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Thursday, October 1, 2026

Crise na Seleção: o choque entre Ronaldo e Jorge Jesus

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E o Campeão é edição especial sobre a saída de Cristiano Ronaldo do estágio da seleção. Eu sou a Maria João Simões, comigo e com o Bruno Vieira Amaral estão o Augusto Inácio e o João Castro. Bom dia aos dois, bem-vindos.

Bom dia.

Bom dia.

Bom dia. João, começo por ti. Birra, chefe Diego ou uma reação legítima de quem sente que não foi respeitado. Muito se tem escrito sobre esta saída. Sendo mais ou menos crítico de Ronaldo, ninguém desejava ver o capitão sair pela porta dos fundos. Esta ruptura era inevitável ou faltou aqui diplomacia de parte a parte para evitar este desfecho?

Antes de mais, eu acho que temos que salientar que Ronaldo foi claramente o melhor jogador, ou é para sempre o melhor jogador português de todos os tempos. E com isso, obviamente, atrás esse mediatismo, não só a nível da comunicação social portuguesa, mas internacional, porque é o tema do dia. Portanto, tudo o que o Ronaldo envolve, obviamente, gera mais buzz, gera mais polêmica, mas faltou aqui, e acho que tocaste num ponto, faltou aqui mais diplomacia. Se não se consegue, nestas situações, ter um bocadinho de diplomacia, tendo duas personagens com egos bastante grandes, Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo, as coisas tendem a partir. E neste caso, o Ronaldo decidiu sair. Acho que era preferível, obviamente, arranjar-se aqui uma solução, até para o fim destes jogos da seleção e depois até se podia comunicar algo, mas pelos vistos não foi possível. Portanto, acho claramente, o Jorge Jesus tem todo o direito em não meter o Ronaldo, da mesma forma que Ronaldo tem o mesmo direito também de achar que está algo errado. Agora, claramente Jorge Jesus, em termos de treinador, em termos de campo, fez o que tinha a fazer. Pode ter deixado muito tempo aquecer e isso não ter agradado a Ronaldo, mas fez o que o treinador tinha que fazer, que era ler o jogo no momento. Agora, a partir daí é que nós não sabemos o que se passou. As promessas, se agora ontem se tinha prometido ou não retratar-se na conferência de imprensa, nós não sabemos.

Pedir desculpa, não é?

Eu pedir desculpa, eu acho difícil algum treinador pedir desculpa por o jogador não entrar. Mas podia dizer que realmente exagerou, não devia ter deixado ali tanto tempo a aquecer, e esse era um erro dele e pedia desculpa por esse facto, não por não o ter entrado. Mas a verdade é que parece que à Federação Portuguesa de Futebol faltou aqui um bocadinho de diplomacia.

Mas o Jorge também explicou isso, disse que parecia que havia condições para entrar e depois mudou de opinião. Isso não é legítimo?

É legítimo e portanto é legítimo que o resultado ditou outras coisas. Por exemplo, se o gol do Gonçalo Ramos tivesse sido validado o 3 x 1, o Ronaldo teria entrado. Se Portugal tivesse empatado e faltasse 10, 20 minutos pra acabar e nós precisássemos da vitória, se calhar o Ronaldo tinha entrado. Mas lá está, a leitura do treinador pra mim é correta. Agora, tudo o resto, promessas ou a forma como se diz as coisas, pode ter pesado bastante para esta decisão do Cristiano Ronaldo, que como capitão não pode abandonar o barco. Como capitão, eu acho que tinha que ficar até ao fim destes quatro jogos e depois poderia claramente emitir um comunicado a dizer que o seu tempo acabou. Agora, deixar a seleção, os companheiros. E há uma coisa no comunicado, Maria João, que a mim deixa-me com a pulga atrás da orelha, que é: desejo boa sorte a todos os meus jogadores, sem exceção. Eu acho que ou aquilo é excesso de escrita, mas a mim leva-me a crer que há ali qualquer coisa. Portanto, sem exceção, para mim, levanta aqui um bocadinho o véu que pode ter havido jogadores que não gostaram da atitude do Cristiano Ronaldo. E isso pode ter acontecido, obviamente, porque viram o capitão a não ir festejar, a não ir cumprimentar os adeptos e portanto, podem ter questionado essa reação. Eu acho que aqui há coisas que ainda se vai saber. Agora, que é triste pra Portugal, que é triste pra Cristiano Ronaldo, sobretudo, porque merecia uma despedida em grande. Curiosamente, quis o destino que o seu último jogo em campo tivesse sido em Alvalade. Último jogo, é verdade. Quis o destino, mal sabiam as pessoas que foram ver que se calhar era o último jogo do Cristiano Ronaldo na seleção, ou pode ser o último jogo do Cristiano Ronaldo na seleção. Mas é triste, porque eu acho que um jogador que é o melhor jogador português de sempre, trouxe tudo o que a Federação se calhar tem neste momento, graças também ao seu nome. Economicamente, depois podemos falar disso, mas economicamente a Federação vai ter aqui um pequeno debacle, depois agora com a saída dele. E portanto, acho que merecia realmente uma saída diferente. Agora, não consigo entender como é que o presidente da Federação vai lá, de propósito, conversa com o Ronaldo e as coisas acabam assim.

