6h. Acampada de Lisboa rejeita sair do Rossio
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As notícias com Miguel Gato.
Terminaram sem acordo as reuniões do Governo com o PS e o Chega sobre habitação. Depois de o Presidente da República ter manifestado satisfação com a iniciativa do primeiro-ministro para estas reuniões, a ronda de encontros em São Bento acabou por não terminar da melhor forma. O Chega admite manter o diálogo com o Governo, mas pede a intervenção de António José Seguro. Já o Partido Socialista, apesar de várias horas de conversa com o Governo, saiu de um encontro sem mais expectativas e fala mesmo Miguel Vitor Dias de intransigência por parte de Luís Montenegro.
Depois de quase duas horas de reunião, José Luís Carneiro foi rápido a dizer que não há nenhum acordo com o Governo.
Houve uma intransigência naquilo que era mais essencial e aquilo que é mais essencial é efetivamente construir uma nova solução que dê dinamismo ao mercado de arrendamento, que dê os mais jovens que nos ouvem por este país, proteger as pessoas mais idosas dos despejos.
O secretário-geral do PS critica a intransigência de Montenegro no que toca à lei das rendas e adianta que não há mais conversas previstas.
Não ficou marcada qualquer outra reunião e também se decidiu não haver razão para constituir nenhuma equipa de trabalho.
Ainda em cima da mesa ficam algumas medidas fiscais que vão ser discutidas na especialidade do Orçamento do Estado. Com o encontro bem mais rápido, André Ventura insiste no acordo a três e volta a pedir a intervenção de António José Seguro.
Talvez o presidente da República, que também é socialista, deva ter aqui alguma intervenção. Eu não tenho esse contacto.
O líder do Chega que mantém a pressão sobre o PS para não ficar sozinho na fotografia com o Governo.
Parece-me francamente inaceitável que um dos grandes responsáveis da crise de habitação em Portugal, chegado o momento de a resolver, diga que não tem nada a ver com isso e espera que o Chega resolva, entre aspas, o problema. Parece-me sinceramente muito estranho e muito hipócrita.
O Chega vai manter reuniões com o Ministério das Finanças para avaliar o impacto das 50 medidas que propõe e a fechar o dia para o anúncio do CDS e Hugo Soares do PSD garantem que a abertura para negociar existe.
Se não somos nós que estamos a dizer que não à negociação, não somos nós, julgo eu, que estamos a ser intransigentes.
Os três maiores partidos, depois de um dia que devia ser de procura de consensos e que terminou sem quaisquer acordos.
Miguel Vitor Dias, que acompanhou as reuniões de ontem do Primeiro-Ministro com o PS, Chega e também os partidos que compõem o Governo, o PSD e o CDS. Hoje o executivo vai reunir-se com os restantes partidos com centro parlamentar, mas sem o Primeiro-Ministro e na Assembleia da República. A Acampada de Lisboa rejeitou a proposta apresentada pela Câmara para tentar conciliar o protesto com o mercado natal. A autarquia propôs três locais alternativos para os protestos, assim como a possibilidade de permanência de uma tenda simbólica no Rossio durante o mercado natal. Mas em comunicado, a Acampada de Lisboa defende que é o mercado que deve ser deslocado e acusa o executivo de Carlos Moedas de fingir que fala com os manifestantes. Também no Porto, o Movimento pela Habitação manifesta a mesma intenção, a de permanecer na Praça Dom João I. Em mais uma assembleia popular, o movimento recusou abandonar o local para dar lugar a quaisquer eventos natalícios. Entretanto, durante o dia de hoje, vão ser ouvidos pelo Ministério Público os 86 manifestantes da Acampada de Lisboa, que foram detidos por desobediência durante os protestos no Rossio. Mário Centeno é o preferido dos portugueses para ser primeiro-ministro. É o que revela uma sondagem do ICS e do ISCTE para a SIC e para o semanário Expresso, que avaliou cinco possíveis nomes para o cargo. O antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal lidera as preferências, seguido do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro. O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho surge em terceiro lugar, à frente do atual chefe de Governo, Luís Montenegro. André Ventura ocupa a última posição. Já sobre a atuação do Governo, 52% dos inquiridos dizem que é tempo de o primeiro-ministro fazer uma remodelação no executivo. O ministro da Administração Interna, Luís Neves, é o mais escolhido para abandonar o Governo, com 37%. Seguem-se a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e o ministro da Educação, Fernando Alexandre. Donald Trump diz que vai anunciar um grande acordo para a Ucrânia, que pode incluir a Europa. Declarações ontem na Casa Branca. O presidente norte-americano afirma que todos os envolvidos vão ficar entusiasmados com este anúncio dos Estados Unidos.
