Toledo: 'Será a eleição mais disputada para presidente desde 1989'

Será a eleição mais disputada para o presidente da República desde que tivemos a volta à democracia em 1989 para a eleição presidencial. As margens estão extremamente apertadas. Qualquer resultado é possível. Tanto terminar no primeiro turno, o que eu acho mais difícil, mas não é impossível, e com qualquer um dos dois na frente. Porque enquanto um [Lula] está numa liderança, no mesmo patamar, já há muitas rodadas, o outro vem crescendo, no caso do Flávio.
José Roberto de Toledo
Toledo disse que, ao olhar o voto válido, a oscilação de um candidato não significa necessariamente perda direta do outro. Ainda assim, ele apontou que movimentos de reta final costumam favorecer a direita, o que ajuda a explicar a aproximação entre os dois principais nomes.
Na avaliação do jornalista, a migração de eleitores de candidaturas menores pode ser decisiva. Ele citou o caso do eleitorado de Ronaldo Caiado (PSD) e de Augusto Cury (Avante), que, segundo ele, pode tanto engrossar o voto em Flávio Bolsonaro quanto reduzir o total de votos válidos por erros na urna.
Vai ser muito crucial o que vai acontecer com o eleitor do Caiado. Se ele migra para o Flávio, obviamente o Flávio cresce, encosta ainda mais no Lula e pode até ultrapassar. Se ele vota errado, por desconhecimento do número, aí diminui o total de votos válidos. Quem tiver mais intenção de voto, que nesse momento é o Lula, se beneficia.
José Roberto de Toledo
Outro ponto de imprevisibilidade, segundo Toledo, é a abstenção. Ele afirmou que diferenças de comparecimento entre regiões centrais e periféricas podem alterar o peso do eleitorado de cada candidato, já que, na leitura dele, o eleitor de Lula tende a ser mais pobre e morar mais longe.
Vai depender agora de fatores que a pesquisa não pega. Vai depender muito da taxa de comparecimento, se essa taxa de comparecimento vai ser regionalmente igual ou vai ter diferencial. Não apenas estou falando de grandes regiões, mas também falando de setores, regiões mais periféricas, regiões mais centrais.
José Roberto de Toledo
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