22h. Futebol Clube do Porto vence o Casa Pia por 4-1
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Ricardo Lopes. Ricardo, boa noite mais uma vez. Começamos esta edição a falar de futebol. O Futebol Clube do Porto foi até Rio Maior vencer o Casa Pia por quatro bolas a uma. O campeão nacional segue assim invicto nesta edição do campeonato.
Até começou a perder, mas conseguiu a reviravolta no marcador e acabou com uma vitória folgada. O Casa Pia fez um 1x0 de grande penalidade convertida por Henrique Araújo ao minuto 43. Nesta altura, o ataque menos eficaz do campeonato ganhava a melhor defesa da liga, mas por pouco tempo, ainda antes do intervalo, já em tempo de compensação, André Silva, num canto, igualou a partida para os Dragões. Um igual ao intervalo. Na segunda parte, o Futebol Clube do Porto conseguiu alargar a vantagem e à hora de jogo, por intermédio do defesa central Kwior, com outro gol de bola parada, Borja Sáenz fez o 3x1 aos 67 minutos e o reforço Santiago Gimenez consumou a vitória dos Dragões já para lá do minuto 90, fez o 4x1 através de pênalti. Na zona de entrevistas rápidas, Filipe Coelho, o técnico do Casa Pia, que ainda não conseguiu vencer neste campeonato, destaca algumas melhorias na equipa, mas diz que não quer vitórias morais.
Depois de ver estes jogos, eu acho que vamos fazer coisas muito bonitas. Agora, claro que vitórias morais valem o que valem. Olhamos para o processo, OK, gostamos do processo, os jogadores compraram a ideia. Estamos a trabalhar bastante para ter exibições como a que fizemos hoje. E sim, mais tarde ou mais cedo, vamos ter de fazer pontos e fazer mais pontos do que aquilo que fizemos até agora. É para isso que trabalhamos e é nisso que acreditamos.
Casa Pia, que segue como lanterna vermelha, é o último classificado do campeonato. Do outro lado, Francesco Farioli destaca a boa reação da equipa depois da derrota para a Liga dos Campeões, diz que o Casa Pia consegue sempre criar dificuldades e deixa no ar críticas a coisas estranhas que aconteceram. "Era importante reagir depois da derrota à meia da semana, por isso acho que a resposta foi positiva. A reação depois do gol foi boa, mantivemos a calma e o controle e é um resultado importante num campo e num jogo que são sempre difíceis, sobretudo quando também acontecem muitas coisas estranhas." Francesco Farioli, com críticas à arbitragem, diz que devia ter sido assinalado um pênalti logo no primeiro minuto sobre Bednarek e critica também o pênalti assinalado contra o Futebol Clube do Porto.
Também a marcar este sábado, mas na política, André Ventura acusa José Luís Carneiro de mentir e diz que o Partido Socialista está alinhado com o governo, Ricardo, para não descer o imposto sobre os combustíveis.
Depois de ontem André Ventura ter desafiado diretamente José Luís Carneiro a votar ao lado do Chega na proposta que apresentou para descer o IVA dos combustíveis de 23 para 13%, o secretário-geral socialista não se quis comprometer com o sentido de voto do PS, sublinhou que esta não é uma medida nova. Lembra inclusive que o Chega já chumbou por duas vezes iniciativas apresentadas pelo PS para reduzir o IVA nos combustíveis. Hoje, novamente com a mira sobre José Luís Carneiro, André Ventura diz que o PS está sem liderança e que se juntou ao governo para não descer o IVA dos combustíveis.
É tempo de prepararmos uma pergunta muito simples.
Não era este o som que queríamos escutar, era sim este de André Ventura.
O secretário-geral do Partido Socialista optou por mentir mais uma vez, provavelmente porque em acordo com o governo não querem descer o IVA dos combustíveis, mas acabou por fazê-lo. Tivemos hoje a oportunidade de confirmar aquilo que era para nós evidente, mas que merecia que o país pudesse escrutinar, para se ver o descaramento com que mente o líder do Partido Socialista e a hipocrisia com que o faz. É, por isso, um rolo de mentiras que nos deve levantar a preocupação sobre quem é o líder do Partido Socialista, sobre a capacidade que tem de mentir, a facilidade com que o faz e a capacidade de gerar ou de produzir com simpatia uma mentira tão descarada.
