Microsoft aposta em chip de IA próprio para desafiar a Nvidia
São Francisco (Califórnia) |AFP A Microsoft afirmou nesta segunda-feira (12) que começará a implementar em larga escala seus chips de inteligência artificial Maia, desenvolvidos internamente, a partir de 2027, tornando-os o principal hardware para executar IA em seus produtos —uma iniciativa que pode reduzir sua dependência da Nvidia.
Chips como o Maia são a tecnologia presente nos imensos data centers que impulsionam o avanço da IA, e a Microsoft planeja instalar unidades suficientes para consumir vários gigawatts de eletricidade —aproximadamente a produção de vários reatores nucleares de grande porte.
A Nvidia mantém um domínio quase absoluto sobre os chips usados para treinar modelos de IA, mas gigantes da tecnologia e fabricantes de chips concorrentes agora disputam espaço na área de inferência —o trabalho de executar esses modelos para responder a perguntas e realizar tarefas depois que já estão em operação.
Esse mercado cresce rapidamente à medida que empresas lançam assistentes de IA e os chamados agentes, que executam sozinhos tarefas em várias etapas, enquanto Nvidia, AMD, Amazon e Google apresentam novos produtos nesse segmento.
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"Hoje começa uma nova fase para a infraestrutura de IA da Microsoft", escreveu Scott Guthrie, vice-presidente-executivo da Microsoft, em uma publicação no blog que anunciou os planos.
A empresa informou que o chip Maia 200 já está em operação, inclusive no assistente Microsoft 365 Copilot, enquanto um sucessor mais potente, o Maia 300, será lançado em 2027.
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O Maia 200 executa modelos da OpenAI, os modelos mais desenvolvidos internamente pela Microsoft e os principais modelos de código aberto.
O chip está instalado nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália e, segundo a empresa, oferece até 1,7 vez mais desempenho por watt do que os principais sistemas baseados em GPUs para recursos de IA integrados ao Teams e ao Copilot.
A Microsoft afirmou que o Maia 300 realizará 40% mais tarefas de IA com a mesma quantidade de eletricidade do que os principais sistemas e mais que o dobro em comparação com seu próprio chip anterior.
A eficiência energética tornou-se uma preocupação central para as empresas de tecnologia que disputam a construção de data centers, à medida que a demanda elétrica da IA sobrecarrega as redes de energia e eleva os custos.
Cada rack de servidores, uma unidade do tamanho de um armário em um data center, comportará 96 chips, o dobro de antes, e processará uma carga de trabalho até sete vezes maior, informou a empresa.
C-Level
Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisõesOs componentes de computação do novo chip serão fabricados pela taiwanesa TSMC.
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Em uma publicação separada, engenheiros da Microsoft disseram que um dos principais focos foi reduzir a energia desperdiçada na transferência de dados dentro das máquinas, um problema crescente à medida que as ferramentas de IA lidam com tarefas mais complexas.
Os sistemas são refrigerados principalmente por líquido, mas a Microsoft afirmou que também podem operar em data centers mais antigos refrigerados a ar.
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