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Thursday, October 8, 2026

Rodrigo Faro: 'Sucesso é acordar de manhã com sua filha dizendo te amo'

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Após um ano praticamente dedicado à família e distante do comando de um programa de TV, Rodrigo Faro está de volta. Aos 51 anos, o apresentador, ator e cantor retorna à Globo para comandar Herança em Jogo, reality de competição em que também assume um personagem: um testamenteiro sério, austero e sarcástico, responsável por colocar os participantes à prova em um jogo marcado por dinheiro, poder, alianças e reviravoltas.

“O que me fez brilhar os olhos nesse projeto foi exatamente a possibilidade de unir o apresentador ao ator”, conta ele, que, além de todas as habilidades artísticas, também investe seu tempo nos negócios.

Em entrevista exclusiva para a Quem, Faro fala sobre a nova fase profissional, o reencontro com Susana Vieira, com quem fez par romântico em A Padroeira, e a decisão de desacelerar, depois de 15 anos à frente de programas de televisão, para estar ao lado da companheira de quase três décadas, Vera Viel, durante o tratamento contra um tumor raro na coxa esquerda.

Ele ainda revisita a infância, quando começou a trabalhar aos 8 anos como modelo, fala sobre a responsabilidade de ajudar financeiramente a família desde cedo em meio à falta precoce da presença paternal e revela como essas experiências influenciaram o pai e marido que se tornou.

Hoje, após mais de quatro décadas no meio artístico e de ter se destacado no grupo musical Dominó, em novelas e como apresentador das disputadas tardes de domingos na TV aberta, Faro diz ter uma definição diferente para sucesso. “Tudo que eu achava até então que era sucesso, na verdade, era vaidade. Sucesso é acordar de manhã com sua filha dizendo: ‘Pai, te amo’”, afirma ele, pai de três meninas, Clara, de 21 anos, Maria, de 18, e Helena, de 13.

Rodrigo Faro — Foto: Roberto Trumpauskas/Trumpas
Rodrigo Faro — Foto: Roberto Trumpauskas/Trumpas

O que fez você aceitar Herança em Jogo e voltar à televisão depois de um ano mais dedicado à família?
O que me fez brilhar os olhos nesse projeto foi exatamente a possibilidade de unir o apresentador ao ator. Eu sabia que também iria viver um personagem dentro desse jogo, completamente diferente de mim: um cara sério, austero, sarcástico, um agente do caos que entra para colocar fogo no jogo e testar os limites dos participantes quando colocamos poder e dinheiro em jogo. Tudo isso me fascinou muito. Quando eu me dirijo para a câmera, é o Faro apresentador. Mas, quando estou no jogo e entro na sala com eles, eles veem um Faro completamente diferente.

Como foi a reação dos participantes?
Meu primeiro contato com eles foi engraçado. Todo mundo estava sorridente e eu pensei: “Daqui a pouco alguém vai soltar um ‘Dança Gatinho’”. Mas foi eu abrir a boca como ator, naquele momento de testamenteiro, super sério, com outra pegada, e eles olharam: “Caramba, pera aí, esse aí não é o Faro, não!”. Isso me fascinou e foi um dos motivos pelos quais aceitei.

Rodrigo Faro — Foto: Roberto Trumpauskas/Trumpas
Rodrigo Faro — Foto: Roberto Trumpauskas/Trumpas

Como foi construir esse personagem mais durão?
O próprio formato trouxe essa pegada. É um formato inglês, mais sóbrio, com uma coisa meio Sherlock Holmes. Mas a gente deu uma “rodrigada” básica, que tem que ter. De vez em quando eu dava minhas quebradas, porque não é só o ator naquele momento. Várias vezes preciso me dirigir aos espectadores, a quem está vendo, e aí existe a quebra do apresentador. Mas, com os participantes, toda vez que eu apareço, eles falam: “Meu Deus, lá vem o agente do caos, chegou para bagunçar o jogo”. Tenho uma frase que resume essa dinâmica: “A casa é sua, mas as regras são minhas”. Isso deixa o jogo completamente imprevisível. Quando você acha que está tudo resolvido e que o jogo está indo por um caminho, a gente mexe nas regras e tudo vira completamente.

