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Tuesday, October 20, 2026

Eleições 2026: campanhas já declararam quase R$ 290 milhões em gastos com a Meta, mais que o dobro de 2022

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As informações foram obtidas por meio da prestação de contas presente nos dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no DivulgaCand, plataforma do TSE com gastos dinâmicos da eleição.

Os dados de 2026 são parciais, já que o prazo para prestação final de contas dos candidatos que participaram do 1º turno se encerra em 3 de novembro. Os que seguiram para o 2º turno têm até o dia 14 de novembro para declarar todos os gastos na eleição (Veja, ao final da matéria, como o levantamento foi feito).

Não é a primeira vez que a Meta lidera o ranking de maior fornecedora dos candidatos das eleições. A empresa é a que mais arrecada nas eleições desde 2022. O total de recursos recebidos em 2026, no entanto, é recorde.

Na comparação com a última eleição nacional, em 2022, o valor mais do que dobrou. Naquela disputa, os candidatos declararam R$ 129 milhões em gastos diretos com a Meta, dona do Facebook, WhatsApp e Instagram. Em relação a 2018, quando foram declarados R$ 22,7 milhões, o montante parcial de 2026 já é 1.171% maior.

Em 2018, a Meta recebeu 0,7% de todos os recursos gastos pelos candidatos nas campanhas eleitorais. Desde então, essa participação vem crescendo:

  • Em 2020, subiu para 1%;
  • Em 2022, chegou a 1,9%;
  • Em 2024, alcançou 3%;
  • Em 2026, já representa 6% de todos os gastos declarados até o momento.

Os recursos destinados pelas candidaturas à Meta dizem respeito aos diferentes serviços prestados pelas plataformas, como, por exemplo, a verificação de contas, anúncios e impulsionamento de postagens.

O impulsionamento de conteúdo ganhou peso nos orçamentos. Ele passou de 2,5% do gasto total das campanhas em 2018 para 8,9% nos dados parciais de 2026.

➡️ As regras proíbem o pagamento a influenciadores para promover candidaturas, incluindo as chamadas "publis". Mesmo manifestações espontâneas de apoio a candidatos não podem ser impulsionadas ou monetizadas.

Quanto as campanhas eleitorais pagaram à Meta — Foto: g1

Gastos com a Meta nas campanhas eleitorais — Foto: g1

Quem mais declarou gastos com a Meta

Entre os partidos, o PL é o que mais gas diretamente com a empresa desde 2022. Em 2026, já declarou R$ 63,7 milhões com a empresa, quase quatro vezes o que gastou na eleição nacional anterior.

Em seguida vem o PT, com R$ 37,9 milhões; PSD, com R$ 30,3 milhões; e União Brasil, com R$ 23,3 milhões. Em 2018, o topo era do PSD, com R$ 3,4 milhões.

Os partidos que mais gastaram com a Meta em 2026 — Foto: g1

Já entre as candidaturas individuais, Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a presidência da República no 2º turno, é quem mais contratou diretamente com a Meta em 2026, com R$ 7,45 milhões. O valor é quase o triplo de seu adversário na eleição, Lula (PT), que declarou até o momento gastos de R$ 2,59 milhões com a empresa.

No comparativo das candidaturas durante os anos, em 2018 nenhum candidato passou de R$ 1 milhão gastos com a empresa. Em 2022, foram 4. Em 2026, com o levantamento ainda parcial, já são 24, no total de R$ 41 milhões gastos com estas candidaturas.

Como o levantamento foi feito

  • Os dados foram obtidos a partir de arquivos de despesas contratadas da prestação de contas de candidatos, no Portal de Dados Abertos do TSE, gerados em 18 de outubro de 2026. O levantamento também cruzou dados do DivulgaCand, plataforma do TSE, consultados na mesma data.
  • Para o cálculo das despesas, foram considerados apenas os pagamentos cujo fornecedor direto é o CNPJ 13.347.016/0001-17 (Facebook Serviços Online do Brasil Ltda).
  • Os valores estão em reais da época de cada eleição, sem correção pela inflação.
  • O valor considerado é um piso. Ficam de fora os gastos de diretórios partidários, anúncios pagos por apoiadores e pagamentos feitos por meio de agências de conteúdo ou publicidade, que aparecem no CNPJ destes terceiros.
  • Os gastos de 2026 são parciais. O número deve subir com a entrega das contas finais, cujo prazo ainda está em aberto.

Isonomia nas redes

Nesta segunda-feira (19), o ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu 24 horas para que a Meta comprove que cumpriu a decisão da Corte que determinou a adoção de medidas para garantir isonomia na distribuição de conteúdos políticos e na veiculação de anúncios eleitorais durante o segundo turno das eleições.

Tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputam a Presidência no segundo turno, acionaram a Justiça Eleitoral contra a Meta sob argumento de que seus conteúdos de campanha têm sido prejudicados nas plataformas da empresa.

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