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Wednesday, October 7, 2026

As notícias das 6h

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Seis horas. As notícias com Carlos Pedro. Jornal das seis na Rádio Observador. A começar pela polêmica. Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus, o capitão da seleção nacional quebra o silêncio, confessa que quer voltar a competir por Portugal e pede desculpas por ter abandonado a equipe no estágio de Copenhague. Ronaldo reagiu ontem através de comunicado, uma semana depois de estalar a polêmica. Em seis páginas, o jogador acusa Jorge Jesus de faltar às promessas feitas e de ter tido uma atitude de "quero, posso e mando". Cristiano faz uma cronologia com os acontecimentos dos últimos meses e assume que já tinha tudo preparado para dizer adeus à seleção depois do mundial. Não o fez, garante agora que quer voltar, mas depois de cumprir o castigo que a federação considere apropriado. João Lourenço.

Pela primeira vez e na primeira pessoa, Ronaldo afirma que tinha a intenção de abandonar a equipe das Quinas no final do Campeonato do Mundo. Revela que Pedro Proença sugeriu ponderação no passo seguinte e anunciou-lhe que Jorge Jesus seria o homem que iria suceder a Roberto Martinez. Ronaldo encontrou-se com Jesus por duas vezes antes do início dos trabalhos de Portugal com vista aos quatro jogos da Liga das Nações. Ficou definido o plano de jogos de CR7 para esses quatro desafios. Seria titular em dois, iria para a bancada nos restantes. O plano não foi cumprido e Ronaldo acusa Jesus de falhar a promessa ao não entrar no desafio frente à Noruega. Para acalmar os ânimos, houve nova reunião entre Ronaldo e Jesus, já com a presença do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença. Ronaldo pediu a JJ que dissesse, em conferência de imprensa, que o capitão ama a seleção, que sempre foi exemplar, leal e profissional. Pediu ainda para que o selecionador admitisse o erro de colocar alguém da dimensão de Pelé ou Maradona a aquecer, para depois não o colocar em jogo. Ronaldo ouviu Jesus, não gostou e foi-se embora. Diz que o selecionador falhou nova promessa, teve uma postura incorreta e uma atitude de "quero, posso e mando". Na parte final do comunicado, Ronaldo afirma que errou quando decidiu abandonar o estágio da seleção e pede desculpas aos colegas e aos portugueses, mas reforça que a quebra de palavra tem um impacto definidor. Quanto ao abandono, refere que a consequência do ato deve ser avaliada e punida pela federação, sem qualquer tipo de atenuantes. Já quanto a jogos de despedida, Ronaldo diz que haverá tempo para isso, mas reforça que está na seleção para competir.

O jornalista João Lourenço com os principais destaques do aguardado esclarecimento de Cristiano Ronaldo. De acordo com o regulamento disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol, o capitão da equipe das Quinas arrisca uma suspensão entre um a seis meses e uma multa entre € 500 a € 1.000. Confrontado pelos jornalistas à porta de casa sobre este comunicado de Cristiano Ronaldo, o selecionador nacional Jorge Jesus disse que ainda não tinha tido a oportunidade de ler esse mesmo comunicado. Despedida teve mesmo Lionel Messi, que marcou nesta madrugada um gol no último jogo pela seleção argentina, num jogo particular no El Monumental, a casa do River Plate, onde Messi nunca perdeu um jogo. A Albiceleste bateu Benim por 3x0. Messi fez um gol de pênalti e assistiu para outros dois, da autoria de Nico Paz e também de Nicolás Otamendi, o ex-jogador do Benfica, que também fez o último jogo com a camisola da Argentina. Aos 39 anos, Messi despede-se da seleção depois de duas décadas de futebol internacional. Foram 208 internacionalizações e 126 gols, números que fazem de Messi o jogador com mais jogos e mais gols pela seleção argentina. Despede-se com um ouro olímpico, duas Copas América, uma finalíssima e um campeonato do mundo conquistado. Esteve também em duas finais de mundiais que acabou por perder. Seguimos neste jornal com o governo francês, que prepara hoje o regresso à normalidade no país, depois de um dia marcado por protestos estudantis violentos. Entre 250 a 450 mil pessoas participaram nas manifestações em todo o país. Só na capital, Paris, foram mais de 50 mil. Através de comunicado dirigido aos diretores escolares, o Ministério Francês da Educação deu instruções para a reabertura gradual das escolas a partir de hoje e a começar pelos alunos do último ano. Cada escola deverá, ainda assim, reservar algumas horas do dia para ouvir os estudantes, que vão poder apresentar propostas e discutir os problemas nas escolas. Ainda assim, pode não ficar por aqui a contestação, já que os alunos ameaçam intensificar os protestos caso não sejam ouvidos. As escolas foram bloqueadas, algumas danificadas em protesto contra a falta de professores, dificuldades em substituir docentes ausentes, turmas demasiado grandes e más condições de algumas salas de aula. São algumas das queixas destes milhares de estudantes. Pelo menos 6 mil pessoas foram detidas nos protestos. Há também mil feridos a registrar. Emmanuel Macron, presidente francês, esteve reunido com membros do governo no Palácio Eliseu. O jornal Le Parisien diz, entretanto, que Macron não está satisfeito com a atuação policial, que considera ter sido muito dura e pouco empática. Os protestos em França é o tema do contracorrente desta manhã. O PS confirma que vai viabilizar o orçamento do Estado para evitar um precipício político. Em conferência de imprensa, depois da reunião do secretariado do partido, o dirigente socialista André Moscaldas diz que os socialistas consideram que o país não deve entrar em duodécimos no início do próximo ano e que a viabilização do orçamento do Estado para 2027 pretende evitar uma situação de instabilidade política indesejável. Já o Chega vai pedir um debate de urgência no Parlamento para discutir o bloqueio à Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves. O líder do Chega, André Ventura, acusa o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, de levar a cabo uma proteção indecorosa do ministro da Administração Interna. O partido já tinha enviado uma carta dirigida a Aguiar-Branco, na qual contesta a forma como o processo tem sido conduzido. Agora, Ventura anuncia que o Chega vai mesmo pedir um debate de urgência no Parlamento. Diz também que Aguiar-Branco é vítima de sequestro de interesses partidários.