Inácio, como dizia o João Castro, será que assistimos ao último jogo do Ronaldo na seleção ou ainda há condições pra um regresso? Último jogo em Alvalade frente ao País de Gales.

Ora, mais uma vez, bom dia a todos. Deixa dizer que a gente, pra já, só ouve uma versão. Só ouvimos a versão do treinador e as suas explicações. Falta ouvir as explicações do Cristiano Ronaldo e do próprio presidente da Federação Portuguesa de Futebol para tentar aqui perceber algumas coisas que ainda estão um bocado numa zona cinzenta, como se costuma dizer. Diria que parecia que as coisas estavam bem, estavam a entrar num caminho normal, mas depois da conferência de imprensa, o Cristiano Ronaldo decidiu abandonar a seleção nacional. As razões só ele sabe. Eu penso que um jogador daquele nível, pra tomar esta atitude, é porque sentiu que foi traído nalguma coisa que foi combinada entre o treinador e ele. Repare que isso só aconteceu depois da conferência de imprensa e provavelmente o Cristiano Ronaldo não gostou. Pra já, é preciso dizer que quando se vai pra uma conferência de imprensa e se fala de um jogador que tem o estatuto que tem o Cristiano Ronaldo, como disse e bem o Jorge Jesus Às vezes é a forma como tu comunicas e a forma como tu chegas àquilo que queres dizer. Repara que a conferência de imprensa foi uma coisa e depois, em pleno Ralvado, para o Canal 11, o Jorge Jesus deu uma conferência de imprensa, ou pelo menos falou para essa estação, e já falou num tom completamente diferente daquilo que tinha sido na conferência de imprensa. E o Cristiano Ronaldo sentiu que houve coisas ali que não estavam corretas para ele e decidiu abandonar a seleção. É radical essa postura do Cristiano Ronaldo, mas falta saber as razões com que ele a abandonou. Por isso, estamos aqui um bocadinho na base da especulação de dizer que ele não devia ter feito isto, não devia ter feito aquilo, mas não sabemos as verdadeiras razões para que ele possa ter aquela atitude. Agora, em relação à pergunta que tu me fizeste, eu acho que neste momento não há condições nenhumas para o Cristiano Ronaldo voltar à Seleção Nacional como jogador. Diria que é o adeus do Cristiano Ronaldo como jogador à Seleção Nacional, mas isso não quer dizer que ele não possa mais tarde vir a representar a Seleção Nacional numas outras funções, até porque está aqui muita coisa em jogo. E repara, quando eu digo muita coisa em jogo, já tem a ver com a parte financeira. E a parte financeira, segundo contratos que já foram feitos até no tempo do Fernando Gomes, que a sponsorização e tudo aquilo que envolve a seleção e o nome do Cristiano Ronaldo, já está feito. Nessa perspectiva, não sabemos também se os contratos, depois da saída do Cristiano Ronaldo, se vai haver alguma quebra de alguma coisa que já estava assinada, diria eu. Por isso, há aqui muita coisa a envolver, que sinceramente deixa-me triste a mim, como deixa a toda a gente, porque o Cristiano Ronaldo, aquilo que deu à Seleção Nacional e aquilo que fez na sua carreira, merecia uma outra saída que não esta. Mas o tempo depois vai colocar as coisas no seu devido lugar e vamos aguardar as razões que levaram Cristiano Ronaldo a ter esta atitude.

