O colapso total chegou na decisão: Seleção soma nova derrota

O resultado foi o mesmo mas os sinais foram diferentes e o número de pontos conseguidos também subiu. Depois de uma entrada com muita ansiedade à mistura com a Polónia, num duelo que seria sempre de David e Golias a abrir o grupo B do Campeonato da Europa, Portugal não conseguiu também contrariar os maiores argumentos da anfitriã Bulgária e somou a segunda derrota na fase inicial. No entanto, e a partir de agora, começava uma “outra” prova. E o jogo frente a Israel seria determinante para as contas nacionais, que ia em busca de duas vitórias nas próximas três partidas para continuar na luta pela passagem aos oitavos.
“Já conseguimos ir crescendo com o jogo. O importante é que conseguimos manter intensidade durante mais tempo e precisamos dar esta intensidade, deste ritmo. Agora temos de conseguir manter durante um set completo, não meio set, quebrar um bocadinho e depois continuar o resto do set. Com equipas destas, acabamos por ter mais dificuldades no final de set“, destacou o selecionador João José após o desaire em Sófia com os búlgaros por 3-0. “Fruto dessa intensidade conseguimos manter-nos no encontro, com a capacidade de nos mantermos taticamente organizados, quer na parte em relação ao bloco de defesa, conseguimos fechar mais jogo no contra-ataque. A receção conseguiu também segurar muito daquilo que foi a dificuldade que eles foram criando no nosso jogo”, acrescentou o técnico, projetando já a primeira “final”.
“O nosso objetivo é passar à próxima fase e o jogo de Israel é um jogo que está naquilo que é o nosso nível, ou seja, que nós podemos conseguir conquistar. Israel é aquela equipa que tem nestes últimos anos vindo a crescer. É uma equipa intensa, consegue ser física também durante muito tempo. Penso que nós crescemos com estes dois jogos nessa intensidade ao longo de toda a partida e queremos levar isso para o encontro com Israel, para conseguirmos ir ao encontro do nosso objetivo”, apontou também João José, antes de um dia apenas com treino antes do primeiro de três duelos que fechavam o grupo B da primeira fase.
The #EuroVolleyM Pool Phase continues today! Here is your schedule for today’s fixtures:
???????? Estonia v ???????? Denmark: 14:00 CEST | 15:00 TRT | 09:00 BRT | 08:00 ET | 21:00 JST
???????? Portugal v ???????? Israel: 15:00 CEST | 16:00 TRT | 10:00 BRT | 09:00 ET | 22:00 JST
???????? Switzerland v ????????… pic.twitter.com/z8XlY1me23— European Volleyball (@CEVolleyball) September 13, 2026
Até pela forma como a Ucrânia venceu a favorita Bulgária, com as dificuldades criadas no serviço a serem a chave para um triunfo por 3-1 que baralhou as contas pelos três primeiros lugares do grupo B, Portugal via-se quase “obrigado” a vencer Israel para chegar à última ronda com a Macedónia do Norte em condições de ficar numa quarta posição com acesso à fase seguinte. E levava um aviso: depois de um saldo muito positivo em termos históricos, Israel conseguira surpreender a Seleção na Golden League de 2025 (3-2 em Loulé), numa fase em que o conjunto nacional atravessa uma natural renovação com uma nova geração a aparecer enquadrada por jogadores com maior experiência como Alexandre Ferreira, Lourenço Martins ou Cveticanin.
Foi com essa base que outros nomes, como o distribuidor Bruno Dias ou André Pereira, foram aparecendo para um grande início de jogo, com uma vantagem madrugadora de dois pontos que ainda teve resposta de Israel mas que chegou aos cinco pontos pouco depois, na sequência de um ataque ao segundo toque e um grande bloco de Bruno Dias (12-7). Os suplentes nacionais, de braços por cima uns dos outros, faziam a festa de fora e mostravam os sinais de saúde que vinham da formação de João José, com grande confiança no seu jogo e a encontrar soluções para travar os pontos fortes israelitas. Tudo funcionava de forma quase perfeita, do serviço ao bloco em zona central, passando pelos ataques de Alexandre Ferreira, até ao 25-19, com vários ataques pela zona central, que não tinha sido tão utilizada nos jogos iniciais, a fazerem diferença.
Portugal takes the lead against Israel!
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Portugal cumpria aquela que era a primeira missão, entrando sem acusar a pressão da partida e fechando o primeiro set de forma tranquila. Agora seguia-se outra meta: aproveitar esse ascendente para não existir margem de “recuperação” por parte da formação israelita, que como todas as outras equipas presentes neste Europeu tinha vantagem na dimensão física e altura. O segundo set já foi mais equilibrado, com Israel a ter uma melhoria na variação ofensiva de ações e a chegar a uma vantagem de dois pontos (10-8) antes de voltar ao serviço de Kelton Tavares, a empatar de novo as contas (11-11). O parcial podia cair para os dois lados, com Portugal a ter uma quebra que permitiu aos israelitas dispararem para um 18-15 que levou João José a pedir um desconto de tempo. “Com calma, mais calma. Organiza, organiza”, pedia o selecionador numa fase em que o conjunto nacional perdera discernimento no ataque. Não chegou e Israel venceu mesmo por 25-20.
Shay Mayo Liberman começava a aparecer mais na partida, no ataque e no serviço, contra uma formação nacional que cometia mais erros mas redescobriu o bloco em três momentos que permitiram uma primeira vantagem de dois pontos no terceiro set (7-5). Foi essa fase do parcial que permitiu que Portugal tivesse uma almofada de avanço para gerir, que andou sempre entre os dois/três pontos até ao momento decisivo do set. A Seleção foi tentando colocar mais pressão quando estava na rotação dos melhores servidores, condicionava os ataques israelitas mas teve sobretudo a capacidade de manter uma grande frieza no sideout, chegando ao 21-17 com uma receção fabulosa de Lourenço Martins que catapultou o triunfo por 25-20.
First point for Portugal ????
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Um pouco à semelhança do que tinha acontecido no segundo set, Portugal não conseguiu ter uma entrada tão agressiva e permitiu que Israel entrasse com uma pequena vantagem que permitiu entrar na fase decisiva do parcial a vencer por 16-14, já depois de ter um avanço de três pontos. Mark Rura tentava ajudar Liberman nas ações ofensivas, o bloco português foi tentando perceber as novas formas de atacar dos israelitas e o quarto set chegou mesmo a um novo empate a 18 que deixava tudo em aberto até voltar a aparecer Liberman no ataque e nos serviços diretos, com Israel a vencer por 25-22 e a levar a decisão para a “negra”, que teve o pior início possível no quinto set com o parcial de 3-0 que levou ao colapso total e à derrota por 15-7.
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