Nós vamos pedir pra primeira hora de quinta-feira desta semana, um debate de urgência no Parlamento, precisamente sobre a proteção absolutamente indecorosa Inaceitável que o Luís Neves está a ter do sistema político português, a começar pelo presidente Aguiar Branco. Enquanto este bloqueio se mantiver, nós também não vamos desistir dele e vamos continuar a lutar por aquilo que é a regra básica da transparência em Portugal.

André Ventura, o líder do Chega, a dizer que o presidente da Assembleia da República é vítima de sequestro de interesses partidários. Seguimos neste jornal. Portugal vai passar a ter disponíveis vários modelos de robôs humanoides. Trata-se de um acordo de cooperação entre a empresa minhota S.Data.ai e o mercado chinês de inteligência artificial. A parceria foi assinada ontem e pode tornar a empresa numa distribuidora oficial de robôs humanoides em Portugal. O mercado está em expansão e o país não fica para trás, mas, José Rafael Lopes, ainda falta até chegar à casa dos portugueses.

Com preços a começar nos 26 mil dólares pelos modelos mais simples, que podem subir até mais de 160 mil por cada um, os robôs humanoides ainda estão longe de ser uma certeza para milhões de portugueses, mas isso não significa que a tecnologia não tenha vindo para ficar. Paulo Silva, da S.Data.ai, não tem dúvidas: este é um investimento decisivo num novo mundo.

Não tenho grandes dúvidas que nos próximos três anos os robôs humanoides vão andar no meio de nós, seja na nossa fábrica ou na nossa casa.

Um objetivo para breve, mas agora a atenção é outra.

O nosso foco inicial é a indústria, por razões óbvias, porque a indústria, neste momento, tem maior capacidade e interesse em absorver.

Indústria primeiro, porque um robô mordomo ainda está longe de ser viável.

Não é economicamente racional eu ter que comprar um desses robôs lá para casa, por exemplo, para me ajudar a fazer as camas ou passar a ferro, mas eles já o conseguem fazer.

Paulo Silva faz parte da direção da empresa minhota que chegou a um acordo para se tornar distribuidora de tecnologia em Portugal, em parceria com o mercado chinês, abrindo a porta para a inovação na era da IA. Uma oportunidade de milhões para um mercado que se prevê em crescimento. Os robôs humanoides são capazes de fazer cada vez mais e melhor e todas as atualizações trazem uma função nova. Enquanto Paulo Silva falava, Luca, um de muitos humanoides, ia mostrando o avanço da tecnologia, que tem nome, mas também voz.

Me chamo Luca, sou o Agibot A3. Posso fazer dança, jogar jogos e fazer várias atividades divertidas.

Luca é um robô humanoide, última geração, esqueleto completo e capaz de articular-se. Controlado ainda por comando, é certo, é resultado de horas sem fim de desenvolvimento para o progresso do setor. Luca foi feito para estar presente e deixar de ser uma novidade.

O meu futuro é brilhar em cada palco. Com a evolução da Agibot rumo ao Gearsync, trago performances cada vez mais naturais e interações profundas. Em Portugal, quero iluminar a paixão das pessoas com a minha energia e estilo único. Vamos fazer história juntos?

Uma hipótese em cima da mesa e uma certeza.

Seja fornecendo componentes para um próprio fabricante de robôs humanoides, nós podemos vir rapidamente a ter um fabricante de robôs humanoides em Portugal.

Um trabalho do jornalista José Rafael Lopes. Portugal vai passar a ter disponíveis vários modelos de robôs humanoides e assim fecha este jornal das 16:00 na Rádio Observador.

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