Irã mantém condições para reabertura do Estreito de Ormuz apesar de rejeição de Trump
O texto também inclui o desbloqueio e a liberação de ativos iranianos congelados após a Revolução Islâmica de 1979. Além disso, a proposta exige a suspensão das sanções americanas contra o Irã, que sufocam a economia do país.
Em entrevista exclusiva à AFP na terça-feira (15), o porta-voz da Guarda Revolucionária, o poderoso exército ideológico da República Islâmica, Hossein Mohebi, também insistiu na necessidade de pôr fim aos combates no Iêmen. O país se tornou a nova frente regional do conflito desde a retomada, em julho, dos confrontos entre os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, e o governo iemenita, respaldado pela Arábia Saudita.
Em setembro, os insurgentes lançaram uma ofensiva mortal que consolidou seu controle sobre o Estreito de Bab el-Mandeb, outra rota estratégica para as exportações de petróleo, ligando a Europa à Ásia por meio do Canal de Suez. A iniciativa visou principalmente os navios da Arábia Saudita, maior exportadora mundial de petróleo bruto.
De acordo com o jornal The New York Times, o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, pediu apoio militar aos Estados Unidos para combater os houthis. No entanto, até o momento, nenhuma ajuda foi anunciada da parte de Washington.
Em discurso no sábado na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Fayçal bin Farhan, pediu a proteção da liberdade de navegação e criticou as "falhas" da comunidade internacional diante da situação. "A estabilidade dessa região vital está diretamente ligada à segurança energética mundial", lembrou.
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