Pesquisa Indexa/Broadcast: Lula e Flávio Bolsonaro empatam no 2º turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados em um possível segundo turno na eleição presidencial de 2026. Segundo a pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta terça-feira, 15, o mandatário registra 43% das intenções de voto em um confronto direto com o parlamentar, que acumula 42%.
Em um mês, Lula recuou três pontos, de 46% para 43%, enquanto Flávio oscilou um ponto para cima, de 41% para 42%. A distância entre os dois passou de cinco pontos percentuais para um ponto no período, configurando empate técnico. Trata-se da menor distância entre os dois na série apresentada pelo instituto, iniciada em maio.
Lula também lidera numericamente embates com outros quatro candidatos, com empates técnicos contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e com Augusto Cury (Avante). A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.
Contra Caiado, o presidente registra 43% das intenções de voto, ante 39% do adversário. Em agosto, a distância era maior, com 44% a 38%, para Lula.
Na simulação contra Cury, Lula registra 41%, enquanto o adversário tem 39%. Contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o petista aparece com 45%, ante 34%, mesmo resultado da rodada anterior.
No confronto com Renan Santos (Missão), Lula tem seu melhor desempenho, com 10 pontos de diferença do adversário. No placar, 45% contra 35%.
Estratificação: Lula x Flávio Bolsonaro
Na disputa mais provável, entre Lula e Flávio, os resultados por gênero mostram posições invertidas: entre as mulheres, o presidente tem 46%, ante 39% do senador; entre os homens, Flávio registra 46%, e Lula, 39%.
No recorte regional, Lula alcança 57% no Nordeste, contra 30% de Flávio. No Sul, o senador tem 56%, ante 31% do presidente. No Centro-Oeste, os índices são de 51% para Flávio e 31% para Lula. No Sudeste, o candidato do PL aparece com 44%, e o petista, com 40%. No Norte, Lula registra 44%, ante 41% do adversário.
Entre os que se autodeclaram católicos, Lula tem 47% e Flávio, 39%. Entre os evangélicos, o senador marca 55%, ante 30% do presidente.
No grupo com renda domiciliar de até dois salários mínimos, o petista registra 47%, contra 37% de Flávio. Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, o senador tem 47%, e Lula, 39%.
1º turno
Já em um primeiro turno estimulado com todos os candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula tem 38% das intenções de voto, ante 34% de Flávio. Os dois estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro.
Na comparação com agosto, Lula oscilou negativamente 1 ponto, de 39% para 38%, enquanto Flávio manteve os 34%. Com isso, a distância entre os dois passou de cinco para quatro pontos percentuais, a menor do ano.
Augusto Cury avançou de 1% para 6% e aparece em terceiro lugar. Caiado registra 4%, seguido por Renan Santos, com 3%, e Zema, com 1%.
Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Wilson Grassi (Democrata), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram.
Rejeição e avaliação do governo
Lula e Flávio têm, cada um, 49% de rejeição, parcela de eleitores que dizem que jamais votariam em suas candidaturas.
Entre os entrevistados, 36% afirmam com certeza que votariam em Lula, ante 38% na rodada anterior. Outros 14% dizem que poderiam votar no presidente, contra 10% em agosto, demonstrando uma queda na certeza dos eleitores do presidente.
No caso de Flávio, o índice daqueles que com certeza votariam nele oscilou de 34% para 33%, enquanto o grupo que considera votar nele passou de 13% para 14%. Outros 3% afirmam que não o conhecem o suficiente.
Somadas as parcelas dos que com certeza votariam e dos que poderiam votar, o potencial eleitoral de Lula é de 50%, enquanto o de Flávio chega a 47%.
Zema tem 39% de rejeição. Renan Santos, 38%. Caiado registra 33% de rejeição e Cury, 28%.
A pesquisa também questionou sobre o medo do resultado das urnas. A reeleição de Lula foi citada por 38%, ante 39% em agosto, enquanto o retorno do clã Bolsonaro ao poder foi mencionado por 36%, contra 39% anteriormente.
Os eleitores que avaliam a gestão de Lula de forma negativa somam 45%. Aqueles que possuem uma visão positiva do governo são 34% do total, e 19% julgam a administração regular.
A pesquisa Indexa/Broadcast ouviu 2.000 eleitores por meio de entrevistas individuais por telefone, entre 10 e 13 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03482/2026.
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