"É maravilhoso estar com a Susana Vieira, seja da forma que for. Ela é a rainha dos memes, uma grande atriz, uma profissional incrível. Tenho um carinho gigante por ela e sei que é recíproco"

A Susana Vieira, com quem você fez par romântico em A Padroeira, está no reality como a personagem A Falecida, uma milionária irônica que já morreu, mas continua ditando as regras. Foi uma decisão sua chamá-la para a produção?
Quando começamos a falar sobre esse personagem, pensei: “Cara, tem que ser a Susana Vieira. Ela é a maior estrela da Globo, vai abrilhantar o nosso projeto. Ela é minha parceira”. Mandei uma mensagem para ela, cheia de amor e carinho, dizendo que estava com saudade, que estava de volta à Globo e que queria que ela estivesse comigo nesse projeto. Ela foi extremamente carinhosa, amorosa e aceitou o convite. Fiquei muito feliz. A gente bate uma bola muito legal. Nesse programa, por incrível que pareça, estamos juntos, mas não contracenamos, porque, teoricamente, ela faleceu na história. Ela deixou vídeos gravados com as provas e com o texto inteiro. Então, a gente se encontrou mais nas gravações das chamadas, dos vídeos promocionais e nas fotos. Mas é maravilhoso estar com a Susana, seja da forma que for. Ela é a rainha dos memes, uma grande atriz, uma profissional incrível. Tenho um carinho gigante por ela e sei que é recíproco.

O programa trabalha muito com confiança, alianças, manipulação e poder. O que a herança revela sobre a natureza humana?
É um jogo psicológico. Ele coloca de verdade o comportamento humano no centro da competição. Mais do que as missões, o que vai definir o jogo são as decisões que os participantes vão tomar ao longo de cada reviravolta. Todo capítulo tem uma reviravolta e eles precisam tomar decisões importantíssimas, que vão trazer consequências sérias. É um desafio mental em que falamos de confiança, alianças que são feitas, quebradas e refeitas. A manipulação faz parte da dinâmica. A estratégia, a inteligência, a necessidade de persuadir, de enganar, tudo isso mostra uma natureza do ser humano. Claro que estamos falando de um jogo. Muitas surpresas nesse sentido vão acontecer.

Rodrigo Faro — Foto: Roberto Trumpauskas/Trumpas
Rodrigo Faro — Foto: Roberto Trumpauskas/Trumpas

Você passou um ano desacelerando após a saída da Record e cuidando da família. O que essa pausa mudou em você?
Por 15 anos comandei programas (O Melhor do Brasil e Hora do Faro) que me tomavam muito tempo, até da minha vida pessoal. Para levantar um programa de quatro, às vezes cinco horas, eu tinha que trabalhar muito, gravar muito. Não tinha realmente tempo para desenvolver outras coisas pelas quais eu era apaixonado, como o canto e a atuação. E tudo o que aconteceu com a Vera, a doença dela, fez a gente repensar um pouco as prioridades da nossa vida. Decidi desacelerar, cuidar da minha família, estar mais presente com minhas filhas e acompanhar esse processo de cura da Vera.

"Decidi desacelerar, cuidar da minha família, estar mais presente com minhas filhas e acompanhar esse processo de cura da Vera"

Nos últimos dois anos, você interpretou Silvio Santos no cinema e gravou uma música, Endless Love, com a Wanessa Camargo. Essa desacelerada também permitiu que você equilibrasse melhor seus diferentes talentos?
Acho que sim. Vieram muitos convites e eu pude avaliar o que fazia sentido naquele momento. Herança em Jogo, por exemplo, é um projeto em que você trabalha 15, 20 dias mergulhado e depois ele se encerra, porque são dez episódios. São tiros mais curtos de trabalho, em que também posso continuar me dedicando às minhas outras profissões, às minhas empresas e aos projetos fora da televisão. Tenho conseguido equilibrar um pouco mais isso.