Vai haver um acordo, vai ser um grande acordo e vai envolver mais do que a Ucrânia. Eu poderia até dizer que isto pode envolver toda a Europa. Vai ser um grande e belo acordo. Vão ficar todos entusiasmados.
A promessa de Donald Trump, em declarações ontem à noite em Washington, acontecem depois de um encontro que o ministro português dos Negócios Estrangeiros teve com a representante máxima da diplomacia europeia em Lisboa. O ministro Paulo Rangel defende que a União Europeia tem de ter um papel importante na reconstrução do país depois de terminada a guerra com a Rússia. O ministro Rangel diz que a paz tem de ser obrigatoriamente discutida com os 27.
Por um lado, a Ucrânia tem de ser parte das negociações, e isso é um ponto que é absolutamente fundamental. É a Ucrânia que tem a capacidade para, obviamente, olhar para essa agenda de negociações e soberanamente decidir. Mas em todas aquelas questões em que a Europa esteja envolvida, a União Europeia tem que ter um papel. Os países europeus têm que ter um papel. E, portanto, nada disso pode ser decidido sem que a Europa esteja presente.
O ministro português dos Negócios Estrangeiros, no Palácio das Necessidades, depois da reunião que teve com a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, também falou aos jornalistas, considera que a Rússia não está interessada na paz e defende a necessidade de a Europa manter-se unida na defesa da Ucrânia.
A Rússia não está interessada na paz e por isso é que interessa estarmos unidos. Conosco divididos, a Rússia fica à espera de nos despedaçar. Eu digo que eles não estão interessados na paz, porque hoje a Rússia já matou 45 civis esta semana. Se mostrarmos que estamos de alguma forma divididos e, como a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni disse, falarmos com vozes diferentes, então isso joga a favor da Rússia.
As declarações da alta representante da União Europeia, Kaja Kallas, ontem em Lisboa. O envolvimento da Europa no acordo de paz para a Ucrânia tem sido defendido tanto por Kiev como pelos parceiros europeus. Fica a dúvida da parte dos Estados Unidos. O Benfica venceu o Lech Poznań por 3 x 1 ontem à noite no Estádio da Luz e soma assim quatro vitórias em quatro jogos na fase de liga da Liga Europa. O treinador encarnado Marco Silva fala numa vitória justa e de uma equipa que soube controlar o jogo.
Em primeiro lugar, uma vitória totalmente justa. Fomos claramente a melhor equipa, mais três pontos, quatro jogos, quatro vitórias, jogando competições europeias. Primeira parte teve momentos bons da nossa equipa novamente, a forma como controlámos o jogo, como conseguimos jogar em meio campo ofensivo. E depois em alguns momentos o controle é tão grande que perdemos em alguns momentos, principalmente após ganharmos bola, a definição entre pensar que podemos atacar rápido o adversário ou ao momento ficarmos mais com bola e tornarmos a montar a nossa equipa em meio campo ofensivo. Falta-nos um pouco definir melhor estes momentos, mas a primeira parte muito mais controlada nesse aspeto.
A reação de Marco Silva à vitória frente ao Lech Poznań. O Benfica vai defrontar os checos do Viktoria Plzeň na próxima jornada. Ainda no futebol e depois da despedida de Cristiano Ronaldo da Seleção Nacional, Jorge Jesus revela hoje os convocados para os próximos jogos de Portugal, a contar para a Liga das Nações. Ronaldo estava pré-convocado pelo selecionador nacional, mas ontem decidiu anunciar o fim da carreira internacional e por isso é certo que vai falhar os duelos com a Dinamarca, em Braga, dia 14 de novembro, e o País de Gales, em Cardiff, no dia 17. Isto jogos para o fecho do grupo A4. JJ divulga a lista de convocados ao meio-dia na Cidade do Futebol, em Oeiras.
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