Análise: Coritiba fica previsível na reta final e risco de rebaixamento cresce após derrota para o Grêmio


Pedro Morisco lamenta derrota para o Grêmio: "Cem minutos de jogo e a gente dorme no 98"
Mais do que o resultado, preocupa a falta de respostas de um time que perdeu a competitividade do primeiro turno e não sinaliza uma reação imediata.
O Coxa precisava assumir o protagonismo em casa, mas voltou a mostrar dificuldades para criar e transformar oportunidades em gols. Sebastián Gómez e Lavega tiveram chances para marcar e encaminhar a vitória diante de mais de 30 mil torcedores no Couto Pereira.
Lavega lamenta o gol perdido pelo Coritiba contra o Grêmio — Foto: Paulo De Tarso
Um repertório limitado
O Coritiba insiste em um modelo baseado em dois pontas e transições rápidas, mas sofre quando precisa propor o jogo. Não à toa, tem a menor média de posse de bola entre os 20 times do Brasileirão.
A dificuldade para manter a posse e construir ataques torna a equipe previsível, sobretudo diante de adversários que se fecham e cedem poucos espaços.
As limitações técnicas do elenco ajudam a explicar o cenário, mas não justificam toda a queda de rendimento.
No primeiro turno, o time compensava a falta de alternativas individuais com organização, intensidade e competitividade. Esses elementos praticamente desapareceram nas últimas rodadas, justamente quanto é mais necessário pontuar.

Coritiba 0 x 1 Grêmio | Gol | 32ª rodada | Brasileirão 2026
E quais devem ser as respostas?
Seabra teve papel importante na boa campanha da primeira metade do campeonato. Isso é inegável, tanto que teve proposta para trocar o Coritiba pelo Vasco. No segundo turno, porém, as escolhas do treinador e a falta de evolução do time passaram a pesar contra o trabalho.
As explicações nas entrevistas coletivas nem sempre encontram correspondência no campo. Antes de enfrentar o Grêmio, Seabra tratou o jogo como uma final, mas o Coritiba não demonstrou a urgência esperada. Faltaram iniciativa, agressividade e capacidade de pressionar o adversário.
A repetição dos mesmos problemas também levanta dúvidas sobre a eficácia do modelo atual. Não é possível afirmar que o elenco deixou de acreditar no treinador, mas a queda de desempenho exige mudanças concretas. No sábado, contra o Vitória, é mais um compromisso com cara de final.
Braithwaite comemora gol do Grêmio sobre o Coritiba — Foto: Paulo De Tarso/AGIF
A margem de erro acabou
A campanha do primeiro turno deu ao Coritiba uma vantagem importante na luta contra o rebaixamento e, por isso, o time não integra o Z-4 no momento. Agora, porém, essa gordura está sendo consumida. Com apenas seis rodadas restantes, cada tropeço aumenta a pressão e reduz o espaço para recuperação.
O confronto com o Vitória, no sábado, ganha contornos decisivos. O Coxa precisa vencer para recuperar a confiança e evitar que a disputa pela permanência se torne ainda mais dramática.
Não basta tratar o jogo como uma decisão no discurso: será necessário mostrar em campo uma postura diferente, com intensidade e iniciativa desde o início.
A depender dos resultados contra Vitória, em casa, e Internacional, em Porto Alegre, o Coritiba pode ter o destino selado: e ele pode ser tanto o retorno à Série B em 2027 ou a permanência na elite por mais uma temporada. No entanto, apenas um desses caminhos passa pela mudança de postura.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.