André Ventura, esta tarde na sede do Chega, novamente a deixar fortes críticas a José Luís Carneiro.
José Luís Carneiro, que também este sábado aproveita para defender que é preciso abrir caminho à regionalização e quer, Ricardo, que os portugueses se pronunciem sobre o assunto.
Caminho que deve ser feito primeiro através de um referendo, é o que defende o secretário-geral do PS. José Luís Carneiro relembra os avanços dados pelo governo socialista para a descentralização, nomeadamente a participação dos autarcas na eleição de presidente e de um vice-presidente para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional. Acusa também o atual executivo de dar passo atrás nesta matéria e defende, por isso, que a decisão deve ser tomada pela população.
É tempo de prepararmos uma pergunta muito simples à população. Não é necessário criar mais lugares, porque eles já foram criados, já estão criados, nomeadamente por este governo. Do que se trata é de perguntar à população algo de muito simples. Nós queremos que aqueles que hoje estão nos poderes regionais continuem a ter uma eleição indireta e a serem, noutra parte, nomeados pelo governo, ou queremos tão simplesmente participar com o nosso voto na escolha daqueles que nos representam nos poderes regionais?
José Luís Carneiro diz que é preciso começar a preparar o caminho para que a regionalização possa acontecer num futuro próximo. O líder socialista discursou no encerramento da Convenção Autárquica Nacional, que aconteceu hoje em Leiria.
Seguimos agora com o Presidente da República. Os portugueses veem com bons olhos o trabalho de António José Seguro. Uma sondagem da Pictogórica, Ricardo, revela uma taxa de aprovação de quase 70% nestes primeiros seis meses de mandato.
O chefe de Estado reúne um amplo consenso no país, com 69% dos inquiridos a considerar que António José Seguro tem desempenhado bem as funções de Presidente da República. Apenas 20% dos inquiridos manifesta desagrado pela forma como o presidente tem exercido o cargo. A avaliação é positiva de forma transversal na sociedade, mas ganha maior destaque no eleitorado feminino, onde entre as mulheres o índice de aprovação é superior a 70%. Olhando para o mapa do país, o Norte destaca-se como o principal bastião de apoio ao chefe de Estado, com 74% de aprovação. Valores mais contidos surgem apenas no Oeste e Vale do Tejo, bem como na zona Sul e nas ilhas, mas ainda assim, nestes territórios, seis em cada 10 inquiridos apoiam a atuação de Seguro. No plano partidário, o presidente recolhe uma simpatia expressiva de quase todas as forças políticas, com o PS a liderar esse entusiasmo. O único partido onde o saldo é menos favorável é o Chega, onde as opiniões estão divididas. Quarenta e três por cento dos inquiridos simpatizam com a atuação do chefe de Estado, enquanto 42% analisam com desagrado o desempenho
Ricardo, o alerta foi dado pelo CEO da Anthropic, e agora Elon Musk e também Sam Altman concordam: é mesmo preciso pôr um travão no ritmo do desenvolvimento da inteligência artificial.
"Temos de abrandar o ritmo", são estas as palavras do CEO da Anthropic. É uma declaração que surge depois de, esta semana, um investigador e engenheiro se demitir da empresa e ter alertado que a inteligência artificial pode matar-nos a todos até ao fim da década. Agora, Amodei sublinha que não se trata apenas de investir na prevenção de riscos, mas também há a necessidade de regular o ritmo de avanço das capacidades para que a prevenção de riscos tenha tempo de acompanhar essa evolução. Para tal, propõe um plano de três etapas. João Paulo Dinho, jornalista do Observador, explica em que consiste parte desse plano.
Cada empresa pioneira do setor, neste caso a Anthropic, a OpenAI, a empresa xAI do Elon Musk, entre outras, devem comprometer-se a conceder um acesso a avaliadores externos, ou seja, trazer pessoas de fora das empresas para trabalharem dentro da empresa.
Esse é o primeiro ponto.
Exatamente. No fundo, como se fosse nos bancos, em que se traz pessoas dos reguladores e dos supervisores para monitorizarem este desenvolvimento. Depois, muito sinteticamente, o segundo passo diz respeito a uma coordenação do setor, em que pede que todas as empresas definam normas de segurança comuns.