Rodrigo Faro — Foto: Roberto Trumpauskas/Trumpas
Rodrigo Faro — Foto: Roberto Trumpauskas/Trumpas

Você imagina voltar a ter um programa na TV aberta?
Quem sabe, numa próxima fase, se for para voltar à TV aberta e ter meu programa na Globo, que aconteça de forma natural e com tudo organizadinho na minha vida. Gravando menos, trabalhando menos.

Sua carreira começou muito cedo, aos 8 anos. Como tudo começou?
Minha mãe era professora e eu estava na padaria quando um cara me viu e me chamou para fazer um teste de propaganda. Era um comercial de leite B, aqueles que vinham no saquinho. Tinha mais de 200 crianças e eu fui aprovado. Quando entrei no estúdio e vi a câmera, fiquei doido. Falei: “Mãe, isso aqui é uma profissão? Eu quero ser isso. É isso que eu quero fazer a minha vida inteira”. Ela falou: “Sim, filho, isso é uma profissão. Mas nunca se esqueça de estudar, de se formar numa faculdade [ele se formou em Rádio e TV pela USP]”. E aí eu fiquei com isso na cabeça e, a partir daquele dia, minha mãe e minha avó, já falecida, sempre me apoiaram em tudo. Foi assim que comecei e não parei mais. Hoje estou já com quase 45 anos de profissão.

"Só comecei a guardar meu dinheiro depois dos 18 anos. Até lá, tudo o que a gente ganhava ia para dentro de casa para conseguir se sustentar e ajudar minha mãe"

Você e seu irmão, Danilo Faro, que também fazia comerciais, ajudavam financeiramente em casa?
A responsabilidade era total. A gente colocava a grana dentro de casa. Só comecei a guardar meu dinheiro depois dos 18 anos. Até lá, tudo o que a gente ganhava ia para dentro de casa para conseguir se sustentar e ajudar minha mãe. Meu pai faleceu muito cedo, separou-se da minha mãe, e ela era professora. Essa minha grana e a do meu irmão ajudaram muito em casa. A gente sempre teve responsabilidade desde pequeno. Fomos chefes da casa desde sempre.

Seu irmão hoje é seu empresário. Uma vez li que vocês nunca brigavam na infância porque entendiam a responsabilidade que tinham... Isso é verdade?
Sempre tive uma relação muito bonita com ele, de confiança e ajuda. Nunca brigamos. Eu sempre fui meio que um pai para o meu irmão, por ser o mais velho. Ele é meu melhor amigo e tenho certeza de que sou o melhor amigo dele. Ninguém melhor do que ele para cuidar da minha carreira. A gente tem essa responsabilidade desde cedo e se dá muito bem.

Rodrigo Faro — Foto: Roberto Trumpauskas/Trumpas
Rodrigo Faro — Foto: Roberto Trumpauskas/Trumpas

Você começou como modelo, depois como apresentador, fez parte de boyband e atuou em grandes novelas como A Indomada, Malhação, O Cravo e a Rosa. Como foi se desenvolver como homem e como artista diante dos holofotes?
No começo foi mais complicado. Tem o lado maravilhoso de ser reconhecido, mas também teve o lado de muitas vezes eu querer brincar e ter que sair da brincadeira no horário mais legal porque precisava trabalhar e ajudar em casa. Eu queria ficar lá embaixo, todo sujo, jogando bola, e tinha que sair para trabalhar, tomar banho e fazer propaganda. Cheguei à adolescência, também veio aquela coisa do bullying: “Ele passa maquiagem”. Eu nunca me importei muito, porque sempre tive consciência de que aquilo era uma paixão e também uma necessidade de ajudar em casa.