Aliás, Bruno, nas redes sociais, CR7 disse que um dia dirá toda a verdade aos portugueses. O que pode ser toda a verdade? Há promessas não cumpridas pela estrutura da Federação Portuguesa de Futebol ou há aqui também uma tentativa de controlar a narrativa depois de bater com a porta?

Há claramente uma tentativa de controlar a narrativa de parte a parte, cada um vai contar a sua versão. Cristiano Ronaldo, para tomar esta decisão, deve ter se sentido muito ofendido com alguma coisa. Não sabemos exatamente o quê. Já ouvimos várias versões, porque houve versões que foram postas a circular ainda antes do que aconteceu ontem, por pessoas próximas de Cristiano Ronaldo ou até pelo próprio Cristiano Ronaldo. Essas versões saíram da reunião, do que lhe tinha sido prometido, da questão do aquecimento, de entrar aos 60 minutos, de jogar meia hora. Portanto, essas versões já foram sendo passadas cá para fora. E foi por alguém próximo de Cristiano Ronaldo. Aliás, temos visto também declarações até de jornalistas estrangeiros e de outras pessoas ligadas a Cristiano Ronaldo a dizer que ele se sente traído por tudo aquilo que aconteceu. Isto era completamente expectável. Já tínhamos visto este filme desde o Mundial 2022, se calhar desde antes dessa altura, mas de uma forma mais radical, mais extremada, vimos exatamente isto acontecer, um choque entre Cristiano Ronaldo e o selecionador no Mundial 2022, com Cristiano Ronaldo a desafiar publicamente a autoridade do selecionador. E depois, o que é que aconteceu?

E que é preciso falar sobre isso à jantana.

Claro, porque as coisas não quebraram ontem. Já tinham quebrado anteriormente, só que tinham quebrado pelo lado mais fraco, que era o do selecionador.

Isso é que estava sempre tudo na expectativa de saber como é que seria a relação com o selecionador.

Como é que seria agora. Qual é que é a diferença agora? É que Ronaldo está quase a fazer 42 anos, Jorge Jesus acabou de entrar na seleção, mas isto era completamente expectável e não se via outra maneira de as coisas acabarem, porque também não se via nenhuma maneira de Cristiano Ronaldo sair pelo próprio pé da seleção. Toda esta questão que tem vindo a ser discutida de quando é que Ronaldo devia ou não sair. Agora há uma versão que diz que, e lá está, uma versão posta a circular por pessoas próximas de Cristiano Ronaldo, de que Cristiano Ronaldo pensava renunciar à seleção depois do mundial. E que foram Pedro Proença e Jorge Jesus que o convenceram. Eu não acredito nesta versão. Honestamente, não acredito nesta versão. Mas o que nós percebemos, mais do que isso, é que a Federação Portuguesa de Futebol, se de facto Cristiano Ronaldo é fundamental para a sobrevivência financeira da Federação Portuguesa de Futebol, então tinha que deixar as coisas muito claras. Quer dizer, qualquer selecionador que venha, tem de perceber que quem manda na seleção é Cristiano Ronaldo. Isto é o papel da federação. A partir do momento em que essa não é uma condição, e de acordo com o jornal As, em Espanha, a federação até manteve contactos com treinadores para virem a orientar a seleção nacional, cuja puseram como exigência que Cristiano Ronaldo não continuasse na seleção. Se isso aconteceu, demonstra que a Federação Portuguesa de Futebol estaria disposta a prescindir de Cristiano Ronaldo para ter um selecionador que pusesse isso como exigência. Mas se, de facto, é tão importante para as finanças, se não há sobrevivência possível para a federação com os menores rendimentos que terá após a saída de Cristiano Ronaldo, então devia ter deixado isso claro ao selecionador que viesse. Só sobre esta questão da saída, da gestão, da imagem de Cristiano Ronaldo na seleção. O Real Madrid prescindiu de Cristiano Ronaldo, vendeu em 2018. Florentino Pérez não aceitou as exigências de Cristiano Ronaldo e o Real Madrid não acabou. O Real Madrid continuou a ganhar e Ronaldo seguiu a sua carreira, seguiram os seus caminhos, as coisas não acabaram. É que parece que agora a seleção vai acabar, a federação vai acabar.

