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Tuesday, September 15, 2026

Douro. Antigas Termas das Caldas de Moledo reabrem este ano

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As antigas Termas das Caldas de Moledo do Douro, património mundial da Unesco, reabrem até final deste ano, com uma dezena de postos de trabalho e um investimento a rondar quatro milhões de euros, avançou fonte oficial.

A região do Porto e Norte de Portugal vai alargar o seu património termal com a abertura das Termas de Caldas de Moledo, localizadas junto ao Rio Douro, nos concelhos de Peso da Régua e Mesão Frio (Vila Real), passando este equipamento a ser o 17.º equipamento termal no território e cuja inauguração se estima que aconteça até ao final deste ano, avançou esta segunda-feira à Lusa o presidente da Turismo da Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins.

O projeto de recuperação das Termas das Caldas de Moledo, localizada no vale do Douro e rodeadas por vinhedos em socalcos, vai ter um investimento total na ordem dos quatro milhões de euros, acrescentou Luís Pedro Martins.

Em entrevista à Lusa, a propósito do novo Plano para as Termas da Região Norte, cuja apresentação vai decorrer terça-feira em Amarante (Porto), Luís Pedro Martins explicou que herdou o património das Termas das Caldas de Moledo “abandonado” e que era um ponto de honra devolvê-las ao Douro até ao final do seu mandato.

“Herdei um património termal abandonado que é propriedade da Turismo do Porto e Norte de Portugal: Termas das Caldas de Moledo no Douro. Essas termas estão em cima do Rio Douro, em frente a uma paisagem fantástica, património mundial da humanidade, com uma linha de caminho-de-ferro, Linha do Douro, encostada da parte de trás e a meio uma estrada nacional entre Régua e Mesão Frio”, explicou Luís Pedro Martins.

Segundo o responsável, as antigas Termas das Caldas de Moledo têm dois balneários colocados no jardim histórico da dona Antónia Ferreirinha, uma antiga e consagrada produtora de vinho no Douro.

O consórcio da TPNP com a Câmara Municipal de Peso da Régua, detentora de outros edifícios que ficam do outro lado da estrada do património da TPNP, onde estão o casino da Dona Antónia e o antigo Hotel da Dona Antónia, teve como objetivo de cumprir o objetivo de devolver ao Douro aquele património.

“Era uma questão de honra chegar ao fim do meu mandato e devolver este património ao território”, confessou Luís Pedro Martins.

Segundo o responsável, as antigas Termas das Caldas de Moledo têm dois balneários colocados no jardim histórico da dona Antónia Ferreirinha.

As propriedades terapêuticas das águas das Termas de Caldas de Moledo ganharam maturidade no século XVIII e o seu grande desenvolvimento teve a mão de dona Antónia Ferreira, conhecida por “Ferreirinha”. Nessa época a fama daquela estância balnear passou a fronteira e o requinte e a excelência dos seus serviços foram comparados com os melhores lugares de Paris (França).

O presidente da TPNP asseverou que é também uma questão de honra, quer do Presidente da Câmara de Peso da Régua, José Manuel Gonçalves, quer dele próprio, enquanto presidente da TPNP, que um dos balneários das Termas de Caldas de Moledo, “ficará sempre para uso público”.

A inauguração do primeiro balneário das Termas das Caldas de Moledo vai acontecer até ao final de 2026, que estará totalmente recuperado e equipado e vai oferecer mais de uma dezena de postos de trabalho direto, acrescentou o responsável pela Turismo do Porto e Norte.

Os outros edifícios das Termas das Caldas de Moledo vão destinar-se à hotelaria e irá ocorrer um concurso público, ao abrigo de um programa do género do Revive, do Turismo de Portugal.

“Temos neste momento financiados pelo programa regional 2030 cerca de dois milhões para a recuperação do segundo balneário e também dos jardins. Tudo o resto depois será ao abrigo do programa Revive (Reabilitação, Património e Turismo – Valorização do Património), feito o concurso público e também com o investimento do promotor que ganhar o concurso”, acrescentou Luís Pedro Martins.

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