Rankings 2025. 5 curiosidades sobre o 9.º ano

Foi na Escola Básica Sá Couto, em Espinho, em 84.º lugar no ranking geral, que se verificou um maior aumento da média (mais de 23%), alavancada pelas subidas de média de Português (13,76%) e de Matemática (32,59%) que também foram as mais elevadas de todas as escolas, em 2025. Ao invés, a escola onde a média mais desceu foi a Escola Básica José Sobral, na Mexilhoeira Grande. Foi uma queda de mais de 17%.
A Português, a escola onde a média mais desceu este ano foi a Escola Básica Guerra Junqueiro, em Freixo de Espada à Cinta (menos 20,38%). O Colégio Bernardette de Jesus Romeira, privado que se situa em Olhão, foi onde os alunos mais desceram a Matemática (menos 32,2%).
Escola quase no fundo do ranking melhorou nas notas
A Escola Básica da Trafaria, em Almada, ficou na antepenúltima posição do ranking de escolas. Contudo, em 2025 melhorou em todos os indicadores: apesar de ter 2 de nota média (e 3 de nota interna, a média de notas dada aos estudantes para se apresentarem a exame), deu-se um aumento de mais de 6% na média geral, bem como a Português (0,81%) e a Matemática (12%).
Nesta escola, 79,5% dos alunos são beneficiados pela Ação Social Escolar (é a segunda do país com mais estudantes apoiados) e, entre os alunos que beneficiam da ASE, 82% concluem o terceiro ciclo no tempo previsto, o que coloca esta escola na 35.ª posição do ranking da equidade. É a única escola do concelho de Almada no top 35 deste indicador.
Apesar de o ranking analisar 1.181 escolas, só 950 entregaram os dados de quantos alunos são beneficiados pela ASE. Em média, 32% dos alunos das escolas portuguesas têm apoio económico, por exemplo, nas refeições e nos livros e material escolar. Em 2024, 948 escolas disponibilizaram esses dados, e a média fixou-se nos 32,2%, ou seja, houve uma ligeira redução.
Nota de Português é superior à de Matemática na escola onde se fazem mais provas
Só há três escolas no país onde se realizaram mais de 570 exames do 9.º ano em 2025: a Escola Básica de Mafra (572), sobre cuja sobrelotação o Observador já escreveu; a Escola Secundária de Pinhal Novo (596), e a Escola Básica e Secundária D. Martinho Vaz de Castelo Branco, que fica na Póvoa de Santa Iria. Nesta última, foram realizadas 680 provas, o maior número do país.
Na escola onde se registou um maior número de provas, a média dos exames é de 2,74, ao passo que a nota média com que os alunos foram aprovados para fazer a prova é 3,21. A nota de Português (2,82) é superior à de Matemática (2,65), e 15,5% dos alunos são apoiados pela ASE. Quanto ao corpo docente, 85,7% dos professores integram os quadros. Se no ranking dos exames esta escola se situa na 695.ª posição, quanto à equidade — que analisa o sucesso escolar dos alunos com dificuldades económicas através do registo dos estudantes com Ação Social Escolar que terminaram o 3.º ciclo em três anos —, é negativa: os jovens apoiados nesta escola têm menos 12,92% de probabilidade de sucesso escolar do que os alunos do país com perfil socioeconómico semelhante.
Equidade. Escola com pior desempenho fica novamente na Amadora
O indicador que permite aferir o sucesso escolar dos alunos com dificuldades económicas através do registo dos estudantes com Ação Social Escolar que terminaram o 3.º ciclo em três anos revela que em 2025, houve 458 escolas com desempenho acima da média (54,7% das 837 que apresentaram os dados). Trata-se de uma ligeira diminuição ao valor registado em 2024, de 55% das escolas.
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