E já que falas nisso, João Castro, hoje há jogo com a Dinamarca, os pontos valem o mesmo. O balneário vai conseguir ignorar o que está a acontecer e dar uma resposta de união ou a saída do capitão vai condicionar inevitavelmente o rendimento da equipa?

É uma excelente questão. Vamos ver como é que os jogadores vão reagir. Não se consegue prever como é que vão reagir. É uma situação que tem que ser gerida no balneário. Há duas formas: ou vai ter realmente impacto, ou os jogadores vão se unir de forma a minimizar o impacto e eu acho que Portugal vai fazer uma grande exibição. Depende muito de como é que os jogadores se vão unir. Alguns jogadores, obviamente, estarão tristes, desiludidos com a atitude do Cristiano e de como as formas foram conduzidas. Outros, se calhar, não. Dentro do balneário há sempre vários grupos e várias opiniões. Agora, eu concordo é com o Bruno Amaral. Portugal e a seleção não acaba. Ainda ontem vimos a seleção sub-21 de Portugal. Tens lá um jogador fantástico, o Mezia Soares, 16 anos, tens o Rodrigo Moura, tens o Kenda. Portugal não acaba. E há sempre grandes jogadores, como quando tínhamos o Figo, depois deixámos de ter o Figo, apareceu o Ronaldo. Portugal produz sempre grandes jogadores e vai produzir cada vez mais bons jogadores. Quando se fecha uma porta, abre-se uma janela. E é isso que os jogadores têm que perceber. Portugal terá realmente bons jogadores no futuro, vai continuar a ser uma seleção muito competitiva e logo vamos ver como é que os jogadores vão reagir, sendo que, obviamente, há aqui jogadores que vão espreitar mais oportunidades. O próprio Fábio Silva hoje vai ser convocado, vai estar no banco, de certeza. Joga o Gonçalo, tem o Fábio Silva lá. A vida do futebol é mesmo assim. Repara a Argentina ainda ontem, já sem Messi, já está a preparar o futuro, o Prestiari é titular, o Nico Paz. Futebol é mesmo assim, Maria João. Há jogadores que realmente são lendas e que depois chega o seu momento de partir. Neste caso, foi um bocadinho abrupta a saída do Cristiano Ronaldo, mas pela idade que tinha, já toda a gente estava à espera de um final, já estava um final anunciado. E Portugal vai continuar e esperemos que hoje continue com uma bela vitória.

Inácio, estávamos a falar de grandes jogadores. Com a saída de CR7 e a tomada de posição de JJ, quem é que pode assumir agora a verdadeira liderança dentro do campo? Bruno Fernandes, Rúben Dias, Bernardo Silva têm o peso necessário para carregar a braçadeira sem a sombra de CR7?

