Daniel de Oliveira conta detalhes de personagem com dupla identidade em 'Lá na minha terra'

Daniel de Oliveira, de 49 anos, voltará às novelas em Lá na minha terra, que estreia na faixa das 18h na segunda-feira (9), três meses depois do fim de Coração Acelerado, em que interpretou Alaorzinho. O ator, que costumava dar intervalos maiores entre seus trabalhos na televisão, está empolgado com a chance de participar de uma obra do autor Mário Teixeira.
Na trama, ele terá um papel central. Daniel interpreta Severino Madeira, o marido desaparecido de Rosenda (Dira Paes), que criou sozinha Maria Lina (Arianne Botelho), Damaso (Miguel Rômulo), Brícia (Jéssica Marques), Dodô (Vicenthe Delgado) e Águeda (Carol Pinheiro). Depois de partir de Lavra Seca, onde levava uma vida ligada ao trabalho no campo, para São Paulo, ele está há 15 anos sem voltar para casa.
Com a mudança para a capital paulista, adotou uma nova identidade e passou a atender pelo nome de Cesário Ávila e casou com Ismália (Camila Morgado). "Meu personagem, já no início da história, se mostra como um cara ambicioso. Ele se perde nessa ambição. Nesse sentido, ele é um vilão, mas quero ver como será a redenção desse personagem”, afirmou.
Daniel avalia que a decisão do personagem de abandonar a família foi motiva pela ganância. "Estava tudo certo com a família, apesar das dificuldades. Ele tinha filhos e uma mulher de quem gostava. Eles eram firmes, coesos. Só que ele picou a mula, foi para São Paulo. Há uma ganância aí", explica o ator.
No decorrer da trama, Rosenda decide deixar o sertão e ir atrás do marido em São Paulo, quando o encontra com outra esposa, Ismália, e filha, Alice (Giulia Benite). "A trajetória coloca em discussão as consequências das escolhas individuais e a possibilidade de reparar os erros cometidos. Ao mesmo tempo, o passado permanece como uma ameaça à vida que ele construiu longe do sertão", diz.
Retomada às novelas
Embora não tenha abandonado o trabalho na televisão, Daniel passou 12 anos longe das novelas convencionais -- optando por minisséries e novelas das 23h, com menor números de capítulos. Ao vê-lo, praticamente, emendar duas tramas, há a curiosidade para saber o que despertou novamente seu interesse pelo formato.
"Novelas têm um arco longo, uma dinânica que acabe te deixando mais tempo em estúdio. Aprendi a encaixar meus horários melhor. Estou feliz com as minhas recentes oportunidades na televisão", diz.
Parceiras de trabalho
Em Lá na minha terra, ele contracena com as atrizes Dira Paes e Camila Morgado, com quem já havia trabalho anteriormente. "São duas grandes atrizes. Coincidentemente, nós três estivemos juntos na novela O Rebu, trabalho realizado há mais de dez anos", conta, citando a trama de 2014, exibida na faixa das 23h.
"Com a Dira, ainda tive parcerias no cinema, com os filmes A Festa da Menina Morta (2008) e Órfãos do Eldorado (2015). É sempre bom trabalhar com ela. Dira e Camila são mulheres incríveis, parceiras de cena com quem aprendo demais", afirma o ator, enaltecendo o novo projeto profissional.
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