Venezuelano baleado pelo ICE permanece detido por acusações criminais nos EUA
"Agora ele está sob custódia criminal federal, em vez de estar sob custódia da imigração", explicou nesta quarta sua advogada, Kate Lincoln-Goldfinch, após uma audiência em Austin. A pedido do promotor, um juiz negou sua libertação sob fiança.
Na acusação, destaca-se o depoimento do agente identificado pelas iniciais L.G., que afirmou que Garcés tentou atropelá-lo com o veículo e que, por isso, atirou. O acusado afirma que havia pedido aos agentes que permitissem que ele estacionasse o carro em um local seguro antes de se entregar, mas que o pedido foi negado. Segundo sua versão, os agentes bateram em seu veículo e, em seguida, houve o disparo.
Garcés estava sob custódia do ICE desde 20 de setembro e agora será transferido para uma prisão. Uma equipe jurídica formada por Lincoln-Goldfinch e organizações da sociedade civil informou que continuará trabalhando em seu processo migratório, enquanto tramita paralelamente o processo criminal, que está a cargo de defensores públicos.
Garcés compareceu ao tribunal em uma cadeira de rodas. "Ele corre o risco de sofrer imobilidade permanente e sepse, e os profissionais de saúde recomendam uma cirurgia. Durante a audiência, ele se contorcia de dor, e é muito difícil para nós ver nosso cliente sofrer tanto", acrescentou Lincoln-Goldfinch.
"O governo continua brincando com a vida de nosso cliente (...) É responsabilidade do governo fornecer a cirurgia de que ele precisa para que possa se recuperar", declarou, por sua vez, Danny Woodward, do Projeto de Direitos Civis do Texas (TCRP). "Nosso objetivo continua claro: manter Wilber vivo, tirá-lo do centro de detenção e responsabilizar os agentes e as instituições que lhe causaram danos", afirmou.
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