O que continua a ser o líder é o Jorge Jesus. E o Jorge Jesus agora vai carregar nas costas aquilo que vai ser o futuro da seleção. E sabes que isto no futebol, as emoções estão sempre ali ao rubro. Se o resultado for negativo, muita gente vai ficar do lado do Cristiano Ronaldo, sem saber as razões, vai ficar do lado do Cristiano Ronaldo. Se for positivo, o treinador tem razão e as coisas seguem. Agora deixa-me dizer que Portugal hoje vai ter um jogo muito importante, até porque os dois primeiros jogos Portugal ganhou. É verdade que ganhou e é o que interessa, mas a nível exibiicional, atenção, Portugal está muito longe ainda daquilo que é uma verdadeira equipa. É natural que agora, num grupo, como o João Castro disse e bem, há sempre jogadores com opiniões diferentes. Deixa-me dizer também, e pôr o dedo um bocadinho na ferida, nem toda a gente ali naquele grupo eram amigos uns dos outros. Calma aí. O Cristiano Ronaldo também tinha ali alguns jogadores e alguns colegas que não gostavam muito do Cristiano Ronaldo. Agora, vamos ver dentro do campo como é que a equipa se vai comportar. Olhando para os jogadores dentro do campo, aquelas lideranças, não podemos esquecer que o Bruno Fernandes é capitão do Manchester United, é aquele que normalmente também dentro dos jogos que faz, tem a sua voz dentro do campo, parece alguma liderança, mas as lideranças conquistam-se. As lideranças não são aquelas que muitas vezes é o que grita mais alto ou que aponta o dedo, é o que chama a atenção dos jogadores, porque às vezes são os próprios que cometem erros e não gostam que os colegas depois também lhes apontem o dedo. É complicado, é difícil, mas eu diria que hoje, quer queiramos quer não, vai ter muita influência esta saída do Cristiano Ronaldo, para o positivo e para o negativo. Vamos ver o que é que o jogo vai dar.

Bruno, mesmo a terminar e antes de irmos ao vosso campeão, rapidinho, JJ foi categórico ao dizer que na equipa manda ele e mais ninguém. Isto não belisca diretamente a liderança de Pedro Proença na Federação?

Não, eu acho que ele fez a distinção entre o presidente da federação ou de um clube e o treinador, e onde é que manda o treinador. O treinador manda na equipa. Eu acho que já toda a gente tinha percebido isso. Jorge Jesus esforçou-se por ser diplomático ao dizer que Cristiano Ronaldo tinha um estatuto diferente. A questão é que quando tu abres a porta, de facto, a que um jogador tenha um estatuto diferente, tens de lhe dar privilégios que os outros não têm. Não se pode dizer: "Há jogadores com estatuto diferente, mas depois as regras são iguais para todos." Não! Se há estatutos diferentes, há regras que vão ser necessariamente diferentes. Jorge Jesus esforçou-se por ser diplomático, mas depois a realidade caiu-lhe em cima no momento em que teve que decidir. E aí decidiu, e acho que bem, em função dos interesses da equipa no campo.

Vamos às vossas notas. Quem é o campeão no meio desta polêmica toda, João Castro? Consegues encontrar algum?

Eu acho que todos ficam a perder. Acho que ninguém sai aqui com sucesso, porque todos ficam marcados a esta situação e a esta decisão. Ronaldo fica marcado pela sua decisão de abandonar a seleção. Jorge Jesus fica marcado, que vai ser o selecionador que basicamente tirou o Ronaldo da seleção. Pedro Proença fica marcado, que é o presidente da federação, que não conseguiu resolver toda a situação. E portanto, acho que aqui todos ficam marcados.

Notas negativas para todos.

Notas negativas para todos.

Augusto Inácio, para ti?

Nota zero para todos, porque isto não beneficia nada nem ninguém. Principalmente o Cristiano Ronaldo, que merecia uma outra despedida. Por isso, eu espero é que as coisas sejam apuradas e que depois a gente possa ter, ou eu possa ter uma opinião mais formalizada em relação àquilo que se passou, mas claramente que isto mexe não só em Portugal, mexe no mundo todo.

Sim, está toda a gente.

Por isso não era necessário Portugal ser falado desta maneira lá fora.

Bruno.

Se é verdade que esta situação marca e mancha todos os intervenientes, acho que há aqui na forma como Cristiano Ronaldo sai da seleção, uma responsabilidade maior do próprio Cristiano Ronaldo. Portanto, dando uma nota negativa a todos, porque todos saem, de facto, mal desta fotografia, creio que, mesmo assim, a maior parte da responsabilidade pela forma como as coisas aconteceram é de Cristiano Ronaldo.

Augusto Inácio, João Castro, muito obrigada aos dois. Um bom dia para vocês. Vamos continuar a falar sobre a saída de CR7 depois do meio-dia, num especial de desporto.

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