" No dia em que consegui comprar minha casa no Rio de Janeiro, comprar um carro para minha mãe e dar uma vida tranquila para ela, foi que vi que tinha conquistado aquilo que almejava"

Você aprendeu desde cedo a dar valor ao que ganhava?
Muito cedo. Sempre tive a consciência de guardar dinheiro e investir em imóvel. Comprei meu primeiro imóvel aos 18 anos. Enquanto via outros colegas comprando carrões, eu comprava apartamento. Acho que o dia em que consegui comprar minha casa no Rio de Janeiro, comprar um carro para minha mãe e dar uma vida tranquila para ela foi quando vi que tinha conquistado aquilo que almejava. E aí, depois, constituí a minha família e hoje posso ter uma vida tranquila e dar o melhor para as minhas filhas. Isso é sinal de que aquela responsabilidade e aquelas vezes em que eu deixei de jogar bola e fui trabalhar valeram muito a pena.

Ali você soube que tinha vencido?
Mas nem no meu melhor sonho eu imaginava que depois viriam tantas coisas maiores, sabe? Que Deus tinha um plano maior para a minha vida, que me tiraria das novelas e me transformaria num comunicador. Está sendo muito maior do que eu imaginava!

Em que momento o trabalho deixou de ser uma obrigação e virou prazer?
Quando entendi que aquilo era minha profissão, que era minha vida. Aí deixou de ser uma obrigação e começou a ser um prazer. Comecei a ver que era o que eu sabia fazer, o que eu amava fazer. E depois percebi o quanto isso impactou nossa família, tudo o que conquistamos e o que pude proporcionar para minha mãe, para meu irmão e, agora, para minha família. Hoje, olhando para trás, tenho muito orgulho de ter começado tão cedo.

Rodrigo Faro — Foto: Wallace Ximenes
Rodrigo Faro — Foto: Wallace Ximenes

Desde pequeno, você sempre estava se reinventando em um novo talento. Qual foi o momento mais desafiador da sua reinvenção profissional?
Acho que a fase mais difícil foi a doença da Vera. Foi uma necessidade de ter que largar tudo mesmo para cuidar dela. Nos primeiros meses foi um pouco difícil. Depois fui vendo o carinho das pessoas e ouvindo: “Quando você vai voltar?”. Vieram os convites do Luciano Huck para o Batalha do Lip Sync (2025), depois para o Dança dos Famosos (2025), e agora esse projeto, que me desafia como profissional e me deixou encantado. Decidi perder um pouco o controle da minha vida e deixar na mão de Deus para que o que tiver que ser aconteça da melhor maneira possível.

Você fala da sua infância e da relação com seu pai, que era alcoolista, com muita tranquilidade. Como foi elaborar tudo isso?
A dificuldade que veio com a separação dos meus pais e com o alcoolismo que acabou levando o meu pai fizeram com que eu adquirisse responsabilidade muito cedo. Quando eu vivi aquilo, não era fácil. Mas isso me deu uma capacidade de autodefesa e fez com que eu quisesse cuidar muito das pessoas que estão do meu lado. Tive um pai maravilhoso até os 9 anos e depois essa figura paterna infelizmente desapareceu. Isso poderia até ter causado algum trauma, mas a minha mãe me ensinou a levar para o outro lado. A partir da ausência do meu pai, eu comecei a ter a minha personalidade moldada por mulheres, pela minha mãe e avó. E isso foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. A mente masculina é muito simples; é meio que "quero me dar bem na vida e, no final de semana, jogar uma bolinha e tomar uma cerveja com os amigos". A de uma mulher tem muitas nuances. Fui criado por mulheres; toda a educação e os valores que recebi vieram muito desse universo. A primeira vez que eu namorei na minha vida, eu tive conselho de uma mulher e não de um homem. Hoje tenho uma casa cheia de mulheres e a maioria dos programas que eu tive a direção era feminina.

