andar para dates.
E acho que é isto.
Olha, pronto, vai falecer.
Por isso é que eu não faço episódios muito longos, porque o meu corpo começa a descer. E acho que é isto. Também queria só que dissesses quanto skincare é que compraste na Coreia.
Não interessa.
Porque eu acho que tu...
Comprei skincare para meses, mas gastei menos de metade.
A quantidade de prendas que nós trouxemos para toda a gente e mais alguma de skincare, pessoas encomendaram coisas e cremes e traz isto dos olhos e traz isto não sei o quê. Nós fomos a quatro lojas de skincare na Coreia. Ainda estivemos lá três dias.
Está bem, mas as pessoas não pagaram o que deviam?
Não, toda a gente transferiu o que encomendou, mas depois é muito mais barato. E depois todos os produtos que nós comprávamos, a Rita dizia assim: "Sabes quanto é que isto em Portugal? Isto em Portugal custa €50. Sabes quanto é que eu estou a custar aqui? €14".
Pois!
Pronto, ok. Está ótimo.
Agora eu estou com skincare para mais ou menos seis, sete meses agora, por isso no fim destes seis, sete meses vamos ter de voltar à Coreia.
Pronto, está feito. terapiadecasalpodcast@gmail.com é onde vocês podem enviar os vossos e-mails.
Para a semana vamos ler e-mails.
Vamos, sim, senhora. Vamos voltar a e-mails, porque isto tem sido uma rebeldaria de viagens, não respondemos e-mails. Se quiserem continuar a mandar coisas para o "Ar de Autacomunicação", visto que nós tivemos uma boa recepção dessa ideia, mandem, que nós faremos mais um episódio de "Ar de Autacomunicação" em breve. Já sabem que serve para nós comunicarmos a alguém alguma coisa que vocês não têm coragem de comunicar, nós comunicamos por vocês. Vão ouvir o episódio de há 15 dias se não se lembram como é que funciona. E acho que é isto.
É isto, malta.
Olha, estamos de volta. As pessoas agora vão todas ao Instagram ver a minha cara no Flying Dinosaur.
Que sonho.
E acho que é isto. Não tenho absolutamente mais nada a dizer.
Eu também não.
Foi uma excelente viagem, estou muito contente de ter voltado.
Obrigada aos nossos amigos.
Os nossos gatos também estão felizes de nós termos voltado. Obrigado aos nossos amigos. Um grande beijinho para todos os amigos com quem fomos viajar, apesar de eu ter achado sete e meio. Foi sete e meio a viagem. Mas acho que é isto.
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