STF faz sessão histórica com Moraes e a própria corte no banco dos réus

Segundo o relatório publicizado por Mendonça, Vorcaro chegou a sondar o ministro sobre deixar o país às vésperas da operação da Polícia Federal que o prendeu tentando embarcar num jatinho para Dubai.
A questão é que, para investigar um integrante do STF, é preciso autorização do plenário. Mendonça levantou os dados dessas supostas conversas entre Vorcaro e Moraes sem esse aval. Sim, supostas. Moraes, na única manifestação pública até aqui, disse não ter recebido as mensagens que lhe foram imputadas.
Mas, voltando à forma de investigação, por ter avançado contra o colega sem aval dos demais, e ainda apresentado à corte e ao público o teor de seus achados a um só tempo, obviamente, o Supremo cindiu. E assim segue. Iniciou-se um tiroteio, com decisões, menções e trocas de informações sobre outros integrantes da corte que também tinham ou, em algum momento, travaram conversas fechadas com Vorcaro — entre eles, o próprio Mendonça.
A celeuma é tal que o julgamento, que é um marco na história do Supremo, começará, inclusive, sem objeto claro. Sim. Sem objeto claro.
Não há, até aqui, certeza sobre o que de fato será julgado. Neste momento, formalmente, existe apenas um pleito feito aos integrantes da corte, pela PGR (Procuradoria-Geral da República): o de anulação dos atos de Mendonça.
O que de fato será analisado pelos ministros só será anunciado pelo presidente da corte, o ministro Edson Fachin, na abertura da sessão. A questão é complexa.
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