Deputada estadual mais votada de SP disse que indígenas são canibais

A campanha vitoriosa da deputada eleita baseou-se na comunicação digital voltada ao eleitorado conservador. A candidata direcionou seus conteúdos para a defesa da família tradicional, da vida desde a concepção e da presença de princípios cristãos na atividade política, posicionando-se contrariamente a pautas progressistas, como o feminismo e ao que classifica como "cultura woke", termo norte-americano para defensores de direitos minoritários. Na área da segurança pública, a parlamentar defendeu o direito ao porte de armas de fogo para ampliar a proteção das mulheres contra a violência doméstica e urbana.
A plataforma política da parlamentar também é trata de temas sociais e econômicos. Eduarda manifestou-se contra a aplicação de políticas de cotas raciais em concursos e universidades, além de se opor a iniciativas que buscam reconhecer formalmente a prostituição como profissão. Toda a sua estratégia de mobilização eleitoral priorizou o engajamento de sua base digital em torno dessas bandeiras ideológicas.
Eduarda e Pavanato
A campanha de Eduarda foi associada à do vereador de São Paulo Lucas Pavanato (PL), eleito deputado federal neste domingo também com votação recorde: 2.889.845 votos com 95,15% das urnas apuradas. A parceria na campanha se consolidou como uma "dobradinha" de candidaturas na qual ambos compartilharam palanques virtuais e unificaram o discurso conservador direcionado ao eleitorado jovem nas redes sociais.
A divulgação dos resultados de hoje foi teve comemoração mútua e exaltação do desempenho do grupo político. O discurso público adotado manteve o foco na consolidação de uma bancada conservadora expressiva na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), sem declarações de autoria individual sobre a marca alcançada pela candidata.
Polêmica na campanha
A trajetória recente da influenciadora foi marcada por controvérsias públicas sobre a história da colonização do país. Durante participação no podcast RedCast meses antes do pleito, a então vereadora gerou polêmica nacional ao afirmar que agradecia a Deus pela chegada dos colonizadores ao Brasil e ao associar povos indígenas a rituais de canibalismo. "Glória a Deus que colonizaram, glória a Deus que catequizaram as índias", declarou Eduarda na época.
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