Arenão articula reforma eleitoral anti-Nikolas

PL fez uma bancada muito maior, foi o partido que mais cresceu. A frente de esquerda, capitaneada pelo PT, também cresceu, mesmo que menos. E os partidos do meio, entre uma ponta e outra, diminuíram. Eles fizeram uma reunião rara, porque não é só o Arenão: é ele ampliado - PSD, PP, União Brasil, Podemos, Cidadania, MDB, PSDB, Republicano, Solidariedade e PRD - para mudar a legislação eleitoral e evitar que os influenciadores façam bancadas maiores até mesmo que as dos partidos.
José Roberto de Toledo
Toledo diz que a reunião, noticiada pela Folha de S.Paulo, terminou sem consenso e com uma nova rodada marcada para o dia 28, depois do segundo turno. Para ele, a divergência aparece quando os partidos tentam escolher qual regra muda sem se prejudicar.
A questão é sempre o 'como'; no detalhe que mora o diabo. Como você vai mudar para segurar o PL, evitar que ele engula o Arenão, sem prejudicar você mesmo?
José Roberto de Toledo
Toledo aponta duas alternativas em debate: o "distritão", em que se elegem os mais votados independentemente do partido, e o voto distrital misto, que combina um voto no candidato do distrito e outro no partido, com uma lista prévia.
Ele critica o distritão por "jogar voto fora" e reduzir o papel das legendas, já que a votação individual passa a ser tudo. Já o distrital misto, diz, mudaria o incentivo que hoje permite que um candidato muito votado "puxe" outros na mesma legenda.
A priori, no sistema distrital misto, o Nikolas Ferreira não serve pra nada, porque oou ele vai ganhar a votação num distrito - e só ele, não carrega ninguém junto -, ou vai estar na lista. Mas se estiver na lista, vai estar votando no partido, não no Nikolas. Há uma neutralização da importância do influenciador.
José Roberto de Toledo
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