Coritiba avalia novo fornecedor de material esportivo a partir de 2027


Coritiba empata com o Botafogo e chega a cinco jogos sem vitória
A escolha vai além das condições comerciais: o clube considera qualidade, variedade de produtos, capacidade de abastecimento e potencial para fortalecer a marca Coritiba.
A mudança é a intenção inicial da diretoria, mas a decisão envolve diferentes áreas, como marketing, compras, lojas e departamento de futebol. O objetivo é encontrar uma parceira que atenda às necessidades do clube e da torcida e que também se beneficie do crescimento comercial do Coxa.
Independentemente da fornecedora, o clube pretende manter a criação dos uniformes e produtos sob responsabilidade de sua equipe interna de design. O modelo permite desenvolver peças exclusivas, alinhadas à história do Coritiba, sem recorrer a layouts padronizados ou replicados de outras equipes.
A Diadora recebe elogios da torcida pela estética das camisas, mas a avaliação da parceria considera também o desempenho operacional. A marca voltou a vestir o Coxa em 2024, depois de um período em que o clube utilizou a linha própria 1909.
Nova "Jogadeira": Coritiba lança camisa visitante inspirada na noite curitibana — Foto: Júlio Bernardo/Coritiba
Qualidade e variedade pesam na escolha
O clube avalia o volume e a variedade de materiais oferecidos por cada empresa. A exigência inclui meiões, calções, uniformes de treino, roupas de viagem e aquecimento, além de vestuário para os funcionários que trabalham nos dias de jogos.
A qualidade é uma prioridade para o departamento de futebol. Segundas peles, calças de viagem e roupas de treino precisam atender às exigências dos atletas, enquanto a resistência dos tecidos a lavagens frequentes e ao uso contínuo também pesa na análise. A durabilidade influencia a rotina dos roupeiros e das equipes de apoio.
Outro ponto é a disponibilidade dos produtos nas lojas. Nos últimos anos, torcedores relataram falta de itens, sobretudo nos tamanhos M e G, de maior procura. O desabastecimento nem sempre é causado pelo clube: falhas de fabricação e atrasos nas entregas das fornecedoras também podem comprometer o estoque.
Por isso, a capacidade de produção, a logística e o cumprimento dos prazos estão entre os critérios avaliados pela diretoria, que busca evitar novas dificuldades para atender à demanda dos torcedores.
Camisa do Coritiba no Maracanã para o jogo contra o Fluminense — Foto: JP Pacheco/Coritiba
Quem usa as marcas avaliadas?
A italiana Macron tem presença consolidada no futebol europeu e fornece material esportivo para clubes como Crystal Palace e Wrexham, do Reino Unido; Bologna e Udinese, da Itália; e Deportivo Alavés e Osasuna, da Espanha.
A empresa mantém um portfólio internacional de parcerias no esporte, vestindo mais de 20 seleções, entre elas Eslováquia, Geórgia e Albânia, e tem o interesse de entrar no mercado brasileiro a partir de um clube que aparece na elite nacional.
A espanhola Kelme também atua em diferentes mercados do futebol. Entre os clubes que vestem a marca estão Espanyol, da Espanha, e Watford, da Inglaterra. No Brasil, a empresa aparece ligada a equipes como Anápolis, Brasil de Pelotas, América-RN e América-PE.
A empresa ainda veste as seleções da Bósnia e Herzegovina e Jordânia, que estiveram na última edição da Copa do Mundo.
A japonesa Mizuno ampliou sua presença no futebol brasileiro com o acordo firmado com o Botafogo em 2026, válido até o fim de 2029. No exterior, a marca também fornece uniformes para clubes como Lazio, da Itália, e Monaco, da França.
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