"Não coloco uma gota de álcool na minha boca. Isso não é um trauma, é uma decisão"

Essa experiência influenciou o pai que você se tornou?
Muito. Talvez por isso eu tenha hoje essa tranquilidade, essa paz e essa vontade de cuidar das pessoas, de querer ser o que infelizmente eu não tive. Eu não coloco uma gota de álcool na minha boca. Isso não é um trauma, é uma decisão. Quero ser o melhor pai para minhas filhas. Isso é minha obrigação. Quero proporcionar o melhor para minha esposa. Se ela está feliz, a gente está feliz.

Rodrigo Faro — Foto: Roberto Trumpauskas/Trumpas
Rodrigo Faro — Foto: Roberto Trumpauskas/Trumpas

Você ama o seu papel como pai. Tem se preparado para aceitar as novas fases em que as filhas sairão de casa para construir suas próprias trajetórias?
Nós criamos filhas, mas temos grandes amigas e companheiras. Elas amam ficar com a gente. Eu vejo meus amigos falando: “Vamos viajar esse fim de semana, mas fulana quis ir para não sei onde”. E penso: “Caramba, tudo o que minhas filhas querem é ficar com a gente”. Isso é sucesso.

"A maturidade me trouxe outra visão de sucesso. Tudo o que eu achava até então que era sucesso, na verdade, era vaidade"

Então sua definição de sucesso mudou?
Completamente. O grande sucesso da minha vida não é ficar em primeiro lugar no domingo, nem conquistar as coisas que conquistei profissionalmente ou financeiramente. Acho que o grande sucesso da minha vida é chegar ao final de semana e minhas filhas quererem ficar comigo. Sucesso é minha filha falar: “Pai, para onde nós vamos viajar? Quero viajar com vocês”. A maturidade me trouxe outra visão de sucesso. Tudo o que eu achava até então que era sucesso, na verdade, era vaidade. Sucesso é acordar de manhã com sua filha dizendo: “Pai, te amo”. É ela dizer: “Pai, eu tenho orgulho de você”.

Lembro que, quando a gente fez a capa da Quem com você, elas ainda eram crianças e você, mesmo na sua correria, fazia questão de ajudá-las com a lição de casa. Você continua muito presente na rotina delas?
Hoje eu ajudo nas lições da faculdade. Outro dia estava conversando com minha filha, que faz Publicidade, sobre cinema, Tarantino, Hitchcock. Com outra, que faz Economia e Administração, estava falando sobre governo. Minha mais nova tem 13 anos e só ouve música dos anos 80, MPB, Djavan, Marisa Monte. Hoje mesmo estava mostrando Legião Urbana para ela, falando sobre Van Halen, KISS. É muito legal. Esse é o verdadeiro sucesso: ter tempo para aproveitar tudo o que construí.

Você e Vera estão juntos há quase 30 anos. Qual o segredo?
Eu e a Vera somos um só. Não sei o que seria da minha vida sem ela e sei que ela não ficaria sem mim. A gente se completa em tudo. Não é apenas uma relação de amor, respeito e carinho. É uma relação de necessidade. Eu necessito da Vera do meu lado. Sem ela não faz sentido a vida. E sei que para ela também é a mesma coisa.

"Quando você vai ficando mais velho, não precisa mais provar que está certo. É um estado de paz total"

Depois de tudo o que vocês viveram, o que você deseja para essa próxima fase?
Hoje minha vida é cuidar dela, fazê-la feliz, ainda mais depois de tudo o que passou. Ela mostrou ser uma mulher muito forte e resiliente. Tudo o que as meninas seguraram aqui comigo só uniu mais nossa família. Agora peço saúde para continuarmos aproveitando e vivendo felizes do jeito que vivemos. O que vier como artista, que venha. O importante é que minha base está feita. Sou uma pessoa de muito sucesso. Hoje eu só agradeço porque tenho a família que sonhei, trabalho com o que amo, tenho amigos e estou deixando um legado. E o melhor de tudo é que, quando você vai ficando mais velho, não precisa mais provar que está certo. É um estado de paz total. Você não precisa descobrir mais quem você é.

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