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Sunday, September 20, 2026

Guerra no Irã já custou R$ 224 bilhões aos EUA, diz Pentágono

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O Pentágono informou ao Congresso dos Estados Unidos que o custo da guerra no Irã chegou a US$ 43,6 bilhões (R$ 224 bilhões) até 3 de setembro. Nesse valor, bombas, mísseis e outras munições responderam por mais de 60% das despesas.

Pela primeira vez, a estimativa apresentou de forma detalhada as despesas de cada ramo das Forças Armadas, bem como por categorias específicas, incluindo armamentos danificados ou destruídos.

A Força Aérea, por exemplo, gastou US$ 6,6 bilhões (R$ 33,9 bilhões) para custear a operação de dezenas de esquadrões de caças e bombardeiros.

A Marinha teve despesas de US$ 2,2 bilhões (R$ 11,3 bilhões) para mobilizar mais de duas dezenas de navios de guerra, incluindo os vários porta-aviões que foram para o estreito de Hormuz.

O Exército gastou US$ 1,6 bilhão (R$ 8,2 bilhão) para manter suas forças na região. Ao todo, mais de 50 mil militares estão alocados para a missão de guerra, segundo o Comando Central dos EUA.

Autoridades do Congresso compartilharam as estimativas de custos com o jornal The New York Times depois que elas foram fornecidas às comissões de segurança nacional do Congresso.

Lá Fora

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Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, as Forças Armadas consumiram US$ 28,1 bilhões (R$ 144 bilhões) em munições, reduzindo seriamente os estoques globais de algumas armas essenciais, como os mísseis interceptadores do sistema de defesa aérea Patriot, e desviando suprimentos de comandos militares dos EUA na Ásia e na Europa.

O Pentágono gastou US$ 4,3 bilhões (R$ 22,1 bilhões) para substituir dezenas de aeronaves de combate e outros armamentos e equipamentos danificados ou destruídos. Também desembolsou US$ 633 milhões (R$ 3,2 bilhões) para deslocar e dar apoio a vários milhares de integrantes das Forças de Operações Especiais na região.

As informações também revelaram gastos em outras áreas críticas do campo de batalha.

Segundo uma autoridade do Congresso, que falou sob condição de anonimato para discutir os dados fornecidos aos parlamentares, as Forças Armadas gastaram US$ 23,5 milhões (R$ 120,8 milhões) em "apoio médico interno" para militares americanos. O Pentágono afirma que 18 militares foram mortos na guerra, e mais de 830, feridos.

O Comando de Transporte americano gastou US$ 92,1 milhões (R$ 473,4 milhões) para transportar suprimentos e equipamentos, enquanto o Comando Cibernético desembolsou US$ 10,5 milhões (R$ 53,9 milhões) em "operações de apoio cibernético", afirmou a autoridade.

Em comunicado divulgado na sexta-feira, o Departamento de Defesa escreveu: "Não comentamos documentos vazados e mantemos o Congresso sempre informado".

Os números do departamento quase certamente estão subestimados, disseram autoridades do Congresso. Elas apontaram que o Pentágono reconheceu que sua estimativa não incluía US$ 1,5 bilhão (R$ 7,7 bilhões) em combustível e outros custos solicitados pelo governo Trump em um pedido de verba suplementar para financiar a guerra.

Os custos de reparo ou substituição de bases militares americanas danificadas ou destruídas por ataques iranianos —como a base da Marinha em Manama, no Bahrein— também não foram incluídos nas informações enviadas ao Congresso, pois o Pentágono indicou que poderá fechá-las definitivamente.

Se as Forças Armadas ou os países anfitriões decidirem reconstruí-las, autoridades do Congresso afirmam que a conta poderá chegar a dezenas de bilhões de dólares.

Um relatório divulgado nesta semana pela Inspetoria-Geral do Departamento de Defesa afirmou que, segundo estimativa do Departamento de Estado, suas embaixadas, consulados e outras instalações diplomáticas no Oriente Médio sofreram cerca de US$ 184 milhões (R$ 984 milhões) em danos provocados por ataques iranianos.

As estimativas não sigilosas de custos do Pentágono fornecidas ao Congresso oferecem um raro vislumbre da contabilidade financeira da guerra que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e seus principais assessores mantêm, em grande parte, sob sigilo.

Nesta semana, o Escritório de Orçamento do Congresso, órgão apartidário responsável pela análise das contas públicas, divulgou que a guerra no Irã custou a Washington aproximadamente US$ 38 bilhões até 1º de agosto e reduziu significativamente os estoques de munições do país.

Em uma análise de 19 páginas —cuja abrangência, segundo o órgão, foi limitada porque o Departamento de Defesa não respondeu aos pedidos de informações— o Escritório de Orçamento projetou que a guerra continuaria custando aproximadamente entre US$ 3 bilhões (R$ 15,4 bilhões) por mês e que a recomposição dos estoques americanos pode levar "pelo menos cinco anos".

O órgão orçamentário afirma ter se baseado em bancos de dados governamentais e relatórios públicos para fazer sua avaliação, porque o Pentágono se recusou a fornecer qualquer informação.

A estimativa do órgão ficou aproximadamente em linha com o depoimento prestado ao Congresso no fim de julho por Hegseth, que calculou, na ocasião, que a guerra havia custado US$ 37,5 bilhões (R$ 192,7 bilhões).

Hegseth e o governo Trump solicitam até US$ 70 bilhões (R$ 359 bilhões) em gastos militares emergenciais para cobrir os custos da guerra no Irã e financiar novas armas e efetivos.

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