Por que Brasil abre a Assembleia Geral da ONU? 3 teorias podem explicar

Teoria 3: 'prêmio de consolação' por ficar fora do Conselho de Segurança
Uma terceira teoria trata a abertura brasileira como uma compensação política por o país não integrar o Conselho de Segurança da ONU como membro permanente. O professor Matias Spektor, coordenador do curso de Relações Internacionais da FGV (Fundação Getulio Vargas), descreve a tradição como um tipo de "prêmio de consolação".
Spektor afirma que houve debate, na criação da ONU, sobre a possibilidade de o Brasil ter assento permanente, mas a proposta foi vetada. "Isso foi uma troca feita na época da criação da ONU, quando foi criado o Conselho de Segurança, com seus cinco membros permanentes. Houve uma discussão sobre se o Brasil seria um membro. Mas Churchill e Stalin vetaram a proposta. Como forma de reconhecer a ascendência do Brasil na América Latina, na época, optou-se então por criar essa regra", afirma.
Quando o Brasil não abriu
O Brasil não foi o primeiro a discursar em duas ocasiões, nas sessões de 1983 e 1984, quando o então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, falou antes. Fora essas exceções, o país manteve a posição de abertura, seguida tradicionalmente pelos EUA.
O lugar de primeiro discurso também já teve peso simbólico em momentos marcantes, como em 2011, quando Dilma Rousseff abriu a sessão e se tornou a primeira mulher a fazer o discurso de abertura. Na ocasião, a então presidente condenou a espionagem americana revelada por Edward Snowden.
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