Renato diz que Grêmio evoluiu, mas admite situação difícil: "Não vou fazer ninguém jogar mais"

O técnico Renato Portaluppi avaliou como justo o empate do Grêmio em 1 a 1 com o Inter, em duelo neste domingo, na Arena. O clássico, contudo, ficou em segundo plano na coletiva pós-jogo. O treinador voltou a tecer críticas ao trabalho de Luís Castro e à montagem do grupo de jogadores, ao mesmo tempo em que sustentou que o time evoluiu sob seu comando.

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Durante a entrevista pós-jogo, Renato citou nominalmente jogadores como Amuzu e Krovinovic ao tecer comentários sobre o grupo de jogadores. O treinador afirmou ainda que o Grêmio tem uma "tabela ingrata" pela frente nos oito jogos que restam no Brasileiro e reiterou que o time irá sofrer até a última rodada. Mesmo assim, afirmo que confia no grupo que tem em mãos para cumprir o objetivo.
– Discordo (que não houve evolução). Eu vi os jogos do Grêmio, o time criava pouco, finalizava pouco, corria pouco. Não melhorou? Olha a tabela. Sem ter tido tempo para treinar, nós pegamos o Palmeiras e não perdemos. Os dois que nós deixamos de ganhar foi contra o Remo. Hoje é um Gre-Nal, é pegado e o time pelo menos está brigando. Uma coisa é ele ter qualidade de técnica, outra é não ter. Aí eu não vou fazer o cara jogar mais, não vou mesmo – afirmou.
– É na entrega. Eu não posso vender parte técnica, nem o companheiro pode vender a parte técnica. Agora, se você me falar que o Grêmio não evoluiu, bom, aí vocês estão vendo outro Grêmio. Quantas situações de gols o Grêmio criava antes? Aí você vai falar com uma crítica para o Castro. Não é uma crítica. É a realidade. E nós vamos até sofrer até a última rodada, mas eu confio totalmente nesse grupo aí – acrescentou.
Com o empate o Grêmio chegou aos 30 pontos e segue na zona do rebaixamento, a dois pontos do Corinthians, primeiro time fora do Z-4. Para o treinador, falta tranquilidade a equipe, especialmente no que diz respeito às finalizações. Quando perguntado sobre prazo para mostrar resultado, Renato subiu o tom.
– (Está faltando) ter um pouco mais de tranquilidade. E o que é isso? No futebol, tudo é confiança. E eu posso falar isso de boca cheia porque eu fui jogador. Eu sei o que é isso. Tem jogadores que não sentem, outros sentem. A pressão na hora de definir uma jogada, principalmente no momento que o clube se encontra na tabela. Garanto que se estivesse lá em cima na tabela, teria uma tranquilidade maior e, acima de tudo, uma confiança maior para definir a jogada.
– Eu vim para trabalhar, arrisquei meu nome no clube. Não tenho tempo e nem o clube pode mais contratar ninguém. É esse grupo que eu tenho confiança total. Futebol não se compra. Eu estou vendo, vocês podem não observar, mas eu vejo bastante evolução na equipe do Grêmio. Mas aí que eu falo para vocês, parte técnica é parte técnica. Hoje o jogador está se entregando aí no campo, está querendo, correndo, buscando o resultado – completou.
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