A última e terceira etapa deste plano traçado pelo CEO da Anthropic visa uma coordenação a nível global, não só das empresas, mas também dos governos dos países democráticos, com os Estados Unidos a comandar esse esforço. Na análise, à Rádio Observador, Arlindo Oliveira, investigador e antigo presidente do Instituto Superior Técnico, diz que vai ser muito difícil pôr os países de acordo quanto à regulamentação da inteligência artificial e diz que estamos já a correr atrás do problema.
Só há regulamentação na China, nos Estados Unidos, na Europa, no Japão, na Rússia a seguir, no Médio Oriente, etc., para desenvolver modelos, impor restrições aos modelos, ao que eles podem fazer. Se toda a gente se pusesse de acordo, não estou a ver onde esses blocos todos se põem de acordo relativamente a uma regulamentação mundial. Eu acho que a regulamentação está a acontecer. O regulamento de inteligência artificial na Europa é um deles. Existe alguma regulamentação em alguns estados americanos, como a Califórnia, que coloca de facto algumas restrições ao que as empresas podem ou não fazer, mas está a correr um bocadinho atrás do problema, porque a regulação geralmente regulamenta o que se sabe que existe e não o que vai existir daqui a três meses.
Análise de Arlindo Oliveira, antigo presidente do Instituto Superior Técnico, entrevistado pela jornalista Maria Miguel Marques sobre a necessidade de travar o desenvolvimento da inteligência artificial. Este tema é aprofundado também a esta hora na manchete do Observador, onde está também disponível na íntegra a tradução do artigo do CEO da Anthropic, com o qual Elon Musk e Sam Altman concordaram.
10 minutos para lá das 10 da noite. Vamos à informação de âmbito local que está a marcar este sábado, dia 12 de setembro, Ricardo.
E começamos pela margem sul do Tejo, em Almada. Amanhã, entre as 05h e as 11h, a União de Freguesias da Caparica e Trafaria vai sofrer interrupções temporárias no fornecimento de eletricidade, na sequência de algumas intervenções que estão programadas na rede elétrica. A E-Redes adverte que durante todo este período as instalações elétricas devem ser consideradas como estando sob tensão. Em Lisboa, a Federação dos Bombeiros exige a atualização dos mecanismos de financiamento das associações humanitárias, tendo em conta a evolução efetiva dos custos operacionais. Em comunicado, a federação exige a criação de mecanismos específicos de compensação para a subida extraordinária dos combustíveis e diz ser insustentável e inaceitável que não exista uma resposta proporcional do Estado. Em Aveiro, a Infraestruturas de Portugal tem empreitadas em execução ou planeadas para reabilitar vias afetadas pelo mau tempo no início do ano. O site Notícias de Aveiro avança que há uma empreitada adjudicada pelo valor de quase € 9 milhões que vai ajudar a qualificar troços da rede rodoviária da zona sul do distrito. Esta obra procura responder a 14 ocorrências distribuídas pelos concelhos de Mealhada, Anadia, Vagos, Aveiro, Murtosa e Estarreja. O município da Marinha Grande está a pedir aos moradores e visitantes que deixem de alimentar os animais existentes nos parques urbanos da cidade. A medida segue recomendações do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas relativamente aos impactos provocados pela alimentação artificial de patos e outras aves selvagens em parques, jardins, lagos e linhas d'água. Em Matosinhos, a Câmara Municipal deu início aos trabalhos de construção da nova rede de Metrobus na Avenida Mário Brito, na vila de Perafita. Vão ser necessárias alterações ao tráfego rodoviário devido a estes trabalhos no trajeto entre o aeroporto e Perafita ou Santa Cruz do Bispo. Os automobilistas devem utilizar um percurso alternativo que se encontra devidamente sinalizado nas vias adjacentes. Vamos terminar em Santarém. A Comissão de Utentes de Saúde do Médio Tejo alerta para a existência de postos de telecomunicações degradados e em risco de queda para a via pública ou sobre linhas elétricas. É uma notícia avançada pelo jornal O Mirante. A Câmara de Torres Novas reconhece que há situações preocupantes, agravadas também pela tempestade Kristen, e vai levar o problema à Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.
Ricardo Lopes de regresso com as notícias em formato síntese às 22h30 nesta noite de sábado por aqui na Rádio Observador. Um abraço, Ricardo. Até já.
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